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sábado, março 28, 2015

Tóquio tem hortas urbanas nas estações de metro.


A falta de espaço é um problema e tanto no Japão. EmTóquio, além de estacionamentos que enterram bicicletas, os moradores têm acesso a outra iniciativa para driblar a falta de espaço:hortas urbanas construídas no topo das estações de metrô.

Batizado de Soradofarm, o projeto é coodernado pela companhia local de metrô, a East Japan Railway Company, e tem como objetivo oferecer aos japoneses que querem cultivar uma horta, mas não tem espaço em casa, a oportunidade de plantar alimentos no topo das estações.


A iniciativa começou em 2010 e fez sucesso entre a população: atualmente, cinco estações de metrô já contam com hortas urbanas e outras oito estão em fase de construção.

Para ter um pedacinho de terra para chamar de seu, no entanto, é preciso pagar. Os ‘agricultores urbanos’ desembolsam 100.440 ienes (cerca de R$ 2.500) por ano para cultivar legumes, frutas e verduras no topo dos metrôs.

Todas as ferramentas necessárias para o cuidado com a terra são oferecidas pelas estações. Os inquilinos também não precisam ser grandes conhecedores de jardinagem ou agricultura, uma vez que os espaços contam com a presença de especialistas. Veja, abaixo, mais fotos da iniciativa.

domingo, março 22, 2015

Que tal se hospedar de graça por todo o mundo trabalhando com a natureza?





Que tal se hospedar de graça por todo o mundo, ter três refeições por dia, aprender mais sobre cultivos orgânicos, em troca de trabalhar meio período em contato com a natureza? A proposta é do site World Wide Opportunities on Organic Farms (WWOOF), em português, Rede Mundial de Oportunidades em Fazendas Orgânicas.

É uma forma incrível de conhecer o mundo, partilhar experiências, participar realmente na rotina do lugar e, claro, viajar a baixo custo. Com o seu meio período de trabalho, você está ajudando o dono da fazenda e está aprendendo, conhecendo a forma de produção de alimentos orgânicos e praticando uma variante de turismo sustentável. Num tempo em que muitas pessoas estão frustradas em suas carreiras, vivendo na loucura de grandes cidades, essa pode ser uma alternativa para quem busca um tempo para refletir e se desconectar um pouco da correria dos nossos dias.

O projeto nasceu bem antes da Internet, na década de 70, mas tem conhecido uma grande expansão, sendo hoje uma rede internacional com mais de 50 países envolvidos e milhares de propriedades inscritas para receber voluntários. O processo é bem simples – você se inscreve no site, pagando uma anuidade, e escolhe a fazenda que mais se adequa às suas capacidades. Depois é só entrar em contato com os proprietários e seguir viagem.



sexta-feira, março 13, 2015

Os rios de São Paulo.


Notícias da crise de água de São Paulo tem, até agora, se espalhado. Mas, embora a palavra "seca" esteja muito em uso, e apesar da grave falta de chuva ser um dos muitos fatores em jogo, quando se trata de escassez real de água, a verdade é como acontece com quase tudo nesta metrópole é complicado mesmo.

Há uma riqueza de água em São Paulo: a chuva de fim de tarde que banha a cidade quase todos os dias no verão tem sido muito rara nestes dois últimos anos; Recentemente durante uma tempestade torrencial em que caiu a metade da chuva esperada para todo o mês de fevereiro caiu no espaço de apenas algumas horas.


Quando a tempestade atingiu o centro de São Paulo, o terminal de ônibus na Praça Pedro Lessa, no Vale do Anhangabaú, foi rapidamente inundada. Tristeza para alguns usuários dos ônibus  olhando melancolicamente das janelas, a velocidade da enxurrada na superfície  impermeável toda concretada da capital impulsiona canais perigosos, níveis de movimento rápido, que causam enchentes e deslizamentos de terra, mesmo em alguns bairros, assim como milhões habitantes tem que lidar com as inundações e ao mesmo tempo com o limitado abastecimento de água que atinge os moradores.

