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sexta-feira, fevereiro 06, 2015

9 razoes para deixar de comer alimentos super processados.




A partir do momento em que você entender um pouco mais sobre como esses alimentos processados afetam seu corpo, torna-se mais fácil fazer escolhas alimentares saudáveis que enriquecem a sua vida, ao invés de consumi-la. Resistir ao impulso de beber refrigerante ou comer salgadinhos fedorentos pode ser difícil, especialmente se você é um viciado nessas coisas, já que eles são altamente viciantes.

Pensando nisso, elaboramos 9 razões para que você entenda porque deve cortar os alimentos ultraprocessados de sua dieta.
  1. Alimentos processados são altamente viciantes. Seu corpo processa os alimentos integrais de maneira muito diferente da dos processados. Os alimentos processados tendem a estimular demais a produção de dopamina, conhecida como o neurotransmissor do prazer e isso faz com que você deseje consumir esses produtos constantemente. Seu corpo acaba não sendo capaz de resistir à tentação de continuar comendo junk-food em excesso, o que acaba levando à obesidade e outros problemas a sua saúde.
  2. Alimentos processados destroem seus órgãos e ossos. Muitos alimentos processados contêm aditivos de fosfato que aumentam o sabor, a textura e a vida útil dos alimentos. Mas, esses aditivos são conhecidos por causar problemas de saúde, como o envelhecimento precoce, a deterioração dos rins e osteoporose, de acordo com pesquisas do Rodale Institute. Isso torna os alimentos processados muito menos atraentes para as pessoas que conhecem os seus riscos reais.
  3. Alimentos frescos são mais baratos e saudáveis. Pessoas viciadas em junk-food afirmam que muitas vezes os alimentos frescos e saudáveis são mais caros do que os processados. Mas, de acordo com inúmeros estudos e avaliações, os alimentos integrais e orgânicos custam menos por porção do que os seus equivalentes processados. De acordo ainda com o Rodale Institute, uma porção de pimental integral fresco é cerca de 50 centavos mais barato do que um enlatado no supermercado, por exemplo.
  4. Alimentos processados causam inflamações crônicas. Uma das principais causas de doenças crônicas hoje em dia são as inflamações. E os estudos continuam a mostrar que os açúcares refinados, farinhas, óleos vegetais processados e muitos outros ingredientes comumente encontrados nos alimentos processados são em grande parte responsáveis por este tipo de inflação. Portanto, da próxima vez que seu corpo pedir por um pacote de biscoitos, considere o fato de que doenças cardíacas, demências, problemas neurológicos, insuficiência respiratória e câncer têm sido relacionados com a inflamação crônica causada por alimentos processados.
  5. Alimentos processados atrapalham a digestão. Isso acontece porque eles perderam suas fibras naturais, enzimas e outros nutrientes e, com isso, os alimentos processados tendem a causar estragos no aparelho digestivo. O consumo crônico desses alimentos pode tornar seu ecossistema interno totalmente desequilibrado, prejudicando as bactérias benéficas e expondo seu sistema à infecções. Então, basicamente você pode pensar naquelas deliciosas balinhas em formatos de bichinhos e esses biscoitos coloridos como venenos para o seu organismo. Isso pode ajudar você a evita-los.
  6. Alimentos processados destroem a sua mente. Se você sofre de enxaqueca crônica, ou tem dificuldade de concentração e para raciocinar normalmente, as chances de que sua dieta tenha influência nisso é bem grande. Um estudo recente da Universidade de Oxford endossa essa tese, mostrando que o consumo de junk-food pode levar as pessoas a ficarem com raiva e irritadiças. Alimentos integrais ricos em nutrientes, por outro lado, podem ajuda a nivelar o seu humor e manter os seus níveis de energia, deixando você mais calmo.
  7. Alimentos processados são carregados em organismos modificados. A grande parte dos alimentos processados que encontramos no mercado hoje são derivados de laboratório, e não da natureza, como havia de se esperar. Os organismos geneticamente modificados, que têm sido associados à infertilidade dos órgãos, distúrbios gastrointestinais e câncer, estão diretamente relacionados aos alimentos processados. O consumo em excesso desses venenos promove a obesidade, acidez sanguínea e pode alterar permanentemente a sua flora intestinal.
  8. Alimentos processados são ricos em pesticidas. A fim de possibilitar o crescimento dos organismos geneticamente modificados nos alimentos processados, os agricultores precisam aplicar altas doses de remédios e outros pesticidas durante o cultivo, muitos desses acabam contaminando o produto final. De acordo com dados compilados pelo Rodale Institute, foram encontrados mais de 70 tipos diferentes de pesticidas nos cereais matinais, além de diversos produtos químicos e outros resíduos. Os pesticidas são o maior princípio ativo de alimentos processados.
  9. Alimentos processados não são realmente alimentos. Uma das maneiras de você avaliar o valor nutricional dos alimentos é ver como os animais, insetos, bactérias e fungos respondem a eles. Alimentos reais vão realmente mofar, por exemplo, enquanto os falsos alimentos processados continuam com a mesma aparência e forma, muitas vezes mesmo após a validade (Veja na imagem abaixo hambúrguer com 14 anos de idade). Os alimentos processados são essencialmente sintéticos e a indústria que os produzem admitem que a sua adulteração é necessária para fazer com que eles sejam gostosos, mesmo não tendo nada de gostoso.
    Você comeria este hambúrguer de 14 anos de idade?



