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terça-feira, outubro 27, 2015

7 perguntas sobre os riscos de se comer carne processada


A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse em um novo relatório que o consumo de carne processada - como bacon, salsichas e presunto - causa câncer e que a carne vermelha é "provavelmente cancerígena".
Segundo o documento, 50 gramas de carne processada por dia, o equivalente a duas fatias de bacon, aumentam a chance de desenvolver câncer colorretal em 18%. De forma mais branda, pela falta de provas mais contundentes, a organização também reforçou o alerta em relação à carne vermelha. Entenda a seguir o que significa a avaliação da OMS, os riscos associados ao consumo desses tipos de alimentos e como cultivar hábitos mais saudáveis.

1 - O que é carne processada?

A carne processada foi modificada para estender o tempo em que ela pode ficar na prateleira ou para alterar seu sabor.
Os principais métodos para isso são a defumação, o processo de cura ou a adição de conservantes.
Simplesmente passar a carne por um moedor não significa que o resultado disso seja uma carne processada, a não ser que ela seja modificada de outras formas.
Carnes processadas incluem bacon, salsichas, linguiças, salame, carnes curadas ou salgadas e presunto, além de carnes enlatadas e molhos à base de carne.
A carne vermelha, colocada sob alerta pela OMS, tem uma cor mais escura que a carne branca, como é o caso de carnes de vaca, carneiro e porco, por causa dos altos níveis de proteína, que se unem ao oxigênio, à hemoglobina e à mioglobina presentes no sangue e nos músculos.

2 - Por que essas carnes causam câncer?


Químicos cancerígenos podem se formar no processamento da carne, como compostos N-nitrosos e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.
Cozinhar a carne a altas temperaturas, especialmente no churrasco, também pode produzir químicos perigosos.
No entanto, especialistas da OMS admitem que o risco de câncer "ainda não é compreendido totalmente".
Leia também: Como é o asteroide que vai se aproximar da Terra nos próximos dias

3 - Consumi-las é muito arriscado?

A recomendação é comer o mínimo possível de carnes processadas, como o bacon
A cada 50g de carne processada por dia - menos do que duas fatias de bacon -, o risco de desenvolver câncer aumenta 18%.
Para cada 100g de carne vermelha, o risco é elevado em 17%, apesar de a OMS apontar que as evidências disso ainda são limitadas.

4 - O que significa a classificação da OMS?


A OMS classifica agentes cancerígenos em cinco grupos:
Grupo 1 - cancerígeno para humanos;
Grupo 2A - provavelmente cancerígenos para humanos;
Grupo 2B - possivelmente cancerígenos para humanos;
Grupo 3 - não classificável;
Grupo 4 - provavelmente não cancerígeno.
As carnes processadas foram incluídas no primeiro grupo, já que evidências científicas mostram que elas definitivamente causam câncer.
Isso não significa, no entanto, que todos os agentes do grupo 1, no qual estão também o tabaco, o plutônio e o álcool, são igualmente perigosos.
Carnes vermelhas estão no grupo 2A, porque a OMS diz que as evidências ainda são insuficientes para classificá-las de outra forma.

5 - Comer carne processada é tão ruim quanto fumar ou beber?

Não. Estimativas apontam que 34 mil mortes anuais por câncer se devem a dietas com alto consumo de carne processada. Em comparação, 1 milhão de mortes por ano são causadas pelo hábito de fumar e 600 mil, pelo consumo de álcool.

6 - Quanta carne vermelha devemos comer?

Salsichas também são consideradas carnes processadas
A OMS afirma que faltam evidências suficientes para determinar níveis seguros para seu consumo.
O Fundo Mundial para Pesquisa de Câncer defende que se coma o mínimo possível de carne processada e 500g de carne vermelha cozida (ou 700g de carne crua) por semana.

7 - Como reduzir o consumo de carne?

Phillips diz que isso pode ser feito de diferentes formas, como: Incrementar pratos, como massa à bolonhesa feita com carne moída, usando também grãos, como lentilhas vermelhas; Combinar tiras de cordeiro ou bife, feitas a partir de cortes mais magros, com muitos vegetais;  Reservar alguns dias da semana para não comer carne.

Com as informações BBCNews

segunda-feira, outubro 26, 2015

OMS põe na mira frios, embutidos e carnes por risco de câncer


O consumo excessivo de carnes é potencialmente cancerígeno, advertiu nesta segunda-feira a agência contra o câncer da OMS, num relatório de alto impacto para consumidores e produtores de todo o mundo. A Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês), subordinada à Organização Mundial da Saúde (OMS), colocou o consumo excessivo de carnes processadas, como embutidos ou frios, no Grupo 1 de risco de levar ao desenvolvimento de câncer, principalmente o colorretal. Pertencem a esta categoria, por exemplo, o tabaco e o amianto. Mas a organização esclareceu que pertencer ao mesmo grupo "não significa que sejam igualmente perigosos". Já o consumo excessivo de carnes vermelhas em geral - inclusive bovina, suína e ovina - foi inserido no Grupo 2, como "provavelmente cancerígenas" pelo informe, rico em indefinições devido à falta de dados conclusivos. "Os resultados confirmam as recomendações de saúde pública atuais para que se limite o consumo de carne", acrescentou Christopher Wild, diretor da IARC.

Os vegetarianos saudaram este informe, que parece confirmar suas crenças. "Quantas advertências adicionais de saúde devemos receber para nos darmos conta de que a proteína animal não é boa para nós?", questionou Jasmijn de Boo, da britânica Vegan Society. Quantidades razoáveisEspecialistas da França e da Grã-Bretanha, consultados pela AFP, estimaram que tudo é uma questão de quantidade. Pode-se continuar consumindo carne vermelha, afirmam, desde que a quantidade não supere os 500 gramas por semana e se busque eliminar as processadas da alimentação diária. O instituto americano da carne (NAMI) criticou o relatório da OMS por considerar que constitui um "desafio ao senso comum". Os autores do informe, acusa a NAMI, "trituraram os dados para chegar a um resultado específico". Segundo a vice-presidente do NAMI, Betsy Booren, como parte da dieta mediterrânea, Espanha, Itália e França consomem grandes quantidades de presunto ou salames e "ostentam algumas das expectativas de vida mais longas do mundo e excelente saúde".

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Ian Johnson, pesquisador de dietas radicado na Grã-Bretanha, afirmou não existirem provas de que os vegetarianos do seu país "tenham um risco menor de contrair câncer de cólon que os carnívoros". Literatura científicaO organismo da OMS garante ter baseado suas conclusões na "literatura científica acumulada" e examinada por "um grupo de trabalho de 22 especialistas de 10 países". A IARC conclui que cada porção de 50 gramas de carne processada consumida diariamente aumenta em 18% o risco de câncer colorretal. E cada porção diária de 100 gramas de carne vermelha aumentaria o risco em 17% "se a causalidade das associações entre consumo de carnes vermelhas e câncer colorretal ficasse demonstrada".

O grupo da IARC admitiu "carecer de dados suficientes para determinar se a forma como se cozinha a carne influi no risco de câncer". "Para um indivíduo, o risco de desenvolver câncer colorretal devido ao consumo de carne processada é frágil, mas este risco aumenta em função da quantidade de carne consumida", afirmou Kurt Straif, outro encarregado da IARC. E os hambúrgueres?"A carne processada foi considerada cancerígena para o ser humano, com base em indícios suficientes segundo os quais seu consumo provoca câncer colorretal", informou a IARC. Além disso, menciona o risco potencial de câncer de próstata e pâncreas.

Por carne transformada ou processada entende-se "a carne transformada por sal, maturação, fermentação ou outros procedimentos destinados a realçar seu sabor ou melhorar sua conservação". A maioria das carnes processadas é de porco ou de vaca, mas estas podem derivar de outras carnes vermelhas, ou de aves, vísceras ou subprodutos da carne, como o sangue, esclareceu a IARC. Como exemplo das carnes processadas, o informe citou os hot-dogs ou salsichas de Frankfurt, presunto, chouriços, corned-beef, carne seca, bem como carnes em conserva e os preparados e molhos à base de carnes. Em sua lista detalhada de exemplos, a OMS evitou mencionar explicitamente os hambúrgueres, produto à base de carne processada de consumo maciço em escala global, vendido em redes como McDonald's e Burger King.