Água, 
é sem surpresa um tema de discussão incessante entre os moradores, e fonte de considerável da ansiedade coletiva. E, para alguns, incluindo um punhado de bem informadas amadores observadores de água, tornou-se uma obsessão que alteram a vida. Em aventuras que narra em sua página no Facebook, EXISTE Água em SP ("Não há água em SP"), o caçador rio Adriano Sampaio é um expedicionário urbano, andando incansável pela cidade em busca de rios e nascentes perdidos, e postar um fluxo constante de vídeos para a sua página. Ele e seu amigo Ramon Bonzi, urbanista, usam mapas de 1930 colocados sobre mapas das ruas de São Paulo para rastrear rios escondidos e esquecidos, espiando por cima paredes, levantando as tampas de esgoto e escalando sobre o mato em busca de rios, córregos e nascentes. "Nós sempre encontramos alguma coisa", diz Sampaio. 

Em um post recente filmado no bairro operário de Cidade Antonio Estevão de Carvalho, ele mostra moradores pescam em um lago criado pela comunidade, e relatórios sobre fluxos de mato, negligenciada e no esgoto bruto infiltrar nos cursos de água, "em linha reta a partir do sistema de esgoto público".  Em uma expedição de Pirituba, no norte da cidade, Sampaio bebeu de uma fonte usada pela comunidade para obter água potável, e tornou-se tão mal que ele acabou no hospital. "É vital que as diferentes nascentes e fontes de água ao redor da cidade sejam testados e classificadas para que as pessoas saibam o que usar cada fonte pode seguramente ser colocado para" diz ele.

São Paulo tem cerca de 300 cursos de água com o nome, diz Campos, e provavelmente mais perto de 500 no total. Um mapa coletivo usado pelos Rios e Ruas mostra a cidade parecendo um órgão vital, envolto em um web azul de vias - uma rede de rios e córregos em sua maioria enterrados num total de mais de 3.000 km. "Há uma abundância de água em São Paulo", diz de Campos. "É apenas muito mal gerido". Sampaio, ao longo da vida uma amante da natureza, foi inspirada primeiro a ação em 2013, depois de uma descoberta da possibilidade que ele fez durante a caminhada em um pequeno parque, Praça Homero Silva, perto de onde ele cresceu no bairro da Pompéia. "Eu percebi que o chão estava enlameado, e eu comecei a cavar", lembra ele.

Em poucos minutos, a água começou a escorrer da terra. Sampaio cavou outro buraco e a água brotou do chão, ele era viciado. Definindo a trabalhar para canalizar a água das várias nascentes que ele descobriu no parque, ele silenciosamente criou uma pequena lagoa, sem permissão, na parte inferior do parque; e em julho de 2014, com a ajuda de amigos e simpatizantes, uma segunda lagoa, ao lado do primeiro. "Nós só usamos materiais que encontramos na área", diz ele.

As lagoas que eles escavaram levaram vários meses para encher, mas hoje, estão cheios de vida da planta e em torno da água, e repleto de peixes - cerca de 10 espécies introduzidas por Sampaio, incluindo tilápia gordura e carpa, peixe cascudo, peixe Vidro, paulistinha, Espadinha e minúsculo Guarú este último é excelente para comer mosquitos e suas larvas, e, assim, combater a propagação da dengue, que está em ascensão na cidade como um resultado de milhões de litros de água acumulados. As lagoas de atrair todos os tipos de pássaros, e eles também atrair as pessoas: "As pessoas estavam com um pouco de medo de vir ao parque antes", diz Sampaio.


Abundância de água do parque não é nenhuma surpresa para os seus vizinhos, muitos dos quais tiveram molas em seus quintais para as gerações. Em uma casa simples, cuja parede traseira faz fronteira com o parque, a poucos metros dos tanques de peixes, Eli Maria Jose Salis e sua família têm desfrutado de um fornecimento constante de água de nascente, executar a partir do parque em uma tubulação que leva a um segundo tanque de água, por mais de 30 anos.

O que será que eles precisam para completar o abastecimento de água que recebem da SABESP conselho de água privatizada da cidade? "Não, nós vemos que há abundância de água na cidade", diz Salis. "É que nós temos toda esta água, e não seria certo desperdiçá-la." A SABESP, no entanto, perde mais de 30% da água potável tratada em sua rede de distribuição, como resultado de vazamento massivo de tubos deteriorados, bem como o roubo em ligações clandestinas.

