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quarta-feira, maio 13, 2015

Poluição pode provocar o envelhecimento precoce do cérebro.

Foto Johannes Eisele/AFP. Xangai - China 

A poluição do ar é conhecida por aumentar o risco de derrames e outros distúrbios cerebrovasculares. Além disso, pesquisadores agora descobriram que ela também está associada ao envelhecimento precoce do cérebro.

A ciência já provou que a poluição é causa de doenças respiratórias como rinites, bronquites, alergias e enfisemas, provoca de distúrbios cardiovasculares a câncer, e está entre os 10 fatores que mais matam no mundo. Recentemente, descobriu-se que ela também envelhece a pele, de forma tão ou mais potente do que os raios solares. Agora, mais um item foi acrescentado à lista de efeitos negativos do ar carregado de toxinas à saúde: ele pode ser a causa do envelhecimento precoce do cérebro. E envelhecimento precoce significa perda de funções cognitivas, riscos de derrame e demência. A conclusão é de pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos: eles analisaram imagens cerebrais de 943 homens e mulheres com mais de 60 anos. Ao comparar aqueles que viviam em áreas poluídas com os que moravam em locais com o ar mais puro, eles concluíram que o cérebro dos primeiros tinha volume menor e que, entre eles, o risco de derrames era 46% maior. O estudo foi publicado na edição de maio do periódico científico Stroke.

Segundo a pesquisa, feita com base em exames de ressonância magnética, a exposição de longo prazo à poluição urbana provoca mudanças estruturais no cérebro, sendo a sua diminuição do órgão a pior delas. Não está claro, exatamente, como a poluição do ar pode mudar a estrutura cerebral. Os pesquisadores acreditam que as micropartículas de poluição possam provocar inflamações sucessivas que resultam nas alterações cognitivas.

"Notamos uma associação clara entre a poluição e os ataques danosos ao cérebro", disse a principal autora do estudo, a médica Elissa H. Wilker, do Beth Israel Deaconess Medical Center. "Isso nos ajuda a entender melhor os mecanismos que fazem o cérebro responder às partículas danosas ao organismo", afirmou. Imperceptíveis a olho nu, essas partículas ultrafinas de poluição estão em toda a parte dos centros urbanos e instalam-se facilmente em brônquios e pulmões. Causadas principalmente pelo trânsito - fumaças de motores e queima de combustíveis são os principais inimigos do ar - elas carregam consigo uma diversidade de metais pesados tóxicos, poluentes orgânicos e outras químicas pesadas, além de microorganismos, como bactérias e vírus. Sim, é exatamente esse o ar que respiramos nas grandes cidades brasileiras.

Com as informções: Estadão Saude

sexta-feira, janeiro 23, 2015

Hamburgo vai cobrir auto-estrada com parques verdes




Quando a auto-estrada A7 começou a ser construída em Hamburgo, na Alemanha, ela dividiu a cidade ao meio. Sendo uma das importantes auto-estradas do país, a mais longa e uma das mais concorridas, seria impossível acabar com este pedaço de asfalto, mas nem isso fez os governantes desistirem de trabalhar numa solução para minimizar o problema da poluição atmosférica e sonora e falta de espaço urbano.

De acordo com o Fast Co.Exist, a solução passou por tapar a estrada com túneis e construir três novos parques por cima, que têm a função de reduzir o som dos carros que lá circulam a grande velocidade e voltar a unir a cidade.
Cada túnel irá cobrir uma parte da auto-estrada. Haverá árvores, mobiliário urbano, ciclovias, jardins comunitários e praças para as pessoas descansarem. No total, estes telhados verdes irão cobrir mais de 3,2 quilômetros e criar 242 mil metros quadrados de novos espaços verdes.

“Imaginem que existe uma fossa gigante numa cidade – entre 70 a 100 metros – com carros, poluição e barulho… todos os dias, a todas as horas, durante todo o ano. Quando a nova infra-estrutura estiver construída, haverá parques, jardins, calma, o som dos pássaros e ar fresco”, explicou Reinhard Schier, vereador de desenvolvimento urbano e ambiente da câmara de Hamburgo.


O projeto levará novas pessoas para o centro da cidade, um local até agora rejeitado por todos – quem quereria viver ao lado de uma auto-estrada poluída? “Vamos construir mais de 2.000 novas casas”, explicou Schier. A construção do telhado verde arranca este ano e deverá estar completa em 2022.