Leia Também:
Você sabe o que são alimentos processados?

Texto traduzido do original: “Nine reasons to never eat processed foods again” do NaturalNews.

sexta-feira, dezembro 19, 2014

Falta de água pode levar humanidade ao veganismo.



Em 2014, pesquisadores de todo o mundo se reuniram em Estocolmo, na Suécia, para participar da Semana Mundial da Água. Em meio a discussões sobre o futuro do planeta, chegaram a conclusões alarmantes: até 2050, não haverá água para todos. Com a seca, teremos crises de desnutrição e fome, que podem levar a disputas violentas pelas últimas terras férteis do mundo. Mas nem todas as previsões foram catastróficas. Os cientistas também esboçaram soluções que poderiam prevenir esse cenário e garantir a cada um sua parcela justa de água e comida.


Ingestão de proteína animal precisa diminuir por que?

Os pesquisadores e importantes cientistas que estudam questões relacionadas à água fizeram este alerta sobre a produção mundial de alimentos, afirmando que a população global pode ter de mudar para uma dieta quase completamente vegetariana nos próximos 40 anos, a fim de evitar uma escassez catastrófica.


Os humanos consomem cerca de 20% de suas proteínas de produtos baseados em animais, mas isto poderá ter de cair para 5% para alimentar mais 2 bilhões de pessoas que deverão estar no planeta até 2050, de acordo com uma nova pesquisa.

“Não haverá água o bastante para a agricultura atual para produzir comida a uma população de 9 bilhões em 2050, se seguirmos tendências correntes e mudanças em direção a dietas comuns em nações ocidentais,”Afirma Malik Falkenmark criador do relatório produzido por ele e colegas do Instituto Internacional de Água de Estocolmo.

O alarme sobre a escassez de água e seus efeitos na limitação da produção de alimentos é feito em um momento em que Oxfam e ONU se preparam para uma possível segunda crise global em cinco anos. Os preços de alimentos básicos como milho e trigo subiram quase 50% nos mercados internacionais desde junho, como resultado de secas severas nos EUA e Rússia, e fracas chuvas de monções na Ásia. Mais de 18 milhões de pessoas já enfrentam uma crítica escassez na região do Sahel.


A Oxfam previu que os aumentos de preços terão impacto devastador sobre países em desenvolvimento com forte dependência de importações de alimentos, incluindo partes da América Latina, norte da África e Oriente Médio.