O grup EXISTE Água em SP e Rios e Ruas, também está em busca de mais rios. Em uma série de urgentes "mega-projetos" destinadas a driblar a escassez de abastecimento de água de São Paulo, o governo está trabalhando em um projeto para reverter o curso do Rio São Lourenço, e para desviar milhões de litros de água dos rios Paraíba do Sul, guaio, Juquiá e Itatinga, canalizando a água para a cidade de sistemas de reservatórios do Alto Tietê e Cantareira de São Paulo. Governador do estado, Geraldo Alckmin está esperando que as medidas irão banir o espectro de um racionamento draconiano de cinco dias sem água e 
dois dias com água, que ainda se os reservatórios não tiverem recuperado o suficiente até o início da estação seca, em Abril deste ano.

"As autoridades só parecem capazes de conceber obras de construção maciça, custando bilhões", diz Sampaio. "Mas eles não estão ainda garantidos para o trabalho - muitos desses rios estão com níveis 
extremamente baixo de água." Sampaio desistiu do seu emprego como vendedor de seguros no ano passado, depois de 20 anos, para se dedicar ao ativismo ambiental em tempo integral. Como estamos em um pedaço de terreno baldio acima do parque, tendo em vista através de Pompéia, ele expõe sobre a necessidade urgente de reflorestamento, e sobre o tema da "parques lineares" ao longo de rios e córregos, que criam lagos, lagoas e órgãos da água capaz de reter as águas pluviais e de águas pluviais, bem como lugares para as pessoas a sentar, caminhar e pedalar em paz.


Água escorrendo de lençol freático na rua Augusta em 1970
"Eu quero ajudar a lembrar às pessoas de que rios e córregos são, o que são as molas", diz ele. "Nós parecemos ter esquecido que somos parte da natureza", diz ele, "mas o fato é que estamos cercados por ela, mesmo quando não podemos vê-la." Não faz sentido deixar que água útil simplesmente escorrer rua abaixo, diz ele. Não deve ser uma questão difícil, para que a cidade que começa a classificar, armazenar e usar um pouco de sua água subterrânea, mesmo que não seja para beber, mas para centenas de outros usos. Por agora, muitas pessoas estão levando o assunto em suas próprias mãos, e fazendo uso do que a água que podem.

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A tabela água transbordando em que São Paulo se senta faz sua existência planície nas sarjetas de inúmeras ruas da cidade, jorrando para baixo canais tão bem atravessadas que alguns dos lancis são verde brilhante, com musgo. A uma taxa de até 5.000 litros por hora, a água clara, a maioria de qualidade razoável, é incessantemente bombeado desde as entranhas de edifícios cujas fundações foram perfurados a tabela de água, muitas vezes como resultado de parques de estacionamento subterrâneos.

Com a escassez agora em pleno vigor, alguns dos que a água agora está sendo capturado por particulares e moradores para o uso em não potável para regar plantas, roupas, quintal, descargas e lavar carros. A maioria, no entanto, é canalizada diretamente para o sistema de águas residuais, onde se mistura com o esgoto antes de encontrar o seu caminho para o Pinheiros e o Tietê - dois interconectados, rios seriamente poluídos, que infelizmente escapam pela cidade, preso entre 12 faixas de tráfego nas Marginais.

O Pinheiros, uma vez que uma exuberante curva, classicamente planícies serpentina rio, foi canalizado para longos trechos retos desde os anos 1940, e até hoje, recebe as descargas de esgoto bruto em vários pontos ao longo do seu lento, trajetória fétido - incluindo, de acordo com De Campos , a partir do chique shopping center Cidade Jardim. Não há previsão, diz ele, para o tratamento de águas residuais ao longo de todo esse trecho da margem esquerda do rio.

"As pessoas gostam de lamentar que os rios estão poluídos, como se fosse um fato consumado", diz ele. "Mas não é assim que funciona. . O problema é que nós estamos poluindo-los agora "De acordo com Campos, a limpeza das vias, incluindo as moribundas Marginais Pinheiros e Tietê, é muito mais simples do que parece: parar de poluir-los, começando pelos córregos. "Os rios são mais do que capazes de se auto limpar", diz ele, "se nós apenas dar-lhes a oportunidade."




Treduzido da publicação original em: The Guardian

quarta-feira, março 04, 2015

Cinco plantas para ambientes fechados que purificam o ar

As plantas são purificadores naturais do ar. Então, mesmo em ambientes menos ventilados, é possível cultivar determinadas espécies que ajudam a reduzir a toxidade. Sugerimos algumas espécies. Todas se adaptam bem com pouquíssima exposição ao sol e também pouca rega a luminosidade, no entanto, é sempre importante.

