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domingo, abril 12, 2015

Crise da água empurra Brasil em direção à energia solar




A seca devastadora que afeta o Brasil pode ter a consequência inesperada de, finalmente, fazer um dos países mais ensolarados do mundo levar a energia solar a sério. A combinação de uma crise energética iminente provocada pelos níveis baixos dos reservatórios com a nomeação de um ministro de energia com mente mais aberta promete uma rápida mudança na situação.

A seca, que produziu a crise no abastecimento de água, tem baixado dramaticamente os níveis dos reservatórios que abastecem dezenas de usinas hidrelétricas nas regiões sudeste e centro-oeste do Brasil, área mais populosa e importante para a economia do país. 
Como logo mais começa o período de seca de sete meses, quando a chuva é tradicionalmente escassa, os reservatórios da região afetada pela seca podem baixar para menos de 10% da sua capacidade, o que o novo chefe do Ministério de Minas e Energia (MME), Eduardo Braga, admite ser “catastrófico” para a segurança energética.

Isto significa que planos para introduzir a energia solar na matriz energética estão finalmente sendo considerados na busca de alternativas à geração hidrelétrica, na qual o país se baseia para produzir mais de 70% de sua eletricidade. A contribuição da energia eólica produzida no Nordeste e no Sul, começou a crescer, mas a energia solar, apelidada de “uma fantasia” pela presidente Dilma Rousseff há apenas alguns anos atrás, tem sido ignorada.

No entanto, Braga anunciou planos para transformar dezenas de usinas hidrelétricas — que correm o risco de se tornar elefantes brancos com a diminuição de suas águas — em fazendas de energia solar. Segundo os planos, milhares de painéis solares flutuando sobre bóias seriam lançados sobre a superfície dos reservatórios em baixa para aproveitar a energia do sol.

Técnicos do MME calcularam que poderiam adicionar até 15 mil megawatts (MW) de potência, o que é mais do que a capacidade máxima de duas das mais recentes mega-hidrelétricas que o país está construindo na Amazônia: Jirau, no rio Madeira, e o polêmico projeto de Belo Monte, no Xingu. Os painéis solares teriam a vantagem adicional de reduzir a evaporação da água, enquanto, ao mesmo tempo são arrefecidos por esta, o que aumenta a eficiência de conversão da energia solar em energia elétrica.

Os projetos-piloto estão prestes a serem iniciados em duas barragens de propriedade de empresas estatais: Sobradinho, no rio São Francisco, Bahia, e Balbina, no rio Uatumã, Amazonas. Se forem bem sucedidos, os painéis solares serão introduzidos nas barragens das regiões oeste, sudeste e centro.

O Brasil não será o primeiro país a experimentar gerar energia solar em painéis flutuantes. A Austrália está testando isso sobre superfície de uma instalação de tratamento de águas residuais em Jamestown, South Australia. Lá a energia solar vai alimentar a própria planta de tratamento de águas. E no Japão, o governo da província de Chiba, a leste de Tóquio, anunciou em janeiro passado que vai construir uma usina solar flutuante no reservatório de Yamakura, que terá uma área de 180 mil metros quadrados e gerará energia elétrica para 5.000 famílias.

Para acelerar a entrada em produção de novas usinas solares Braga tem prometido incentivos fiscais para a produção de painéis fotovoltaicos e planeja introduzir novas regras para incentivar o uso destes painéis em edifícios com grandes áreas de cobertura.

Mais dois leilões de energia solar devem ser realizados este ano. No primeiro leilão deste tipo, realizado no final do ano passado, 31 usinas de energia solar foram escolhidas para fornecer uma capacidade total de 1.048 MW em 2017. O preço foi um pouco menor que US$ 90 por MW — entre os mais baixos do mundo.

No momento, a potência instalada de geração de energia solar no Brasil é da ordem de pífios 15MW, em grande parte instalados nos telhados dos estádios de futebol construídos para a Copa do Mundo de 2014. Porém o potencial brasileiro de geração de energia solar, de acordo com alguns analistas, é equivalente a 20 vezes a atual capacidade total instalada de geração de energia elétrica.

Os fatores que contribuíram para o baixo custo da energia solar neste último leilão são a forte radiação solar incidente na maioria do território brasileiro e o fato de muitos dos parques solares participantes do leilão serem projetados para as mesmas áreas dos atuais parques eólicos, reduzindo assim o custo de aquisição de terreno e de implantação de novas linhas de transmissão.

Os contratos de 20 anos para o abastecimento de energia envolvem investimentos da ordem de US$ 1,67 bilhões, e muitas empresas estrangeiras já estão se acotovelando para conseguir um lugar ao sol no Brasil, no que promete ser um mercado em rápida expansão dentro de alguns anos.