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As carnes vermelhas foram classificadas em uma categoria de risco menor do que as processadas como "provavelmente cancerígenas para o ser humano, com base em indicações limitadas, segundo as quais seu consumo induz ao câncer". Por "carnes vermelhas", o informe diz que se deve entender "todos os tipos de carnes provenientes dos tecidos musculares" de mamíferos, incluindo a carne bovina, suína, ovina, equina e caprina. "O consumo de carne vermelha ainda não foi estabelecido como causa do câncer", esclareceu a IARC. No entanto, se a causalidade das associações mencionadas ficar demonstrada, a carne vermelha poderia ser responsável por 50 mil mortes anuais provocadas por câncer no mundo. Este número contrasta com o milhão de mortes ao ano por câncer atribuídas ao tabagismo, as 600 mil associadas ao álcool e as mais de 200 mil ligadas à contaminação atmosférica.

Com as informações Portal Uol.

quarta-feira, abril 29, 2015

Uso de agrotóxicos no Brasil sobe 162% em 12 anos, aponta pesquisa

Foto Agência Brasil
O setor agrícola brasileiro comprou, no ano de 2012, 823.226 toneladas de agrotóxicos – muitos deles, proibidos em outros países. De 2000 a 2012, o aumento em toneladas compradas foi 162,32%. Os dados estão no Dossiê Abrasco – Um Alerta sobre os Impactos dos Agrotóxicos na Saúde, lançado nesta quarta-feira (28) pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em evento na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

“Desde 2009, o Brasil assumiu a posição de primeiro consumidor mundial de agrotóxico. O consumo daria 5,5 quilos por brasileiro por ano”, disse o diretor da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), Paulo Petersen.

Petersen explica que esse aumento está diretamente relacionado à expansão da monocultura e dos transgênicos. “Ao contrário do que vinha sendo propagandadeado quando eles [transgênicos] foram lançados, que permitiriam que o uso de agrotóxico diminuísse, porque seriam resistentes às pragas, o que se verificou foi o oposto. Não só está usando mais, como está usando agrotóxicos mais poderosos, mais fortes. Nós fomos levados a importar em regime de urgência determinados agrotóxicos que sequer eram permitidos no Brasil para combater pragas na soja e no algodão transgênicos, que foram atacados por lagartas.”

Segundo Petersen, 22 dos 50 princípios ativos mais empregados em agrotóxicos no Brasil estão banidos em outros países, além de haver uso além da necessidade técnica e métodos menos tóxicos e eficientes para o controle de pragas. “Estamos em uma situação de total descontrole, o Estado não cumpre o processo de fiscalização como deveria e a legislação para o uso de agrotóxicos também não é cumprida.”

O Brasil registrou, entre 2007 e 2014, 34.147 casos de intoxicação por agrotóxico, de acordo com o presidente da ABA. Entre os problemas causados por esse tipo de intoxicação estão a malformação de feto, câncer, disfunção fisiológica, problemas cardíacos e neuronais.

Desde a primeira edição, o debate sobre a questão foi ampliado na sociedade civil e também no governo e levou à criação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), cuja minuta está pronta, mas ainda aguarda lançamento oficial pelo governo.

“Nesse debate, nós sustentamos a ideia, já confirmada por vários órgãos oficiais, de que é possível haver uma redução bastante significativa no consumo de agrotóxico no Brasil sem que isso comprometa em nada a eficiência econômica da agricultura brasileira”, afirma o pesquisador.

O dossiê é uma revisão da versão publicada em 2012. O trabalho deste ano tem mais de 600 páginas e teve o acréscimo de acontecimentos marcantes, estudos científicos e decisões políticas que envolvem os agrotóxicos. A publicação reúne, por exemplo, informações sobre a relação direta entre uso de agrotóxicos e problemas de saúde, como os que foram divulgados peloInstituto Nacional do Câncer (Inca) .

A edição de 2015 do dossiê traz um quarto capítulo inédito que aponta o caminho da agroecologia como forma sustentável e saudável de produção no longo prazo. “Esse capítulo apresenta várias experiências, de diferentes regiões do Brasil, que demonstram que é perfeitamente possível ser economicamente viável, ambientalmente sustentável, benéfico à saúde pública e produzir em quantidade e qualidade.”

O dossiê propõe dez ações urgentes, como priorizar a implantação de uma Política Nacional de Agroecologia no lugar do financiamento público ao agronegócio; impulsionar debates internacionais e enfrentar a concentração do sistema alimentar mundial; banir os agrotóxicos já proibidos em outros países; rever os parâmetros de potabilidade da água, para limitar o número de substâncias químicas aceitáveis e diminuir os valores máximos permitidos e proibir a pulverização aérea de agrotóxicos.

Com as informações: Agencia Brasil

segunda-feira, abril 13, 2015

Cereal Teff popular na Etiópia e de exportação proibida ganha status de 'Supergrão'


Essa cena se repete em toda a zona rural do país. Dessas plantas sai a semente de um grão chamado teff, consumido no país africano há centenas de anos, mas agora exaltado na Europa e na América do Norte como um "supergrão" - assim como a quinoa. Rico em proteínas e cálcio, além de livre de glúten, o teff tem crescido em popularidade internacionalmente.

No entanto, como o grão é parte fundamental da dieta etíope - comumente transformado em um pão achatado acinzentado chamado injera -, o país proíbe a exportação do teff, seja ele em sua forma mais crua ou depois de ser transformado em farinha. Rico em proteínas e cálcio, além de livre de glúten, o teff tem crescido em popularidade internacionalmente

Por isso, empresas etíopes só podem, por enquanto, exportar o pão injera e outros derivados do teff, como bolos e biscoitos.

A expectativa dos empresários, porém, é de que a Etiópia consiga aumentar significativamente sua colheita de teff, para que o grão possa ser exportado em um futuro não muito distante.

"Começamos do zero e agora estamos levando nossa comida tradicional a todo o mundo", diz Hailu Tessema, fundador da Mama Fresh, primeiro produtor de injera em grande escala na Etiópia.
Demanda crescenteA farinha de teff é misturada com água dentro de barris, onde fermenta por quatro dias Grão é transformado em pão achatado acinzentado chamado 'injera'
Seis dias por semana, a Mama Fresh usa voos da Ethiopian Airlines para levar 3 mil pães da capital, Adis Abeba, a Washington, nos EUA, onde vivem vários imigrantes etíopes. O injera também é transportado à Suécia três vezes por semana, à Noruega duas vezes por semana, e à Alemanha três vezes ao mês. "A demanda tem aumentado cerca de 10% por mês", diz Tessema, 60, que não se incomoda com o veto à exportação de sementes de teff. "É melhor exportar produtos com valor agregado, porque isso cria mais empregos."


A Mama Fresh emprega mais de cem pessoas e pretende contratar mais 50 neste ano. Sua matéria-prima vem de 300 produtores. Tessema começou seu negócio em 2003, com 100 mil birrs etíopes (cerca de R$ 15 mil) e um barraco. Hoje, sua receita anual é de cerca de 17 milhões de birrs (R$ 2,5 milhões), e no ano passado a empresa inaugurou uma nova fábrica.

Ali dentro, a farinha de teff é misturada com água dentro de barris, onde fermenta por quatro dias, para depois serem usados na produção do injera. No exterior, o pão já tem consumidores cativos, muitos deles expatriados etíopes. Pequeno grão do tamanho de uma semente de papoula, o teff também pode ser processado na forma de farinha e usado para produzir pães no estilo ocidental ou mesmo massas. Em Londres, a empresa Tobia Teff usa teff produzido nos EUA para fazer pães e mingau. Em Londres, empresa Tobia Teff usa teff produzido nos EUA para fazer pães e mingau

O negócio foi fundado pela etíope-britânica Sophie Sirak-Kebede, 58, que comandava também um restaurante na capital britânica, mas decidiu dedicar-se apenas ao teff. "As pessoas têm sonhado com teff ultimamente", diz ela. "Depois de milhares de anos (de existência), ele virou moda por aqui." Suas vendas aumentaram 40% nos últimos 14 meses.  Até mesmo o Serviço de Saúde Britânico (NHS na sigla ingesa, equivalente ao SUS no Brasil) passou a servir o teff para pacientes com intolerância a glúten.