A adoção de uma dieta vegetariana é uma opção de aumentar a quantidade de água disponível para a plantação de mais comida em um mundo de clima cada vez mais errático, dizem os cientistas. Os alimentos ricos em proteína animal consomem de 5 a 10 vezes mais água que uma dieta vegetariana. Um terço da terra agricultável do mundo é usada para colheitas que servem à alimentação de animais. Outras opções para alimentar as pessoas incluem a eliminação do desperdício e um aumento do comércio entre países com excedentes de alimentos e aqueles com deficit.

“Novecentas milhões de pessoas já passam fome e 2 bilhões são subnutridas, apesar de que a produção de alimentos per capita continua a aumentar,” afirmam. “Com 70% de toda a água disponível sendo usada na agricultura, haverá muita pressão sobre terras e água para alimentar mais 2 bilhões.” O relatório está sendo divulgado no começo da conferência mundial sobre a água, em Estocolmo, onde 2.500 políticos, organizações da ONU, ONGs e pesquisadores de 120 países se encontram para discutir problemas relacionados a este recurso.

Soluções para a crise.

Entre as possíveis soluções apresentadas estavam a irrigação mais eficiente, menor desperdício de água e novos sistemas de alerta e legislação mais sustentável. Apesar da viabilidade dessas ideias, elas não seriam suficientes sem uma última medida: a humanidade deveria tomar o caminho do vegetarianismo. Quem come um pedaço de bife no almoço e outro no jantar passaria a ter direito a meio bife por dia.

Quanto à necessidade de medidas rápidas, não restam dúvidas. "O acesso à água já é um problema para um bilhão de pessoas. E com o aquecimento global isso tende a piorar, já que ele vai alterar os padrões de chuva e aumentar os eventos climáticos extremos", diz Jan Lundqvist, cientista do Instituto Internacional da Água de Estocolmo e um dos pesquisadores presentes no encontro. Segundo o pesquisador, a quantidade de água disponível no planeta não deve mudar muito no futuro. No entanto, a população vai crescer e seremos 9 bilhões em 2050 e os países mais pobres tendem a alcançar os padrões de consumo dos mais desenvolvidos. Com as informações The Guardian.

terça-feira, dezembro 09, 2014

Como vivem os frangos que comemos


Ao comprar um frango da marca Perdue no mercado, poderíamos imaginar que o animal teve uma confortável existência de ave de classe média. “Fazer a coisa certa significa tratar as galinhas com consideração”, diz Jim Perdue, diretor da empresa, num vídeo promocional. Os rótulos da empresa trazem um selo de aprovação do Departamento da Agricultura garantindo que a ave foi “criada fora de gaiolas” e, às vezes, “criadas livres de maus tratos”, embora a Perdue diga que este último será gradualmente aposentado. Veja propaganda da Perdue no vídeo abaixo. (Áudio em Inglês)

Os consumidores aprovam. Embora infelizmente ainda somos formados por maioria de carnívoros que ironicamente ainda assim desejam um tratamento decente para os animais, e uma pesquisa revelou que 85% dos consumidores prefeririam comprar frangos que viessem com selos como o de “criadas livres de maus tratos” visto nos rótulos da Perdue.

Entra em cena Craig Watts, 48 anos, granjeiro da Carolina do Norte que cria 720 mil frangos por ano para a marca Perdue. Ele assistiu ao vídeo publicitário da companhia e teve uma crise de consciência. “Meu queixo caiu”, disse ele. “A verdade não poderia ser mais diferente.” Então, Watts abriu suas quatro granjas para mostrar como é a vida dos frangos da Perdue. E a visão é perturbadora.