Empresas espanholas, canadenses, americanas, italianas e chinesas já colocaram um pé na porta. E, logo que o governo e o BNDES apresentarem as prometidas isenções e linhas de financiamento, o setor de energia solar pode decolar.

Enquanto espera para ver se o experimento solar sobre os reservatórios funciona, o governo torce para que o consumo de energia seja reduzido por meio de campanhas publicitárias e aumentos de preço. A desaceleração da economia, com pouco ou nenhum crescimento esperado para este ano, também deve ajudar, assim como o aumento da utilização de termelétricas, alimentadas por gás natural, carvão mineral e óleo diesel, que aumentaram sua contribuição à rede nacional em 20%.

Estas termelétricas têm operação cara, usam combustíveis fósseis e, portanto, emitem carbono à atmosfera. Devem ser ser remetidas à história quando a energia solar incorporar-se definitivamente à matriz energética brasileira.


Por Climate News Network; traduzido e adaptado por Delcio Rodrigues.

segunda-feira, abril 06, 2015

Seis materiais de construção que reduzem o desperdício de energia

O desperdício de energia costuma fugir do controle. Apesar da conscientização ter gerado novos hábitos, como evitar ficar com a luz acessa, aproveitar a luz solar ou não deixar equipamentos eletrônicos ligados o tempo todo, uma hora ou outra, sempre acabamos esquecendo de algo. Pensando nisso, o ramo da construção sustentável busca diminuir a necessidade dos gastos energéticos tanto no período de obras como no dia a dia. Através da utilização de materiais de maior eficiência, as construções consomem menos energia e favorecem uma menor utilização de eletrodomésticos, como aquecedores ou aparelhos de ar condicionado. 

1. Iluminação LEDDiferentemente das lâmpadas incandescentes, as lâmpadas LED consomem menos energia para funcionar, tem maior duração (vida útil) e não esquentam tanto. Desse modo, essas lâmpadas não incorrem em risco de incêndio caso instaladas perto de armários de cozinha, por exemplo. Apesar de custar um pouco mais, hoje em dia a iluminação LED é amplamente utilizada para diminuir os gastos energéticos decorrentes da necessidade da luz.

2. Fibra de vidro
Como isolante térmico, a fibra de vidro é um dos materiais com a maior eficiência energética do mercado. A substituição de portas de madeira por portas de 
fibra de vidro, por exemplo, tem uma eficiência energética cinco vezes maior ao manter a temperatura necessária à casa, impedindo que o calor saia.

3. Insulated concrete forms - ICF
O ICF é a redução na utilização do concreto. Outros materiais como a 
fibra de vidro ou o isopor são misturados ao concreto e permitem não só a diminuição dos custos energéticos da construção - prédios com essa técnica diminuiu o custo energético das obras em 20% - como também finalizações em tempo recorde. Além disso, a característica de isolante térmico desses materiais mantém uma estrutura de confortável temperatura interna sem a necessidade de outros gastos energéticos com aparelhos de controle de temperatura ambiente.

4. Telhados frios
Telhados escuros absorvem mais calor e, consequentemente, esquentam as construções. Já aqueles com cores mais próximas do branco refletem a luz solar e impedem que a temperatura da casa ou prédio aumente. Assim, o uso de ar condicionado, por exemplo, pode não se tornar tão necessário. Ainda, na falta de possibilidade de mudança da cor do telhado, alguns produtos que funcionam como isolantes térmicos ainda podem ser utilizados.

5. Janelas de baixa emissividade
As chamadas janelas LOW-E, tratadas com óxido metálico, resistem à perda de calor durante o inverno e ganham calor durante o verão. Mesmo sendo de 10% a 15% mais caras que as janelas tradicionais, as janelas de baixa emissividade impedem que o calor saia e ajudam no controle interno de temperatura. Gastos energéticos com aquecedores podem ser, portanto, mitigados.

6. Pedras nas paredes externas
A utilização de pedras nas paredes externas das casas também contribuem para um resfriamento e controle de temperatura. As pedras têm uma alta capacidade de isolamento térmico e são de fácil instalação. Assim, os custos de trabalho são reduzidos ao passo que se garante isolamento térmico por anos. Além disso, não há como negar que tais instalações podem servir como bonitas decorações.

Taduzido do texto original em: Greener Ideal

sábado, março 28, 2015

Ciclovia Solar caminho do futuro.


A Holanda apresenta inovação tecnológica: ciclovia construída com painéis de concreto com células fotovoltaicas cobertas com vidro temperado. Ao receberam a incidência da luz solar, os painéis iniciam a geração de energia que é direcionada aos mais variados usos no entorno.