Produtividade

No entanto, apesar de suas elogiadas propriedades nutricionais, o teff tem um problema produtivo: "Ele não dá muito rendimento. Houve pouco investimento e pesquisa nas colheitas", diz Zerihun Tadele, pesquisador etíope da Universidade de Berna, na Suíça. A produtividade média de teff na Etiópia é de 1,4 tonelada por hectare, menos da metade da média global de 3,2 toneladas para variedades modernas de trigo.

Tadele espera que, por meio de pesquisas e métodos agrícolas mais eficientes, seja possível elevar a plantação para 5 toneladas por hectare. Esse avanço já virá tarde: as recentes colheitas de teff não têm conseguido acompanhar a população crescente da Etiópia, fazendo com que os preços subam acima do que muitos conseguem pagar, sobretudo os que moram longe de Adis Abeba. Sirak-Kebede, da Tobia Teff, diz que a situação cria um dilema porque "o teff é a espinha dorsal (da dieta) da Etiópia". Etiópia proíbe exportação do teff, seja ele em sua forma mais crua ou depois de ser transformado em farinha "A escassez do teff seria como pedir aos etíopes que parassem de respirar", diz ela.

Ao mesmo tempo, porém, a empresária nota que o governo da Etiópia não deveria desperdiçar a oportunidade de exportar o produto, o que beneficiaria mais de 6 milhões de agricultores no país e gerar divisas. A Agência de Transformação Agrícola, órgão governamental, está focada em aumentar a produção do grão para ao menos atender a demanda interna. Depois disso, talvez seja possível exportar sementes e farinha. "A oportunidade para o país é significativa e o benefício de longo prazo supera os riscos", diz Matthew Davis, sócio do fundo de investimentos americano Renew Strategies, que investe na Mama Fresh. "O governo provavelmente vai proceder com cautela, concedendo licenças apenas para exportadores selecionados."

Certamente o governo etíope acompanha com nervosismo o exemplo da quinoa, que se tornou tão popular globalmente que se tornou caro demais para muitas pessoas na Bolívia e no Peru - origem do grão. Se a exportação de teff da Etiópia acabar sendo autorizada, Sirak-Kebede diz que comprará terras no país para produzir o grão e suprir com ele sua empresa britânica. "Sendo de origem etíope, preferiria comprar o teff da Etiópia", diz ela. "A qualidade é incomparável."


Fonte: BBC News

segunda-feira, abril 06, 2015

Garoto de 15 anos incentiva a produção organisca e local

Com apenas oito anos de idade, Birke Baehr já defendia o consumo consciente de alimentos e a produção orgânica local. O norte-americano foi o participante mais jovem do TEDxNextGeneretion, que destaca projetos inovadores de adolescentes para atingir o grande sonho de mudar o mundo.

Seu discurso enfatiza os problemas do modelo atual da produção de alimentos e encoraja as pessoas a ‘pensar localmente, optar por orgânicos e conhecer o fazendeiro fornecedor para saber a procedência da sua comida’.

Para espalhar suas palavras e convicções, o pequeno foi além das palestras: escreveu o livro infantil ‘Birke na Fazenda’, que conta a história de um menino em busca de comida de verdade.

No futuro pretende se tornar um agricultor orgânico, pois acredita que assim poderá causar mais impacto do que como um jogador de futebol, por exemplo. Aos poucos. É assim que Birke acredita poder mudar o mundo.

Assista , abaixo, ao vídeo do menino no TEDxNextGeneration e inspire-se!


Receitas de Defensivos Naturais

DEFENSIVO DE SAL E VINAGRE
INDICAÇÕES: combate pulgões, lagartas do repolho, lesma, caramujos e mosca branca.

INGREDIENTES:
  • sal – 100 g
  • Vinagre – 380 ml
  • Água – 19 litros
  • Sabão de coco – 100 g
  • Misturar todos os ingredientes e pulverizar as plantas atacadas.

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DEFENSIVO COM ÁGUA DE SABÃO

FUNÇÃO: O sabão serve para repelir os insetos como pulgão, cochonilhas e lagartas.

INGREDIENTES:
  • sabão de coco – 1 Kg (5 barras – 200 g)
  • Água – 5 litros
  • Lacere 1 Kg ou (5 barras – 200 g) do sabão para desmanchar em 5 litros de água quente mexendo bem. Aplicação: acrescentar 15 litros de água. Pulverizar esta mistura imediatamente sobre as plantas.
ISCAS PARA MOSCA-DAS-FRUTAS
FUNÇÃO: atrair as moscas e evitar que coloquem ovos, diminuindo, assim o nível de infestação de brocas nas frutas.
  • vinagre – 1 colher pequena
  • Açúcar mascavo, mel ou suco de frutas – 700 g.
  • Água – 10 litros
  • Misturar os ingredientes. Em uma garrafa plástica fazer 4 furos (um de cada lado) de 2 cm cada na parte mais alta da mesma. Enchê-la até o meio com a mistura. Aplicação: pendurar os frascos nas árvores a mais ou menos 1 metro e meio de altura, sempre do lado que o sol nasce. Distribuir os frascos pelo pomar mais ou menos 2 frascos por planta. Trocar duas vezes por semana.
DEFENSIVO DE ÁGUA COM CINZA

FUNÇÃO: A cinza originada da queima de madeira ou lenha contém potássio e outros minerais, que além de fertilizante serve como repelente de pragas.

RECEITA 1:
  • controle de lagartas e vaquinhas.
  • Cinza de madeira – 9 copos
  • Cal virgem – 9 copos
  • Água – 18 litros
  • A cinza deve ser colocada em água, deixando repousar por, pelo menos, 24 horas. Em seguida, misturada com a cal virgem e coada. Pulverizar sobre as plantas.
RECEITA 2: controle de insetos sugadores e larva minadora.
  • Cinza de madeira – 9 coposÁgua – 18 litros
  • Querosene – 300 ml
  • Misturar a cinza a água e deixar descansar por 24 horas. Coar e acrescentar 300 ml de querosene. Misturar e pulverizar sobre as plantas.
RECEITA 3:
  • controle de lagartas e pulgões.
  • Cinza de madeira – 2 kg
  • Água – 10 litros
  • Deixar a mistura descansar por 1 dia. Depois de pronto coar e pulverizar sobre as plantas.
DEFENSIVO DE FUMO

RECEITA 1: 
controle de pulgões, cochonilhas e grilos.
  • Fumo – 2 pacotes
  • Água – 0,5 litro
  • Colocar o fumo de molho na água durante um dia. No momento de pulverizar as plantas utilizar a dosagem de 500 ml do preparo para 20 litros de água no pulverizador.
RECEITA 2: controle pulgões, lagartas, percevejos e mariposas.
  • Fumo – 5 cm de fumo de corda
  • Álcool – 1 litro
  • Água – 1 litro
  • Picar o fumo, juntar a água e o álcool deixar curtir por 24 horas (um dia). Diluir 1 litro da mistura para 20 litros de água.
RECEITA 3: para controle de pulgões, cochonilhas e grilos.
  • fumo de corda – 15 a 20 cm
  • Água – 1 litro
  • Coloque o fumo em corda deixando de molho durante 24 h. Aplicação: coar, e para cada 19 litros da água, use 500 ml do produto.
RECEITA 4: controle de lagartas e pulgões em plantas frutíferas e hortaliças.
  • fumo de corda – 100 g
  • Álcool – 1 litro
  • Sabão de coco – 100 g
  • Misture 100 g de fumo em corda cortado em pedacinhos com 1 litro de álcool. Junte 100 g de sabão e deixe curtir por 2 dias. Aplicação: para pulverizar plantas utilize 1 copo do produto em 15 litros de água.
RECEITA 5: controle de vaquinhas, pulgões, cochonilhas, lagartas.
  • fumo de corda – 10 e 15 cm
  • Álcool – 500 ml
  • Água – 500 ml
  • Sabão de coco – 100 g
  • Corte o fumo em pequenos pedaços e junte a água e o álcool. Misture em um recipiente deixando curtir durante 15 dias. Decorrido esse tempo, dissolva o sabão em 10 litros de água e junte com a mistura já curtida de fumo e álcool. Aplicação: pode ser aplicado com pulverizador ou regador.
RECEITA 6: controle de pulgões, vaquinhas, cochonilhas.
  • querosene – 100 ml
  • Sabão em pó – 3 colheres (sopa)
  • Fumo – 1 litro de calda
  • Água – 10 litros
  • Para o preparo da água de fumo coloque 20 g de fumo de corda e picado em 1 litro de água, fervendo essa mistura durante 30 minutos. Após, côa-la em pano fino, adicione 3-4 litros de água limpa e utilize o produto obtido no mesmo dia. Em seguida, aqueça 10 litros de água e junte os 100 ml de querosene e as 3 colheres (sopa) de sabão em pó. Deixe resfriar em temperatura ambiente e adicione então 1 litro de calda de fumo.
RECEITA 7: controle de pulgões, lagartas e trips.
  • Folhas de fumo – 1 kg
  • Água – 15 litros
  • Juntar as folhas de fumo e os 15 litros de água por 24 h. Preparo: a solução é coada e adicionada em um pouco de sabão. Aplicação: pulverizar conforme a receita acima ou no solo na forma de pó feito com folhas secas ou pedaços de folhas colocadas no chão em cobertura.
RECEITA 8: controlar brocas em arvores frutíferas.
  • fumo picado – 100 g
  • Água – 2 litros
  • Ferver o fumo na água por 20 minutos. Juntar este extrato com pasta sulfocálcica e pincelar sobre os furos das brocas.
  • Obs.: – Não usar no tomate e batata;
  • – Os preparos que somente utiliza água devem ser utilizados no mesmo dia, o produto perde o efeito se guardado por mais de 8 horas;
  • – Somente 3 dias após a aplicação do fumo deve-se fazer a colheita;
  • – Os preparos feitos à base de álcool podem ser armazenados desde que protegidos à luz solar com jornal etc. (duram até 6 meses).
DEFENSIVO DE SAMAMBAIA