Clorofito 
O Clorofito precisa de muita luz e de pouca exposição ao sol no inverno. Regue diariamente no verão, mas modere nos dias frios.

Dracena
A Dracena não pede sol. Mas não gosta de lugares muito frios. Deixe-a em local iluminado e regue diariamente sem encharcar o solo.


Filodendro Pacová
O Filodendro Pacová gosta de lugares quentes nada de ar condicionado forte para eles e pede iluminação durante uma parte do dia manhã ou tarde. Como originalmente os Filodendros são epífitas, plante-o em solo enriquecido com fertilizante orgânico ou sobre xaxim. E só regue quando perceber que o substrato está secando.

Lírio da paz
O Lírio da Paz não pode ficar em vaso seco. Pede regas diárias em períodos mais áridos e regas a cada dois dias em períodos mais úmidos. A cada seis meses adube a terra e removas as folhas mortas e secas.

Samambaia
As samambaias não gostam de incidência direta de sol - basta receberem luminosidade em parte do dia. As regas devem ser diárias, mas o xaxim nunca deve ficar encharcado. Em dias quentes borrife água em suas folhas. Evite posicionar a samambaia em local em que haja corrente de vento.

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Seca na Califórnia estimula vida em Ecovilas

Num bairro de San Mateo, na Califórnia, duas casas conjugadas se distinguem das vizinhas. Nelas, em vez dos tradicionais gramados das casas de subúrbio americano, há hortas e pomares que alimentam as dez famílias que ali vivem. Nos fundos do complexo, flores e frutos atraem pássaros e abelhas, que se agrupam numa colmeia à beira de uma lagoa salobra. É inverno e as águas da lagoa estão baixas, como estão baixos os reservatórios da Califórnia após três anos de seca. Mas para Sanda Everette, fundadora da comunidade, os tempos são de abundância.
"Hoje posso passar o ano inteiro sem ter de comprar qualquer produto agrícola", diz a professora aposentada, rodeada por ameixeiras carregadas e pés de dezenas de variedades de verduras e legumes. Faz quase vinte anos que Everette e seu marido, Brian, se instalaram ali, inspirados pelos ideais da Contracultura dos anos 1960. Queriam viver numa comunidade, trabalhar a terra, tomar decisões em conjunto. Rejeitavam o consumismo do "sonho americano" e temiam seus efeitos no equilíbrio ecológico do planeta.

Com o tempo, outras famílias que partilhavam dos valores foram chegando. A comunidade cresceu, e a Ecovila San Mateo, como acabou batizada, tornou-se um modelo para ambientalistas e moradores que buscavam um estilo de vida mais sustentável e natural nos arredores de San Francisco. Quando a seca na Califórnia alertou os moradores sobre a necessidade de poupar água e reavivou um debate sobre os padrões de consumo dos americanos, Everette sentiu que tinha algo a compartilhar.

A começar por suas formas de economizar água no banheiro. "Nos anos 1970, tínhamos um ditado que dizia: se é amarelado, deixe acumulado; se é marrom, aperte o botão" (Em inglês, "If it's yellow, let it mellow; if it's brown, flush it down"). Seguimos essa regra até hoje. Ela também diz pôr um balde no chuveiro enquanto espera a água esquentar, aproveitando o líquido acumulado para irrigar a horta. Ali na ecovila, diz Everette, não se gasta água regando gramados, e cada gota despejada na horta vai parar no prato dos moradores. Até mesmo as plantas daninhas viram comida para as galinhas, e seu esterco é usado como adubo.