Watts convidou um grupo de defesa dos direitos dos animais, Compassion in World Farming, para documentar durante meses as condições do local. A organização acaba de lançar o vídeo resultante em sua página da internet. O mais chocante é que o ventre de quase todos os frangos perdeu as penas, parecendo uma enorme ferida. A barriga da imensa maioria das galinhas é uma contínua necrose escura. Como menino do interior que criava pequenos bandos de galinhas e gansos, nunca vi nada parecido. Um motivo parece ser a técnica moderna de reprodução: as galinhas são agora criadas para terem peitos imensos, e isso faz com que muitas vezes seus corpos sejam pesados demais para as pernas. A revista científica Poultry Science calculou que, se os humanos crescessem a um ritmo semelhante ao dos frangos humanos, uma pessoa pesaria 330kg quando chegasse a oito semanas de idade.

Esses frangos não correm por aí nem ciscam como pássaros normais. Eles cambaleiam alguns passos, muitas vezes sobre pernas deformadas, e então desabam no seu excremento e o de dezenas de outros milhares de pássaros anteriores. O chão é encharcado com amônia, que parece atacar as penas e a pele.

A reportagem do jornal The New York Times entrou em contato com a Perdue para saber o que a empresa tinha a dizer. Jim Perdue não quis fazer nenhum comentário, mas uma porta-voz da empresa, Julie DeYoung, concordou que o ventre dos animais não deveria estar praticamente em carne viva. Ela deu a entender que o granjeiro talvez estivesse cuidando mal da propriedade.
Essa alegação não foi engolida por Watts, cuja família é dona da granja desde o século 18; ele diz que cria frangos para a Perdue desde 1992, seguindo meticulosamente as especificações da empresa. Para Watts, a Perdue percebeu que os consumidores estavam preocupados com o bem estar dos animais e a segurança alimentar, e decidiu manipular o público.

O selo que atesta que os frangos foram criados “fora de gaiolas” é enganosa, porque as aves criadas para o abate não ficam em gaiolas. O problema das gaiolas afeta as galinhas criadas para botarem ovos, e não as aves que comemos. Assim, dizer que as galinhas são “criadas fora de gaiolas” só faz sentido para as aves que botam ovos, e não para os frangos de abate. Além disso, os frangos da Perdue ficam tão amontoados na granja que é como se ficassem em gaiolas. Cada ave na granja Watts tem para si apenas 0,05m2.  Por que o governo americano está aprovando esses métodos como “livres de maus tratos”, enganando assim o consumidor?

“O departamento de Agricultura dos EUA é cúmplice da Perdue num empreendimento enganoso contra o consumidor”, diz Leah Garces, diretora da Compassion in Food Farming nos EUA, que descreve o caso como fraude de marketing. Talvez a Perdue tenha optado por rever algumas dessas afirmações. A empresa fez um acordo com a Humane Society of the US ao concordar em remover o selo de “criado livre de maus tratos” de alguns dos rótulos, embora negue qualquer tipo de má conduta. Tudo isso deixa milhões de americanos – eu entre eles – sem saída. Comemos carne, mas queremos minimizar a crueldade contra o animais. Trata-se de um rumo incerto, inconsistente e talvez até hipócrita, e já seria difícil o bastante sem empresas gigantescas do setor dos alimentos tentando nos manipular – em conluio com nosso próprio governo.
Leah sugere que tais consumidores procurem etiquetas com os dizeres “certificado de bons tratos”, “parceria global pelos animais” ou “aprovado pelo bem estar animal”. Mas essas são mais caras e difíceis de encontrar.

Os métodos de criação de frangos da Perdue são típicos da agricultura industrial. Assim, chegamos ao grande dilema: a grande indústria da agricultura obteve sucesso impressionante na produção de alimento barato – o preço do frango teve queda de 75% em termos reais desde 1930. Mas há imensos custos externos, como a resistência aos antibióticos e a poluição da água, bem como uma crueldade rotineira que só toleramos porque é cometida longe dos nossos olhos. Basta torturar uma única galinha e podemos ser presos. Mas, se abusarmos de centenas de milhares de galinhas durante toda a sua vida, isso não passa de agrobusiness. Não sei onde estabelecer o limite. Mas, quando as galinhas têm imensas feridas abertas na barriga, eu me pergunto se a criação de animais não se converteu em abuso contra os animais.


Com as informações:  The New York Times.