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segunda-feira, outubro 26, 2015

OMS põe na mira frios, embutidos e carnes por risco de câncer


O consumo excessivo de carnes é potencialmente cancerígeno, advertiu nesta segunda-feira a agência contra o câncer da OMS, num relatório de alto impacto para consumidores e produtores de todo o mundo. A Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês), subordinada à Organização Mundial da Saúde (OMS), colocou o consumo excessivo de carnes processadas, como embutidos ou frios, no Grupo 1 de risco de levar ao desenvolvimento de câncer, principalmente o colorretal. Pertencem a esta categoria, por exemplo, o tabaco e o amianto. Mas a organização esclareceu que pertencer ao mesmo grupo "não significa que sejam igualmente perigosos". Já o consumo excessivo de carnes vermelhas em geral - inclusive bovina, suína e ovina - foi inserido no Grupo 2, como "provavelmente cancerígenas" pelo informe, rico em indefinições devido à falta de dados conclusivos. "Os resultados confirmam as recomendações de saúde pública atuais para que se limite o consumo de carne", acrescentou Christopher Wild, diretor da IARC.

Os vegetarianos saudaram este informe, que parece confirmar suas crenças. "Quantas advertências adicionais de saúde devemos receber para nos darmos conta de que a proteína animal não é boa para nós?", questionou Jasmijn de Boo, da britânica Vegan Society. Quantidades razoáveisEspecialistas da França e da Grã-Bretanha, consultados pela AFP, estimaram que tudo é uma questão de quantidade. Pode-se continuar consumindo carne vermelha, afirmam, desde que a quantidade não supere os 500 gramas por semana e se busque eliminar as processadas da alimentação diária. O instituto americano da carne (NAMI) criticou o relatório da OMS por considerar que constitui um "desafio ao senso comum". Os autores do informe, acusa a NAMI, "trituraram os dados para chegar a um resultado específico". Segundo a vice-presidente do NAMI, Betsy Booren, como parte da dieta mediterrânea, Espanha, Itália e França consomem grandes quantidades de presunto ou salames e "ostentam algumas das expectativas de vida mais longas do mundo e excelente saúde".

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Ian Johnson, pesquisador de dietas radicado na Grã-Bretanha, afirmou não existirem provas de que os vegetarianos do seu país "tenham um risco menor de contrair câncer de cólon que os carnívoros". Literatura científicaO organismo da OMS garante ter baseado suas conclusões na "literatura científica acumulada" e examinada por "um grupo de trabalho de 22 especialistas de 10 países". A IARC conclui que cada porção de 50 gramas de carne processada consumida diariamente aumenta em 18% o risco de câncer colorretal. E cada porção diária de 100 gramas de carne vermelha aumentaria o risco em 17% "se a causalidade das associações entre consumo de carnes vermelhas e câncer colorretal ficasse demonstrada".

O grupo da IARC admitiu "carecer de dados suficientes para determinar se a forma como se cozinha a carne influi no risco de câncer". "Para um indivíduo, o risco de desenvolver câncer colorretal devido ao consumo de carne processada é frágil, mas este risco aumenta em função da quantidade de carne consumida", afirmou Kurt Straif, outro encarregado da IARC. E os hambúrgueres?"A carne processada foi considerada cancerígena para o ser humano, com base em indícios suficientes segundo os quais seu consumo provoca câncer colorretal", informou a IARC. Além disso, menciona o risco potencial de câncer de próstata e pâncreas.

Por carne transformada ou processada entende-se "a carne transformada por sal, maturação, fermentação ou outros procedimentos destinados a realçar seu sabor ou melhorar sua conservação". A maioria das carnes processadas é de porco ou de vaca, mas estas podem derivar de outras carnes vermelhas, ou de aves, vísceras ou subprodutos da carne, como o sangue, esclareceu a IARC. Como exemplo das carnes processadas, o informe citou os hot-dogs ou salsichas de Frankfurt, presunto, chouriços, corned-beef, carne seca, bem como carnes em conserva e os preparados e molhos à base de carnes. Em sua lista detalhada de exemplos, a OMS evitou mencionar explicitamente os hambúrgueres, produto à base de carne processada de consumo maciço em escala global, vendido em redes como McDonald's e Burger King.