FUNÇÃO: Controlar pulgões e lagartas em hortas e lavouras. Esta samambaia é planta típica de solos ácidas facilmente encontradas em potreiros e áreas de pousio.
  • 500 gramas de folhas frescas de samambaia
  • 2 litros de água
  • PREPARO: Colocar as folhas na água, levar ao fogo para ferver durante 30 minutos. Após isto, deixar descansar durante 24 horas. Aplicação: misturar 1 litro deste líquido para cada 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas, usando pulverizador ou regador.
DEFENSIVO DE SABÃO E ÓLEO MINERAL

FUNÇÃO: controle de cochonilha, pulgões, lagartas e outros insetos.
  • sabão de coco – 200 gramas
  • Óleo mineral – meio litro
  • Água – meio litro
  • Derreter o sabão na água quente e depois misturar ao óleo mineral. Aplicação: depois de pronto, usar 200 ml (copinho americano) da mistura em 20 litros de água, pulverizar as plantas. Repetir a pulverização a cada 15 dias.
DEFENSIVO DE ÓLEO DIESEL E SABÃO
FUNÇÃO: usado no controle de cochonilhas e pulgões.
  • óleo diesel – 200 ml
  • Sabão de coco – 3 barras de 200 g
  • Água – 3 litros
  • Derreter o sabão na água quente e depois misturar ao óleo diesel. Aplicação: misturar o produto em 16 litros de água e pulverizar.
DEFENSIVO DE URTIGA
FUNÇÃO: serve como repelente para pulgões e lagartas em qualquer planta. Também como fortificante (dar força à planta).
  • folhas da urtiga frescas – 500 g
  • Água – 1 litro
  • Colocar as 500 g de folhas frescas dentro de uma vasilha com 1 litro de água, esmagar bem e deixar descansar durante 2 dias. Aplicação: depois retirar a urtiga, colocar a solução em 10 litros de água e regar as plantas a cada 15 dias ou, em menores espaços de tempo, quando necessário.
Obs.: Trata-se da urtiga verdadeira que tem as folhas pequenas e tem uma substância que causa irritação. Ao colher a urtiga proteger às mãos com sacos plásticos, porque a planta provoca irritação na pele.

DEFENSIVO DE MANIPUEIRA
FUNÇÃO: combate formigas e nematóides.
FORMIGAS: coloca-se manipueira de mandioca diretamente no formigueiro.
NEMATÓDES: pulverizar as áreas atingidas com a manipueira pura.

DEFENSIVO DE URINA DE VACA
FUNÇÃO: controle de lagartas, formigas, cascudos, pulgões, cochonilhas e previne o ataque de algumas doenças.
  • urina de vaca – 500 ml
  • Água – 20 litros
  • Coletar a urina, colocar em recipiente plástico fechado durante 3 dias, tempo necessário para que a uréia se transforme em amônia. Aplicação: diluir a urina na proporção de 200 ml de urina para 20 litros de água e pulverizar as plantas atingidas.
Obs.: – este produto deve ser aplicado de 15 em 15 dias;
– Na alface o produto deve ser aplicado no solo e não sobre a planta.

DEFENSIVO DE ANGICO PRETO

  • angico – 1 kg folhas de angico preto
  • Água – 10 litros
  • Macerar as folhas do angico e misturar a água, deixar curtir por 10 dias, completado esse período, coar e engarrafar para guardar, em local escuro de preferência enrolar com um pano.
RECEITA 1: controle de lagartas, vaquinhas e besouros.
  • Diluir 1 litro do produto para cada 10 litros de água. E pulverizar as plantas.
RECEITA 2: controle de formigas e cupins.
  • Coloca-se puro, com regador ou pulverizador.
DEFENSIVO DE ALHO

RECEITA 1: controle de pulgões, cochonilhas e ácaros.
  • Alho – 200 g
  • Água – 20 litros
  • Esmagar o alho e adicionar a água, coar e usar.
RECEITA 2: controle de fungos, bactérias, míldio e ferrugem.
  • Alho – 1 kgÁgua – 5 litros
  • Sabão – 100 g
  • Óleo mineral – 20 colheres de sopa
Os dentes de alho devem ser moídos e deixados repousar por 24 h, em 20 colheres de sopa de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolve-se 100 g de sabão de coco (picado) em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho. Antes de usar, é aconselhável filtrar e diluir a mistura em 15 litros de água. As concentrações variam de acordo com o tipo de pragas que se quer combater.
Obs.: – Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 h não deixa cheiro nos produtos agrícolas.

DEFENSIVO DE NIM
INDICAÇÕES: mosca branca, pulgões, lagartas, cochonilhas, ácaros, besouros, gafanhotos, nematóides, fungos, trips.

RECEITA 1:
  • Sementes secas e moídas – 200 g
  • Água – 200 ml
  • Sabão de coco – 5 g (1 colher de sopa)
  • Colocar as sementes moídas em um saco de pano, amarrar e colocar na água. Depois de 12 h espremer e dissolver o sabão neste extrato. Misturar bem e acrescentar água para obter 20 litros do preparo. Aplicar sobre as plantas infestadas, imediatamente após o preparo.
RECEITA 2:
  • Folhas verdes ou frutos inteiros – 2 kg
  • Água – 15 litros
  • Bater no liquidificador as folhas ou frutos do Nim com um pouco de água. Deixar descansando por uma noite com um pouco mais de água. Antes de aplicar, filtrar e diluir com água para obter 15 litros do preparado. Pode ser armazenado em frasco em local escuro por 3 dias.
RECEITA 3:
  • Folhas verdes – 250 g
  • Água – 2 litros
  • Pilar bem as folhas verdes. Adicionar 2 litros de água. Deixar em repouso num local escuro por 12 h. Coar, diluir em 19 litros de água e usar. Pode ser armazenado em frasco em local escuro por 3 dias.
RECEITA 4:
  • Óleo de Nim – 0,5% (100 ml em 20 litros de água)
  • Pulverizar sobre a folhagem e frutos.
DEFENSIVO DE CRAVO DE DEFUNTO

RECEITA 1:
  • controlar os nematóides (vermes do solo), nas plantas de horta e como repelente de insetos.
  • INGREDIENTES: ramos e folhas – 100 g
  • Álcool – 1 litros
  • Plantar em forma de bordadura ao redor da horta. Esta prática usada durante 3 a 4 meses reduz 90% da infestação de nematóides.
  • Pegar 100 g de ramos e folhas, picar bem miudinho. Deixar repousar em 1 litro de álcool por 24 horas. Aplicação: Antes de aplicar, filtrar. Pulverizar sobre os insetos usando 1 litro desse defensivo em 10 litro da água.
RECEITA 2: combate a pulgões, ácaros e algumas lagartas.
  • talo e folhas – 1 kg
  • Água – 10 litros
  • Misturar 1 kg de folhas e/ ou talo de cravo de defunto. Levar ao fogo e deixar ferver durante meia hora ou então deixar de molho (picado) por dois dias. Aplicação: coar o caldo obtido e pulverizar as plantas atacadas.
RECEITA 3:
  • repelente de insetos e nematóides
  • folhas e talos de cravo de defunto – 200 g
  • Álcool – 1 litro
  • Macerar e misturar as folhas e talos com álcool por 12 h. Diluir este preparo em 19 litros de água. Coar e pulverizar o preparo sobre as plantas.
DEFENSIVO DE PIMENTA VERMELHA (MALAGUETA)
INDICAÇÕES: pode ser empregada como um defensivo natural em pequenas hortas e pomares. Tem boa eficiência quando concentrada e misturada com outros defensivos naturais, no combate a pulgões, vaquinhas, grilos e lagartas. Obedecer a um período de carência mínima de 12 dias da colheita, para evitar obter frutos com fortes odores.