Além das vantagens para a saúde de ter produtos frescos o ano todo, ela diz que as práticas reduzem a dependência da casa por alimentos transportados por longas distâncias – poupando a emissão de combustíveis fósseis ou oriundos do agronegócio – que, segundo Everette, "desperdiça muita água e usa muito agrotóxico". Mas ela acredita que a tecnologia adotada pela casa que pode fazer a diferença para a Califórnia e outras regiões sob secas severas é o sistema aquapônico instalado no quintal. O sistema consiste em dois tanques de água interligados, onde se criam peixes e se cultivam verduras. É uma estrutura circular: as plantas filtram a água para os peixes, e os dejetos dos peixes nutrem as verduras. Nesse sistema, as plantas filtram a água para os peixes, e os dejetos dos peixes nutrem as verduras, Everette explica que, como os tanques estão cobertos, há pouca evaporação e não é preciso adicionar água ao sistema. E assim a casa passou a contar também com uma fonte de proteína animal.
Mudanças climáticas

"Muitas pessoas estão despertando para a necessidade de mudar seus padrões de consumo", diz à BBC Brasil Kate Litfin, professora de ciência política da Universidade de Washington. Litfin publicou no ano passado o livro Ecovilas: lições sobre formas de vida sustentáveis (sem lançamento previsto no Brasil), baseado no período em que viveu em 14 comunidades em cinco continentes. Segundo a Rede Global de Ecovilas, ecovilas são comunidades tradicionais ou intencionais administradas coletivamente e que integram ecologia, economia e cultura para regenerar ambientes sociais e naturais.

Os lançamentos da obra na Califórnia foram especialmente concorridos, diz a professora. "Os eventos estavam transbordando de gente, e todos estavam muito interessados na minha experiência. Tenho certeza de que isso tinha a ver com a seca". Litfin diz acreditar, porém, que o número de comunidades que se definem como ecovilas nos Estados Unidos não tem crescido – e não por falta de vontade, mas porque as terras no país são muito caras. Segundo a Companhia das Comunidades Intencionais, grupo que mapeia vários tipos de comunidades alternativas pelo mundo, há 205 unidades na Califórnia, muitas delas baseadas em princípios sustentáveis. Ainda assim, a professora afirma que "embora não possamos construir novas ecovilas para todos, podemos e devemos integrar seus princípios às nossas vidas. E isso está acontecendo".
Indústria da carne
A 140 quilômetros de San Mateo, na rica cidade de Davis, galinhas ciscavam soltas enquanto três rapazes arrancavam ervas daninhas do quintal de casa. Eram cumprimentados por vizinhos que passavam em shorts e camisetas fluorescentes, exercitando-se no fim da tarde. "É mais difícil plantar a comida que comprá-la, mas quero viver conforme os meus valores", diz David. "É bem mais difícil plantar sua própria comida que comprá-la no supermercado, mas quero viver conforme os meus valores", diz David Abramson, um dos oito moradores da residência. A casa é registrada como uma cooperativa e gerenciada por uma associação filantrópica, que aluga os quartos por preços abaixo do mercado. Para viver lá, deve-se ser estudante ou ter baixa renda, segundo os padrões locais.

Como na Ecovila San Mateo, os moradores ali dizem buscar reduzir ao máximo seu impacto no planeta. Segundo Abramson, quase toda a eletricidade da casa vem de painéis solares e, durante o verão, é comum eles receberem dinheiro da companhia fornecedora de energia elétrica por gerar mais energia do que consumir. Com a seca, diz Abramson, os moradores têm buscado reduzir ainda mais seu consumo de água. Para irrigar a horta, recorrem apenas à água usada para lavar a louça, coletada num balde na pia o detergente é biodegradável. Os moradores da Ecovila em San Mateo buscam 'reduzir ao máximo seu impacto no planeta'

E passaram a evitar comprar alimentos cuja produção consuma muita água, como carne. Abramson conta que ali se consome proteína animal uma vez por mês, quando eles próprios matam as galinhas mais velhas do quintal. Não é uma tarefa fácil, diz ele, já que as aves viraram quase animais de estimação. "Matá-las tem um custo emocional para nós, mas sinto que assim damos a importância devida a esse ato e não o banalizamos." 
Individualismo

Para a professora Karen Litfin, o maior obstáculo para a disseminação de formas de vida mais sustentáveis nos Estados Unidos é o individualismo. "Muitas pessoas ainda querem ter seu próprio carro, seu espaço privado, isso está muito enraizado na psique do estilo de vida americano." "A boa notícia é que os custos ambientais de permanecer nesse caminho serão tão altos que o problema terá de ser enfrentado coletivamente, por governos e a sociedade como um todo", afirma. "Vai chegar um momento em que esses padrões de vida terão de ser alterados, e não haverá escapatória."
Com as informações: BBC News.

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Gladiadores eram em sua maioria vegetarianos. Diz estudo.