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As carnes vermelhas foram classificadas em uma categoria de risco menor do que as processadas como "provavelmente cancerígenas para o ser humano, com base em indicações limitadas, segundo as quais seu consumo induz ao câncer". Por "carnes vermelhas", o informe diz que se deve entender "todos os tipos de carnes provenientes dos tecidos musculares" de mamíferos, incluindo a carne bovina, suína, ovina, equina e caprina. "O consumo de carne vermelha ainda não foi estabelecido como causa do câncer", esclareceu a IARC. No entanto, se a causalidade das associações mencionadas ficar demonstrada, a carne vermelha poderia ser responsável por 50 mil mortes anuais provocadas por câncer no mundo. Este número contrasta com o milhão de mortes ao ano por câncer atribuídas ao tabagismo, as 600 mil associadas ao álcool e as mais de 200 mil ligadas à contaminação atmosférica.

Com as informações Portal Uol.

terça-feira, abril 21, 2015

Dica Sustentável - Como fazer Desodorante Natural

O desodorante faz parte do nosso hábito de higiene. Mas a maioria dos desodorantes pode prejudicar a saúde e o meio ambiente, isso porque contem ingredientes químicos perigosos, como o alumínio e os parabenos ou são testados em animais. Entre outros fatores.

Apresentamos esta receita de desodorante caseiro feito com ingredientes naturais que não agridem a pele, nem a natureza.

INGREDIENTES
  • meia xícara de polvilho doce
  • 3 colheres de sopa de bicarbonato de sódio 
  • 2 xícaras de óleo de coco
  • 10 gotas de óleo essencial de canela ou qualquer outro de sua preferência
MODO DE PREPARO:
  • Misture todos ingredientes até formar uma pasta.
  • Coloque a mistura num frasco e reserve no congelador por cerca de 20 minutos, pronto!
    De forma natural, você evita transpiração excessiva e exala um perfume.

    segunda-feira, março 23, 2015

    O Vale do Silício tomou gosto por comida Vegana

     
    Hambúrgueres vegetarianos que soltam um caldinho vermelho. Nuggets sem carne com a mesma textura carnuda e fibrosa do frango. Uma maionese sem ovos que é cremosa e uniforme. E uma bebida vegana que contém todos os ingredientes necessários a uma alimentação saudável, possibilitando que a pessoa nunca mais tenha de ingerir alimentos tradicionais. Com fome ainda?

    Esses são os quitutes oferecidos por uma nova safra de apostas do Vale do Silício, startups que querem mudar os hábitos alimentares das pessoas. A ideia de produzir esse tipo de alimento vem atraindo empreendedores e investidores de capital de risco, que enxergam na indústria de alimentos tradicional um setor ineficiente, desumano e caduco. As empresas têm abordagens diversas, mas compartilham a ambição de criar alimentos à base de vegetais que, segundo elas, serão mais saudáveis, mais baratos e tão saborosos quanto uma comida que leve carne, ovos, leite ou outros produtos de origem animal - e terão um impacto ambiental muito menor.

    “A pecuária é uma atividade tremendamente destrutiva e totalmente insustentável. Mesmo assim, a demanda por carne e leite está em alta”, diz Patrick Brown, fundador de uma dessas startups, a Impossible Foods, com sede em Redwood City, no coração do Vale. A empresa captou US$ 75 milhões para desenvolver imitações de carne e queijo à base de vegetais.

    Segundo as Nações Unidas, a pecuária ocupa 30% da superfície degelada do planeta e é responsável por 14,5% de todas as emissões de gás estufa. Produzir carne também implica abastecer os animais com enormes quantidades de comida e água. Nos EUA, para cada 1 kg de animal vivo normalmente são necessários 10 kg de ração na bovinocultura, 5 kg na suinocultura e 2,5 kg na avicultura. Por outro lado, a população mundial deve passar dos 7,2 bilhões de pessoas atuais para mais de 9 bilhões em 2050 - e o consumo de carne tende a aumentar na mesma proporção. Para atender a demanda, a produção de alimentos terá de crescer significativamente.