RECEITA 1:
  • fumo de corda picado – 50 g
  • Pimenta vermelha (malagueta) – um punhado
  • Álcool – 1 litro
  • Sabão em pó – 250 g
  • Dentro de 1 litro de álcool, coloque o fumo e a pimenta, deixando essa mistura curtir durante 7 dias. Para usar essa solução, dilua o conteúdo em 10 litros de água contendo 250 g de sabão em pó dissolva ou então, detergente, de modo que o defensivo grude nas folhas e nos frutos.
RECEITA 2:
  • pimenta vermelha (malagueta) – 1,250 g
  • Água – 500 ml
  • Sabão de coco ou em pó – 12 colheres (sopa)
  • Bater as pimentas em um liquidificador com 500 ml de água até a maceração total. Coar o preparado e misturar com 12 colheres (sopa) de sabão de coco ou em pó, acrescentar então os 10 litros de água, pulverizar sobre as plantas.
Obs.: No caso de hortaliças e plantas medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita.

DEFENSIVO DE PIMENTA-DO-REINO
FUNÇÕES: combate de pulgões, ácaros e cochonilhas.

  • pimenta-do-reino (moída) – 100 g
  • Sabão de coco – 60 g
  • Álcool – 1 litro
  • Água – 1 litro
  • Deixar a pimenta-do-reino no álcool durante 7 dias. Dissolver o sabão na água fervente. Retirar do fogo e juntar as duas misturas. Utilizar um copo cheio para cada 10 litros de água, fazendo 3 pulverizações, com intervalo de 3 dias entre elas.
DEFENSIVO DE PRIMAVERA, MARAVILHA OU BULGAVILLE.
FUNÇÕES: vírus do tomateiro (vira-cabeça), viroses do feijoeiro.
  • Folhas de primavera (rosa ou roxa) – 1 litro
  • Água – 1 litro
  • Juntar as folhas com a água e bater no liquidificador. Coar em pano fino e diluir em 19 litros de água. Pulverizar imediatamente em horas frescas do dia. Não pode ser armazenado. Aplicar 2 vezes por semana a partir de 10 dias de germinação até o início da frutificação.
DEFENSIVO DE TIMBÓ
FUNÇÕES: combate pulgões, certas lagartas, trips (raspador) e alguns ácaros.

RECEITA 1:
  • raízes de timbó com diâmetro de 1 cm – 100 g
  • Água- 10 litros
  • Sabão de coco – 50 g
  • Misturar as raízes de timbó, lavadas em pedaços ou transformadas em pó, com a água e o sabão e deixar descansar por 24 h, filtrar e pulverizar sobre as plantas.
RECEITA 2:
  • raízes de timbó – 500 g
  • Acetona ou álcool – 2 copos e meio
  • Pegar as 500 g de raízes de timbó, picar em pedaços finos e deixar secar a sombra por 3 a 4 dias. Depois de secas pegar estes pedacinhos e triturar (pode ser usado forrageiro) de forma que fique semelhante à serragem, colocar num vidro com tampa e acrescentar os 2 copos e meio de acetona ou álcool (etanol). Tampar bem e deixar descansar por 24 h. Aplicação: antes de usar, filtrar o produto com um pano fino. Usar 100 ml de produto para 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas.
RECEITA 3: 
  • macerar as raízes em água, o que resulta em líquido leitoso, que é pulverizado sobre as plantas. Aplicação: 200 ml do líquido para 19 litros de água.
DEFENSIVO DE CEBOLA (Allium cepa) E ALHO (Allium salivumI)
FUNÇÃO: controlar pulgões em cebola, beterraba e feijão.

  • cebolas – 3 médias
  • Alho – 3 dentes
  • Água – 10 litros
  • Moer ou triturar a cebola e o alho, misturar bem em 5 litros de água, espremer bem para sair todo suco, coar e misturar ao restante da água. Aplicação: coar e pulverizar sobre as plantas 1 vez por semana.
DEFENSIVO DE EXTRATO DE PIMENTA DO REINO COM ALHO E SABÃO
FUNÇÃO: controlar pragas das solanáceas (batata inglesa, berinjela, pimentão, tomate), mas também pragas de flores, hortaliças, frutíferas, grãos e cereais.
  • pimenta do reino (moída) – 100 g
  • Álcool – 2 litros
  • Alho – 100 g
  • Sabão de coco – 50 g
  • Pegar as 100 g de pimenta, juntar a 1 litro de álcool em vidro ou garrafa, com tampa. Deixar em repouso por uma semana. Triturar as 100 g de alho e juntar a 1 litro de álcool em vidro ou garrafa, com tampa. Deixar em repouso por uma semana. Aplicação: na hora de usar, dissolver as 50 g de sabão em 1 litro de água quente, pegar um copo de extrato de alho, misturar bem e colocar no pulverizador com 10 litros de água. Agitar bem a mistura e completar com o restante de água, ou seja, até completar 20 litros.
Obs.: dar carência (intervalo) de 5 dias entre a pulverização e a colheita. Pulverizar nas horas mais frescas do dia e usando roupas de proteção.

DEFENSIVO DE EXTRATO DE PIMENTA DO REINO, PIMENTA MALAGUETA, PIMENTA CUMARI E ALHO.
FUNÇÃO: combate pulgão, vaquinha e bicho minador.
  • pinga – 2 litros
  • Alho – 200 g
  • Pimenta do reino – 50 g
  • Pimenta malagueta – 50 g
  • Pimenta cumari – 50 g
  • O alho é amassado e vai para o galão com casca e tudo. A pimenta malagueta é cortada, a cumari, amassada e a pimenta-do-reino, moída. A pinga vai logo depois, colocando em poucas proporções e sempre chacoalhando toda a mistura, terminado os 2 litros de pinga, a calda vai ficar 20 dias no mínimo. Quanto mais tempo ficar melhor. Aplicação: da solução, vão 20 g de açúcar mascavo, o que corresponde a uma colher de sopa bem cheia. 10 litros de água, 50 ml da calda, o que dá 3 colheres de sopa e meia do produto, e 35 ml, ou 2 colheres de sopa e meia, de vinagre.
Fonte: Portal CERAC

domingo, abril 05, 2015

Dica Culinária - Hambúrguer de Arroz e Cenoura (Glúten free)


INGREDIENTES
  • 2 xícaras de arroz cozido ou sobras de risoto
  • 1 xícara de cenoura ralada bem fina (pode ser processada)
  • 1 cebola pequena (eu usei roxa porque era o que tinha)
  • 1/4 xícara de salsinha picada
  • 2 colheres de sopa de Nutritional Yeast (opcional)
  • 1 colher de sopa de molho shoyo (opcional)
  • 1 colher de sopa de salsinha desidratada ou orégano
  • 1/4 de xícara de farinha de grão de bico ou outra sem glúten
  • óleo vegetal para untar a assadeira
  • sal e pimenta a seu gosto
PREPARO
  • Em uma vasilha misture os ingredientes e coloque por ultimo a farinha. Pode usar qualquer tipo de farinha sem glúten. Eu usei de grão de bico porque era o que tinha em casa. Caso você preferir pode usar farinha de trigo integral ou branca na mesma quantidade indicada na receita.
  • O ponto ideal para modelar os hambúrgueres é quando não grudar mais na mão. Caso seja necessário coloque um pouco mais de farinha para conseguir modelar mais facilmente.
  • Faça bolas do tamanho que desejar e modele os hambúrgueres com a mão. Coloque em uma assadeira untada com óleo. 
  • Leve ao forno pré-aquecido para assar em uma temperatura de 180C por mais ou menos 30 minutos ou até que esteja dourado.
  • Na metade do processo, vire os hambúrgueres com o auxilio de uma espátula para que fique assado por igual dos dois lados.
  • Pronto, e só servir esta delicia como preferir. Eu servi com um pratão de salada. Se quiser montar o seu hambúrguer com pão, alface, tomate e cebola roxa em rodelas, pepino, abacate, maionese, ketchup.... Fica simplesmente maravilhoso. 
Referencia: Blog Veganana

sábado, março 28, 2015

Tóquio tem hortas urbanas nas estações de metro.