Gladiadores romanos tinham uma dieta que foi principalmente vegetariana, de acordo com uma análise de ossos de um cemitério, onde os lutadores de arena foram enterrados. O estudo foi realizado por acadêmicos da Universidade Médica de Viena, na Áustria e na Universidade de Berna, na Suíça. Eles descobriram que a dieta gladiador era à base de grãos e principalmente livre de carne.

O exame dos ossos de gladiadores também encontraram evidências de que eles beberam uma bebida feita a partir de cinzas de plantas. Esta bebida cinzas era uma forma de tônico-impulsionar a saúde para ajudar gladiadores recuperar após combate e treinamento. "As cinzas de plantas foram evidentemente consumida para fortalecer o corpo após o esforço físico e promover uma melhor cicatrização óssea", diz Fabian Kanz, do departamento de medicina forense da Universidade Médica de Viena. Disse que esta bebida era uma forma artesanal do que hoje "tomamos magnésio e cálcio, sob a forma de comprimidos efervescentes, por exemplo, após o esforço físico". A réplica do capacete gladiador em um museu em Frankfurt trouxe as conclusões sobre esta bebida cinzas foram descobertas pelos níveis de estrôncio encontrados nos ossos dos gladiadores.

A análise óssea foi baseada em escavações de 22 sepulturas dos gladiadores que morreram a cerca de 1.800 anos atrás na cidade romana de Éfeso, agora na Turquia. Os ossos revelaram que a alimentação típica comida por gladiadores era trigo, cevada e feijão e isso contribuiu para criação do termo contemporâneo  de que os gladiadores eram "homens de cevada". Houve poucos sinais de carne ou produtos lácteos na dieta de quase todos esses lutadores profissionais, que executaram na frente das audiências romanas. Evidenciando que os gladiadores eram mais propensos a estar na fila da opção vegetariana e vegana.

Mas havia ossos de duas pessoas que pareciam ter um padrão diferente, revelando uma dieta muito maior em proteína animal e menor nos feijões e leguminosas. Isto poderia mostrar que haviam gladiadores originalmente de outras partes do império romano e que tinha um tipo diferente de dieta. E a próxima etapa desta pesquisa será o de usar a análise dos ossos e de olhar para onde os gladiadores viveram. Os pesquisadores dizem que os gladiadores eram principalmente prisioneiros de guerra, escravos e criminosos condenados. Mas também houve pessoas que se voluntariaram para treinar e participar de competições. Eles estimam que os homens que participam em concursos de gladiadores teve a chance de um em nove de ser morto, cada vez que eles lutaram.


Texto traduzido do original: BBC News

sexta-feira, janeiro 23, 2015

Hamburgo vai cobrir auto-estrada com parques verdes




Quando a auto-estrada A7 começou a ser construída em Hamburgo, na Alemanha, ela dividiu a cidade ao meio. Sendo uma das importantes auto-estradas do país, a mais longa e uma das mais concorridas, seria impossível acabar com este pedaço de asfalto, mas nem isso fez os governantes desistirem de trabalhar numa solução para minimizar o problema da poluição atmosférica e sonora e falta de espaço urbano.

De acordo com o Fast Co.Exist, a solução passou por tapar a estrada com túneis e construir três novos parques por cima, que têm a função de reduzir o som dos carros que lá circulam a grande velocidade e voltar a unir a cidade.
Cada túnel irá cobrir uma parte da auto-estrada. Haverá árvores, mobiliário urbano, ciclovias, jardins comunitários e praças para as pessoas descansarem. No total, estes telhados verdes irão cobrir mais de 3,2 quilômetros e criar 242 mil metros quadrados de novos espaços verdes.

“Imaginem que existe uma fossa gigante numa cidade – entre 70 a 100 metros – com carros, poluição e barulho… todos os dias, a todas as horas, durante todo o ano. Quando a nova infra-estrutura estiver construída, haverá parques, jardins, calma, o som dos pássaros e ar fresco”, explicou Reinhard Schier, vereador de desenvolvimento urbano e ambiente da câmara de Hamburgo.


O projeto levará novas pessoas para o centro da cidade, um local até agora rejeitado por todos – quem quereria viver ao lado de uma auto-estrada poluída? “Vamos construir mais de 2.000 novas casas”, explicou Schier. A construção do telhado verde arranca este ano e deverá estar completa em 2022.