    É um desafio enorme, mas também uma boa oportunidade econômica. “Sempre que você encontra um jeito de usar proteína vegetal no lugar de proteína animal, a eficiência gerada, em termos de energia, de água e de todos os outros insumos envolvidos, é enorme - e no limite isso se traduz em economia de recursos financeiros”, diz Ali Partovi, um investidor de São Francisco que detém participações em startups como Dropbox e Airbnb, assim como em meia dúzia de empresas envolvidas na produção sustentável de alimentos.

    O problema é que muitas pessoas fogem dos vegetais e dão preferência à carne, aos seus derivados e aos laticínios. Brown, entre outros empresários do ramo, acha que a solução é reproduzir com vegetais o sabor da carne, excluindo o elemento animal da equação. Dessa forma, pelo menos em tese serão usados menos recursos para produzir mais que a quantidade necessária de comida para alimentar todo mundo. “Estamos reinventando a maneira de transformar vegetais em carne e leite”, diz ele. Outras startups tem aspirações semelhantes. A Beyond Meat, que produz “nuggets” e “carne moída” à base de vegetais já comercializa seus produtos em supermercados. O mesmo faz a Hampton Creek, cuja maionese sem ovos é sucesso absoluto na rede americana Whole Foods Market.

    Além do vegetarianismo. Como é sabido, as gigantes da indústria de alimentos já oferecem diversas alternativas para os derivados de carne e leite, e muitos vegetarianos e veganos os consomem. A diferença na nova abordagem é que essas startups não têm como público-alvo o pequeno porcentual da população que já vive com uma dieta majoritariamente à base de vegetais. Os consumidores que eles querem atingir são as pessoas que não se fartam de consumir carne e laticínios, e, para tanto, é fundamental imitar os sabores suculentos e as texturas cremosas que tantas pessoas adoram. “Queremos ter um produto que alguém louco por hambúrgueres diga que é melhor que todos os hambúrgueres que ele já comeu”, diz Brown.

    Isso também é diferente de “cultivar” carne num laboratório usando a engenharia de tecidos, que envolve o emprego de culturas de células retiradas de animais vivos. A empresa nova-iorquina Modern Meadow investe nessa tecnologia, embora seu objetivo mais imediato seja produzir couro cultivado.

    Criar uma nova categoria de alimentos é arriscado, pois consome altas doses de tempo e dinheiro. As gigantes do setor preferem adquirir produtos inovadores, em vez de desenvolvê-los internamente, explica Barb Stuckey, gerente de inovações da Mattson, uma consultoria do ramo de alimentos e bebidas com sede na Califórnia que vem desenvolvendo muitos produtos novos. “Só mesmo alguém de fora para dar uma sacudida na indústria de alimentos”, conjectura ela.

    O negócio já atraiu um número considerável de renomados grupos e investidores de capital de risco, incluindo Kleiner Perkins, Google Ventures, Andreessen Horowitz, Khosla Ventures, Bill Gates e outros. “Se você for capaz de oferecer um alimento (à base de vegetais) mais saudável, com sabor igual ou melhor, a um custo igual ou menor, o sucesso é garantido”, diz Samir Kaul, do grupo Khosla. Se as companhias que têm recebido esses investimentos derem certo, os retornos podem ser fantásticos. A indústria americana de carne vale, sozinha, US$ 88 bilhões. E mesmo no caso de condimentos, como a maionese, o mercado chega a US$ 2 bilhões. Apesar disso o entusiasmo não é generalizado. Esses empreendimentos comportam risco elevado e alguns podem fracassar, adverte Michael Burgmair, da Silverwood Partners, um banco de investimentos com dezenas de negócios no setor de alimentos e bebidas. Segundo Burgmair, a questão é: “Será que os consumidores estão prontos para alguns desses produtos?”

    A resposta de Brown, da Impossible Foods, é afirmativa. Inventor de um DNA-chip (também conhecido como DNA microarray, ou biochip) hoje largamente utilizado na análise de expressão genética, sua empresa vem desenvolvendo imitações de carne e queijo à base de vegetais há três anos. No caso da carne, o objetivo é recriar seus componentes essenciais - tecido muscular, conjuntivo e adiposo - usando substâncias vegetais. O primeiro produto da empresa é um hambúrguer que já tem aparência de carne, tanto cru, como cozido, e que, quando chegar ao mercado, vai ser tão ou mais gostoso que um hambúrguer de carne tradicional, promete Brown.