A falta de espaço é um problema e tanto no Japão. EmTóquio, além de estacionamentos que enterram bicicletas, os moradores têm acesso a outra iniciativa para driblar a falta de espaço:hortas urbanas construídas no topo das estações de metrô.

Batizado de Soradofarm, o projeto é coodernado pela companhia local de metrô, a East Japan Railway Company, e tem como objetivo oferecer aos japoneses que querem cultivar uma horta, mas não tem espaço em casa, a oportunidade de plantar alimentos no topo das estações.


A iniciativa começou em 2010 e fez sucesso entre a população: atualmente, cinco estações de metrô já contam com hortas urbanas e outras oito estão em fase de construção.

Para ter um pedacinho de terra para chamar de seu, no entanto, é preciso pagar. Os ‘agricultores urbanos’ desembolsam 100.440 ienes (cerca de R$ 2.500) por ano para cultivar legumes, frutas e verduras no topo dos metrôs.

Todas as ferramentas necessárias para o cuidado com a terra são oferecidas pelas estações. Os inquilinos também não precisam ser grandes conhecedores de jardinagem ou agricultura, uma vez que os espaços contam com a presença de especialistas. Veja, abaixo, mais fotos da iniciativa.

segunda-feira, março 23, 2015

O Vale do Silício tomou gosto por comida Vegana

 
Hambúrgueres vegetarianos que soltam um caldinho vermelho. Nuggets sem carne com a mesma textura carnuda e fibrosa do frango. Uma maionese sem ovos que é cremosa e uniforme. E uma bebida vegana que contém todos os ingredientes necessários a uma alimentação saudável, possibilitando que a pessoa nunca mais tenha de ingerir alimentos tradicionais. Com fome ainda?

Esses são os quitutes oferecidos por uma nova safra de apostas do Vale do Silício, startups que querem mudar os hábitos alimentares das pessoas. A ideia de produzir esse tipo de alimento vem atraindo empreendedores e investidores de capital de risco, que enxergam na indústria de alimentos tradicional um setor ineficiente, desumano e caduco. As empresas têm abordagens diversas, mas compartilham a ambição de criar alimentos à base de vegetais que, segundo elas, serão mais saudáveis, mais baratos e tão saborosos quanto uma comida que leve carne, ovos, leite ou outros produtos de origem animal - e terão um impacto ambiental muito menor.

“A pecuária é uma atividade tremendamente destrutiva e totalmente insustentável. Mesmo assim, a demanda por carne e leite está em alta”, diz Patrick Brown, fundador de uma dessas startups, a Impossible Foods, com sede em Redwood City, no coração do Vale. A empresa captou US$ 75 milhões para desenvolver imitações de carne e queijo à base de vegetais.

Segundo as Nações Unidas, a pecuária ocupa 30% da superfície degelada do planeta e é responsável por 14,5% de todas as emissões de gás estufa. Produzir carne também implica abastecer os animais com enormes quantidades de comida e água. Nos EUA, para cada 1 kg de animal vivo normalmente são necessários 10 kg de ração na bovinocultura, 5 kg na suinocultura e 2,5 kg na avicultura. Por outro lado, a população mundial deve passar dos 7,2 bilhões de pessoas atuais para mais de 9 bilhões em 2050 - e o consumo de carne tende a aumentar na mesma proporção. Para atender a demanda, a produção de alimentos terá de crescer significativamente.

É um desafio enorme, mas também uma boa oportunidade econômica. “Sempre que você encontra um jeito de usar proteína vegetal no lugar de proteína animal, a eficiência gerada, em termos de energia, de água e de todos os outros insumos envolvidos, é enorme - e no limite isso se traduz em economia de recursos financeiros”, diz Ali Partovi, um investidor de São Francisco que detém participações em startups como Dropbox e Airbnb, assim como em meia dúzia de empresas envolvidas na produção sustentável de alimentos.

O problema é que muitas pessoas fogem dos vegetais e dão preferência à carne, aos seus derivados e aos laticínios. Brown, entre outros empresários do ramo, acha que a solução é reproduzir com vegetais o sabor da carne, excluindo o elemento animal da equação. Dessa forma, pelo menos em tese serão usados menos recursos para produzir mais que a quantidade necessária de comida para alimentar todo mundo. “Estamos reinventando a maneira de transformar vegetais em carne e leite”, diz ele. Outras startups tem aspirações semelhantes. A Beyond Meat, que produz “nuggets” e “carne moída” à base de vegetais já comercializa seus produtos em supermercados. O mesmo faz a Hampton Creek, cuja maionese sem ovos é sucesso absoluto na rede americana Whole Foods Market.

Além do vegetarianismo. Como é sabido, as gigantes da indústria de alimentos já oferecem diversas alternativas para os derivados de carne e leite, e muitos vegetarianos e veganos os consomem. A diferença na nova abordagem é que essas startups não têm como público-alvo o pequeno porcentual da população que já vive com uma dieta majoritariamente à base de vegetais. Os consumidores que eles querem atingir são as pessoas que não se fartam de consumir carne e laticínios, e, para tanto, é fundamental imitar os sabores suculentos e as texturas cremosas que tantas pessoas adoram. “Queremos ter um produto que alguém louco por hambúrgueres diga que é melhor que todos os hambúrgueres que ele já comeu”, diz Brown.

Isso também é diferente de “cultivar” carne num laboratório usando a engenharia de tecidos, que envolve o emprego de culturas de células retiradas de animais vivos. A empresa nova-iorquina Modern Meadow investe nessa tecnologia, embora seu objetivo mais imediato seja produzir couro cultivado.

Criar uma nova categoria de alimentos é arriscado, pois consome altas doses de tempo e dinheiro. As gigantes do setor preferem adquirir produtos inovadores, em vez de desenvolvê-los internamente, explica Barb Stuckey, gerente de inovações da Mattson, uma consultoria do ramo de alimentos e bebidas com sede na Califórnia que vem desenvolvendo muitos produtos novos. “Só mesmo alguém de fora para dar uma sacudida na indústria de alimentos”, conjectura ela.

O negócio já atraiu um número considerável de renomados grupos e investidores de capital de risco, incluindo Kleiner Perkins, Google Ventures, Andreessen Horowitz, Khosla Ventures, Bill Gates e outros. “Se você for capaz de oferecer um alimento (à base de vegetais) mais saudável, com sabor igual ou melhor, a um custo igual ou menor, o sucesso é garantido”, diz Samir Kaul, do grupo Khosla. Se as companhias que têm recebido esses investimentos derem certo, os retornos podem ser fantásticos. A indústria americana de carne vale, sozinha, US$ 88 bilhões. E mesmo no caso de condimentos, como a maionese, o mercado chega a US$ 2 bilhões. Apesar disso o entusiasmo não é generalizado. Esses empreendimentos comportam risco elevado e alguns podem fracassar, adverte Michael Burgmair, da Silverwood Partners, um banco de investimentos com dezenas de negócios no setor de alimentos e bebidas. Segundo Burgmair, a questão é: “Será que os consumidores estão prontos para alguns desses produtos?”

A resposta de Brown, da Impossible Foods, é afirmativa. Inventor de um DNA-chip (também conhecido como DNA microarray, ou biochip) hoje largamente utilizado na análise de expressão genética, sua empresa vem desenvolvendo imitações de carne e queijo à base de vegetais há três anos. No caso da carne, o objetivo é recriar seus componentes essenciais - tecido muscular, conjuntivo e adiposo - usando substâncias vegetais. O primeiro produto da empresa é um hambúrguer que já tem aparência de carne, tanto cru, como cozido, e que, quando chegar ao mercado, vai ser tão ou mais gostoso que um hambúrguer de carne tradicional, promete Brown.