A ciclovia, chamada de SolaRoad, foi citada como a primeira ciclovia solar do mundo. O caminho do futuro e o caminho para o futuro”: É assim que é apresentada a ciclovia solar inaugurada na cidade de Krommenie, a noroeste de Amsterdã - a primeira ciclovia solar do mundo. Mas há outras iniciativas anteriores, dentro da mesma ideia, com materiais diferenciados. A Starpath, em Cambridge, foi implantada em meio ao parque Christ’s Pieces, feita com uma pintura que armazena os raios ultravioletas durante o dia para emiti-los à noite. O efeito é feérico, semelhante aos vagalumes das matas brasileiras.



Outra versão é a SolarRoadways,também na Inglaterra, proposta pensada para cidades que sofrem com as nevascas. Neste caso a ciclovia transforma a energia solar em calor para derreter a neve e liberar o caminho. Um dos integrantes do consórcio SolaRoad, Dr. H. Sten, disse à BBC que, eventualmente, as estradas solares poderiam ser utilizadas para recarregar os veículos elétricos que as utilizam. O futuro está só começando.

Há esperanças de energia renovável para este nosso mundo de combustível caro, tarifas abusivas e guerras por petróleo.

Fonte: BBC News

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

5 duvidas comuns sobre: Como gerar energia solar em casa?


Com o aumento da conta de luz e crise no setor elétrico a geração de energia solar em residencias e em  empreendimentos comerciais tem atraído cada vez mais as atenções no Brasil. É uma solução limpa de geração de energia é apontada por especialistas, ambientalistas e algumas empresas do setor elétrico como a melhor solução para sairmos desta crise. Produzir a sua própria energia através da microgeração distribuída em  painéis solares que são instalados nos topos de casas, hospitais, escolas, condomínios residenciais ou comerciais. Além de reduzir o consumo, o sistema é conectado à rede, e a produção excedente é vendida para a concessionária local, abatendo seu montante em créditos na sua próxima fatura.
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,as-empresas-que-estao-de-olho-no-seu-telhado-imp-,1635083
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Qual o meu consumo de energia?
O primeiro passo para escolher o seu sistema é saber qual o seu consumo de energia elétrica em kWh por mês. Se você já vive na casa é bem simples, basta verificar o seu histórico na conta de luz. O ideal é fazer uma média dos últimos 12 meses, pois o consumo pode variar muito de um mês para o outro. Caso se trate de uma casa nova, o ideal é fazer uma estimativa baseada na casa atual com a ajuda do engenheiro ou arquiteto da casa nova. Em último caso, se não houver nenhuma referência, é possível calcular o consumo baseado uso e potência dos equipamentos elétricos que serão utilizados na casa. Por exemplo: uma TV de 100W utilizada 4 horas por dia = 100W x 4h x 30 dias = 12.000 Wh ou 12 kWh por mês)

Quantos painéis serão necessários para minha Casa/Empresa?
Segundo o Engenheiro Pedro Pintão, diretor da empresa Neosolar, especializada em projetos e instalação de sistemas fotovoltaicos, isto depende de uma série de variáveis e até mesmo do tamanho dos painéis escolhidos. Além disso, não é necessário produzir toda a energia consumida. Uma residência com consumo de 500 kWh/mês utilizará cerca de 15 a 20 painéis de 240 Wp ( cerca de 25 a 35 m2) em uma cidade média brasileira, para abastecer 100% de sua necessidade. Caso se decida por produzir apenas 50%, metade dos painéis será suficiente. No caso acima, 100% representaria uma economia anual de até R$ 4 mil. Já existem sites onde você poderá usar de uma “Calculadora Solar”, onde  possível inserir os dados de consumo e tarifas pagas com energia elétrica e saber qual é o tamanho aproximado do sistema fotovoltaico indicado para seu consumo e qual será a economia anual na conta de luz. Projeto e Instalação. Além dos painéis, será necessário um inversor que transforma a energia em 110V ou 220V, estrutura para fixar os painéis e proteções elétricas adequadas. É importante que o projeto e a instalação sejam feitas por profissionais especializados, garantindo a segurança das pessoas e também as garantias oferecias pelos fabricantes de até 25 anos para os painéis.

Qual é o Custo do Sistema?
O custo do sistema depende do seu tamanho e equipamentos selecionados, os quais, por sua vez, dependem da quantidade de energia necessária e das características do local da instalação. Um sistema completo e instalado custa entre R$ 7.000 e R$ 15.000/kWp.

Qual é o Retorno do Investimento?
O interessante é que independente de quanto decidirá por produzir, o consumidor poderá aproveitar toda energia, pois o eventual excesso é convertido em créditos que podem ser utilizados em até 36 meses ou ainda em outra propriedade do mesmo consumidor. No exemplo mencionado acima, com um consumo de 500 kWh/mês, o consumidor terá seu investimento retornado em até 10 anos. Como a garantia dos painéis é de 25 anos, ele ainda terá pelo menos 15 anos de benefícios.


Para outas informações sobre energia solar clique aqui.