Para tanto, ele montou uma equipe comparável às que trabalham em companhias farmacêuticas e de biotecnologia. A maior parte é constituída de biólogos moleculares e bioquímicos. Há também físicos. Mas só um grupo reduzido é composto de indivíduos com formação em ciência dos alimentos ou treinamento culinário. No laboratório da empresa, os cientistas quebram substâncias vegetais e extraem delas proteínas individuais com propriedades funcionais capazes, por exemplo, de fazer com que um alimento ganhe ou perca consistência ao ser levado ao fogo.

Os cientistas da Impossible Foods também passaram muito tempo tentando descobrir o que confere à carne seu sabor inconfundível. Segundo Brown, o segredo do sabor de um hambúrguer está na heme, um composto presente em todas as células vivas, incluindo as vegetais. É também a heme que dá aos hambúrgueres sua coloração avermelhada. No processo de cozimento, ela atua como um catalisador que ajuda a transformar os aminoácidos, vitaminas e açúcares do tecido muscular em inúmeras moléculas voláteis e dotadas de sabor, explica ele. Para que seus hambúrgueres tenham o sabor suculento da carne, a Impossible Foods usa uma proteína heme equivalente a um composto desse tipo encontrado nas raízes dos legumes.

O desenvolvimento do hambúrguer já avançou muito. Brown diz que o primeiro protótipo criado pela empresa foi comparado a uma “polenta rançosa”. Versões mais recentes receberam críticas bem mais favoráveis e houve quem dissesse que eram “melhor que hambúrguer de peito de peru”. Em termos nutritivos, o conteúdo proteico do hambúrguer da Impossible Foods talvez seja ligeiramente mais elevado que o do hambúrguer convencional, ao passo que a quantidade de micronutrientes no produto à base de vegetais é no mínimo igual à presente no de origem animal. Além disso, por ser feito de vegetais, ele não contém vestígios de antibióticos, hormônios ou colesterol. A empresa trabalha com a expectativa de começar a comercializar o hambúrguer no fim deste ano.

Pegando gosto. A Beyond Meat, sediada no sul da Califórnia, também realiza estudos sobre os componentes da carne a fim de reproduzir sua textura e sabor. “Já sabemos o bastante para compreender a arquitetura e a composição de um pedaço de músculo”, diz o CEO da empresa Ethan Brown (nenhum parentesco com o Brown da Impossible Foods). O carro-chefe da Beyond Meat são os Beyond Chicken Strips, comercializados desde 2012, que apresentam uma textura surpreendentemente autêntica ao serem consumidos. Quando, por engano, diversos pontos de venda da Whole Foods Markets puseram à venda algumas saladas de frango preparadas com os nuggets à base de vegetais da empresa, não houve queixas. Só dois dias depois um funcionário descobriu o erro, e então as saladas foram oficialmente submetidas a um recall. A textura do produto é o resultado de anos de pesquisas conduzidas na Universidade do Missouri. Agora ela pode ser reproduzida por meio de um processo que dura menos do que dois minutos: um extrusor rapidamente aquece, resfria e pressuriza uma mistura de proteínas e outros ingredientes numa estrutura que imita o tecido fibroso de um músculo.

O mais novo produto da empresa, Beast Burger, foi lançado em fevereiro. Contém mais proteína, mais ferro e é, no conjunto, mais nutritivo que os hambúrgueres feitos com carne de verdade. “A obsessão por carne no fundo corresponde, na história da evolução humana, à busca de uma fonte alimentar rica em nutrientes”, explica o CEO. “Eu quis usar essa ideia como ponto de partida e elaborar em cima dela.”

Mas convencer os carnívoros a comprar hambúrgueres à base de vegetais não é tarefa fácil. “A impressão que eu tenho é que carne é um negócio meio masculino. Não dá pra vender do mesmo jeito que você vende alface”, diz Brown. Por isso, a empresa quer construir sua marca com imagens de vitalidade, boa forma física e saúde. Atletas são usados em suas campanhas publicitárias. David Wright, capitão da equipe de beisebol New York Mets, já está no elenco. Em troca, ele receberá uma pequena participação acionária.

Ainda em desenvolvimento está o que talvez seja o produto mais ambicioso criado até hoje pela Beyond Meat - um equivalente de carne moída crua que a companhia pretende vender nas seções de carne dos supermercados, lado a lado com carne de verdade. Essa carne moída à base de vegetais deve ser lançada ainda este ano e poderá ser cozida e preparada em forma de bolo de carne ou de almôndegas. Não se descarta a possibilidade de que alguma cadeia de fast-food queira usá-la na preparação de seus hambúrgueres.

A Hampton Creek, de San Francisco, usa proteínas vegetais no lugar de ovos nos produtos que já lançou. Sua maionese Just Mayo e sua massa pronta para cookies Just Cookie Dough são comercializadas em 30 mil estabelecimentos, incluindo as redes Kroger e Walmart. A empresa agora trabalha no desenvolvimento de um molho para salada tipo ranch e em versões vegetais de ovos mexidos e macarrão. O objetivo é criar produtos que estimulem as pessoas a substituir itens convencionais por alimentos sustentáveis, à base de vegetais. “A mudança acontece quando você faz uma coisa tão gostosa e a um preço tão acessível que ninguém resiste a experimentá-la”, diz o presidente da empresa Josh Tetrick.

Para conseguir isso, a Hampton Creek montou uma equipe que inclui especialistas em bioquímica, bioinformática e ciência dos alimentos, além de alguns chefs. Os cientistas da empresa extraem e isolam proteínas de substâncias vegetais e realizam análises bioquímicas básicas para entender suas características e possíveis aplicações em diversos alimentos. As mais promissoras são testadas em receitas preparadas nas seções de padaria e culinária da empresa.

Até agora foram analisadas mais de 7 mil amostras de vegetais e identificadas 16 proteínas que podem ter alguma utilidade em aplicações culinárias. Algumas já são usadas em produtos alimentícios comercializados pela empresa, como é o caso de um tipo de ervilha amarela canadense que entra na composição da maionese Just Mayo. Os cientistas da Hampton Creek buscam proteínas com propriedades funcionais, como as de ação espumante, gelatinosa e de retenção de umidade. A maionese, por exemplo, precisa de uma substância que combine a quantidade certa de óleo com água a fim de criar uma emulsão estável. Para chegar à versão atualmente vendida nos supermercados, a companhia testou mais de 1,5 mil fórmulas diferentes.























Fonte: Jornal Estadão

domingo, março 22, 2015

Que tal se hospedar de graça por todo o mundo trabalhando com a natureza?





Que tal se hospedar de graça por todo o mundo, ter três refeições por dia, aprender mais sobre cultivos orgânicos, em troca de trabalhar meio período em contato com a natureza? A proposta é do site World Wide Opportunities on Organic Farms (WWOOF), em português, Rede Mundial de Oportunidades em Fazendas Orgânicas.

É uma forma incrível de conhecer o mundo, partilhar experiências, participar realmente na rotina do lugar e, claro, viajar a baixo custo. Com o seu meio período de trabalho, você está ajudando o dono da fazenda e está aprendendo, conhecendo a forma de produção de alimentos orgânicos e praticando uma variante de turismo sustentável. Num tempo em que muitas pessoas estão frustradas em suas carreiras, vivendo na loucura de grandes cidades, essa pode ser uma alternativa para quem busca um tempo para refletir e se desconectar um pouco da correria dos nossos dias.

O projeto nasceu bem antes da Internet, na década de 70, mas tem conhecido uma grande expansão, sendo hoje uma rede internacional com mais de 50 países envolvidos e milhares de propriedades inscritas para receber voluntários. O processo é bem simples – você se inscreve no site, pagando uma anuidade, e escolhe a fazenda que mais se adequa às suas capacidades. Depois é só entrar em contato com os proprietários e seguir viagem.



quarta-feira, março 11, 2015

Comer amendoim com frequência faz bem para o coração, diz estudo.

Consumir amendoim, ainda que seja em pequenas quantidades, ajuda a reduzir a mortalidade causada por problemas cardiovasculares, aponta uma extensa pesquisa publicada nesta segunda-feira (2), que confirma trabalhos anteriores com resultados similares.

Os amendoins estão vinculados a uma diminuição da mortalidade geral entre 17% e 21% e uma diminuição de 23% a 38% das disfunções por doenças cardiovasculares, segundo os autores do estudo divulgado na revista JAMA, da associação médica nos Estados Unidos.

A pesquisa se baseou nos resultados de 70 mil indivíduos brancos e negros dos Estados Unidos e de 130 mil chineses em Xangai. A maioria dos participantes pertencia a categorias sócio-econômicas modestas.

"Em nosso estudo, constatamos que o consumo de amendoim coincidiu com uma diminuição da mortalidade geral, especialmente aquela causada por doenças cardiovasculares em populações negras e brancas norte-americanas, assim como entre chineses de ambos os sexos", afirmou Hung Luu, epidemiólogo da Faculdade de Medicina da Universidade Vanderbilt e principal autor do trabalho.

Como este fruto seco é bem menos oneroso e mais acessível que as nozes, reforçar seu consumo pode ser uma maneira econômica de melhorar a saúde cardiovascular das populações, explicou o especialista.

"Esses dados vêm de estudos epidemiológicos e não de provas clínicas controladas. Por isso, não estamos seguros em afirmar enfaticamente que o consumo de amendoins reduz a mortalidade", ponderou William Blot, do Centro de Pesquisas sobre o Câncer de Vanderbilt e co-autor do estudo.

Mesmo assim, "os resultados apoiam pesquisas anteriores que sugerem que os benefícios de comer amendoim são bastante alentadores".

O amendoim (sem adição de sal) é rico em nutrientes e contém ácidos graxos não-saturados, fibra, vitaminas e antioxidantes.

Com as informações: Portal UOL

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Seca na Califórnia estimula vida em Ecovilas

Num bairro de San Mateo, na Califórnia, duas casas conjugadas se distinguem das vizinhas. Nelas, em vez dos tradicionais gramados das casas de subúrbio americano, há hortas e pomares que alimentam as dez famílias que ali vivem. Nos fundos do complexo, flores e frutos atraem pássaros e abelhas, que se agrupam numa colmeia à beira de uma lagoa salobra. É inverno e as águas da lagoa estão baixas, como estão baixos os reservatórios da Califórnia após três anos de seca. Mas para Sanda Everette, fundadora da comunidade, os tempos são de abundância.
"Hoje posso passar o ano inteiro sem ter de comprar qualquer produto agrícola", diz a professora aposentada, rodeada por ameixeiras carregadas e pés de dezenas de variedades de verduras e legumes. Faz quase vinte anos que Everette e seu marido, Brian, se instalaram ali, inspirados pelos ideais da Contracultura dos anos 1960. Queriam viver numa comunidade, trabalhar a terra, tomar decisões em conjunto. Rejeitavam o consumismo do "sonho americano" e temiam seus efeitos no equilíbrio ecológico do planeta.

Com o tempo, outras famílias que partilhavam dos valores foram chegando. A comunidade cresceu, e a Ecovila San Mateo, como acabou batizada, tornou-se um modelo para ambientalistas e moradores que buscavam um estilo de vida mais sustentável e natural nos arredores de San Francisco. Quando a seca na Califórnia alertou os moradores sobre a necessidade de poupar água e reavivou um debate sobre os padrões de consumo dos americanos, Everette sentiu que tinha algo a compartilhar.

A começar por suas formas de economizar água no banheiro. "Nos anos 1970, tínhamos um ditado que dizia: se é amarelado, deixe acumulado; se é marrom, aperte o botão" (Em inglês, "If it's yellow, let it mellow; if it's brown, flush it down"). Seguimos essa regra até hoje. Ela também diz pôr um balde no chuveiro enquanto espera a água esquentar, aproveitando o líquido acumulado para irrigar a horta. Ali na ecovila, diz Everette, não se gasta água regando gramados, e cada gota despejada na horta vai parar no prato dos moradores. Até mesmo as plantas daninhas viram comida para as galinhas, e seu esterco é usado como adubo.

Além das vantagens para a saúde de ter produtos frescos o ano todo, ela diz que as práticas reduzem a dependência da casa por alimentos transportados por longas distâncias – poupando a emissão de combustíveis fósseis ou oriundos do agronegócio – que, segundo Everette, "desperdiça muita água e usa muito agrotóxico". Mas ela acredita que a tecnologia adotada pela casa que pode fazer a diferença para a Califórnia e outras regiões sob secas severas é o sistema aquapônico instalado no quintal. O sistema consiste em dois tanques de água interligados, onde se criam peixes e se cultivam verduras. É uma estrutura circular: as plantas filtram a água para os peixes, e os dejetos dos peixes nutrem as verduras. Nesse sistema, as plantas filtram a água para os peixes, e os dejetos dos peixes nutrem as verduras, Everette explica que, como os tanques estão cobertos, há pouca evaporação e não é preciso adicionar água ao sistema. E assim a casa passou a contar também com uma fonte de proteína animal.
Mudanças climáticas

"Muitas pessoas estão despertando para a necessidade de mudar seus padrões de consumo", diz à BBC Brasil Kate Litfin, professora de ciência política da Universidade de Washington. Litfin publicou no ano passado o livro Ecovilas: lições sobre formas de vida sustentáveis (sem lançamento previsto no Brasil), baseado no período em que viveu em 14 comunidades em cinco continentes. Segundo a Rede Global de Ecovilas, ecovilas são comunidades tradicionais ou intencionais administradas coletivamente e que integram ecologia, economia e cultura para regenerar ambientes sociais e naturais.

Os lançamentos da obra na Califórnia foram especialmente concorridos, diz a professora. "Os eventos estavam transbordando de gente, e todos estavam muito interessados na minha experiência. Tenho certeza de que isso tinha a ver com a seca". Litfin diz acreditar, porém, que o número de comunidades que se definem como ecovilas nos Estados Unidos não tem crescido – e não por falta de vontade, mas porque as terras no país são muito caras. Segundo a Companhia das Comunidades Intencionais, grupo que mapeia vários tipos de comunidades alternativas pelo mundo, há 205 unidades na Califórnia, muitas delas baseadas em princípios sustentáveis. Ainda assim, a professora afirma que "embora não possamos construir novas ecovilas para todos, podemos e devemos integrar seus princípios às nossas vidas. E isso está acontecendo".
Indústria da carne
A 140 quilômetros de San Mateo, na rica cidade de Davis, galinhas ciscavam soltas enquanto três rapazes arrancavam ervas daninhas do quintal de casa. Eram cumprimentados por vizinhos que passavam em shorts e camisetas fluorescentes, exercitando-se no fim da tarde. "É mais difícil plantar a comida que comprá-la, mas quero viver conforme os meus valores", diz David. "É bem mais difícil plantar sua própria comida que comprá-la no supermercado, mas quero viver conforme os meus valores", diz David Abramson, um dos oito moradores da residência. A casa é registrada como uma cooperativa e gerenciada por uma associação filantrópica, que aluga os quartos por preços abaixo do mercado. Para viver lá, deve-se ser estudante ou ter baixa renda, segundo os padrões locais.

Como na Ecovila San Mateo, os moradores ali dizem buscar reduzir ao máximo seu impacto no planeta. Segundo Abramson, quase toda a eletricidade da casa vem de painéis solares e, durante o verão, é comum eles receberem dinheiro da companhia fornecedora de energia elétrica por gerar mais energia do que consumir. Com a seca, diz Abramson, os moradores têm buscado reduzir ainda mais seu consumo de água. Para irrigar a horta, recorrem apenas à água usada para lavar a louça, coletada num balde na pia o detergente é biodegradável. Os moradores da Ecovila em San Mateo buscam 'reduzir ao máximo seu impacto no planeta'

E passaram a evitar comprar alimentos cuja produção consuma muita água, como carne. Abramson conta que ali se consome proteína animal uma vez por mês, quando eles próprios matam as galinhas mais velhas do quintal. Não é uma tarefa fácil, diz ele, já que as aves viraram quase animais de estimação. "Matá-las tem um custo emocional para nós, mas sinto que assim damos a importância devida a esse ato e não o banalizamos." 
Individualismo

Para a professora Karen Litfin, o maior obstáculo para a disseminação de formas de vida mais sustentáveis nos Estados Unidos é o individualismo. "Muitas pessoas ainda querem ter seu próprio carro, seu espaço privado, isso está muito enraizado na psique do estilo de vida americano." "A boa notícia é que os custos ambientais de permanecer nesse caminho serão tão altos que o problema terá de ser enfrentado coletivamente, por governos e a sociedade como um todo", afirma. "Vai chegar um momento em que esses padrões de vida terão de ser alterados, e não haverá escapatória."
Com as informações: BBC News.