    Para tanto, ele montou uma equipe comparável às que trabalham em companhias farmacêuticas e de biotecnologia. A maior parte é constituída de biólogos moleculares e bioquímicos. Há também físicos. Mas só um grupo reduzido é composto de indivíduos com formação em ciência dos alimentos ou treinamento culinário. No laboratório da empresa, os cientistas quebram substâncias vegetais e extraem delas proteínas individuais com propriedades funcionais capazes, por exemplo, de fazer com que um alimento ganhe ou perca consistência ao ser levado ao fogo.

    Os cientistas da Impossible Foods também passaram muito tempo tentando descobrir o que confere à carne seu sabor inconfundível. Segundo Brown, o segredo do sabor de um hambúrguer está na heme, um composto presente em todas as células vivas, incluindo as vegetais. É também a heme que dá aos hambúrgueres sua coloração avermelhada. No processo de cozimento, ela atua como um catalisador que ajuda a transformar os aminoácidos, vitaminas e açúcares do tecido muscular em inúmeras moléculas voláteis e dotadas de sabor, explica ele. Para que seus hambúrgueres tenham o sabor suculento da carne, a Impossible Foods usa uma proteína heme equivalente a um composto desse tipo encontrado nas raízes dos legumes.

    O desenvolvimento do hambúrguer já avançou muito. Brown diz que o primeiro protótipo criado pela empresa foi comparado a uma “polenta rançosa”. Versões mais recentes receberam críticas bem mais favoráveis e houve quem dissesse que eram “melhor que hambúrguer de peito de peru”. Em termos nutritivos, o conteúdo proteico do hambúrguer da Impossible Foods talvez seja ligeiramente mais elevado que o do hambúrguer convencional, ao passo que a quantidade de micronutrientes no produto à base de vegetais é no mínimo igual à presente no de origem animal. Além disso, por ser feito de vegetais, ele não contém vestígios de antibióticos, hormônios ou colesterol. A empresa trabalha com a expectativa de começar a comercializar o hambúrguer no fim deste ano.

    Pegando gosto. A Beyond Meat, sediada no sul da Califórnia, também realiza estudos sobre os componentes da carne a fim de reproduzir sua textura e sabor. “Já sabemos o bastante para compreender a arquitetura e a composição de um pedaço de músculo”, diz o CEO da empresa Ethan Brown (nenhum parentesco com o Brown da Impossible Foods). O carro-chefe da Beyond Meat são os Beyond Chicken Strips, comercializados desde 2012, que apresentam uma textura surpreendentemente autêntica ao serem consumidos. Quando, por engano, diversos pontos de venda da Whole Foods Markets puseram à venda algumas saladas de frango preparadas com os nuggets à base de vegetais da empresa, não houve queixas. Só dois dias depois um funcionário descobriu o erro, e então as saladas foram oficialmente submetidas a um recall. A textura do produto é o resultado de anos de pesquisas conduzidas na Universidade do Missouri. Agora ela pode ser reproduzida por meio de um processo que dura menos do que dois minutos: um extrusor rapidamente aquece, resfria e pressuriza uma mistura de proteínas e outros ingredientes numa estrutura que imita o tecido fibroso de um músculo.

    O mais novo produto da empresa, Beast Burger, foi lançado em fevereiro. Contém mais proteína, mais ferro e é, no conjunto, mais nutritivo que os hambúrgueres feitos com carne de verdade. “A obsessão por carne no fundo corresponde, na história da evolução humana, à busca de uma fonte alimentar rica em nutrientes”, explica o CEO. “Eu quis usar essa ideia como ponto de partida e elaborar em cima dela.”

    Mas convencer os carnívoros a comprar hambúrgueres à base de vegetais não é tarefa fácil. “A impressão que eu tenho é que carne é um negócio meio masculino. Não dá pra vender do mesmo jeito que você vende alface”, diz Brown. Por isso, a empresa quer construir sua marca com imagens de vitalidade, boa forma física e saúde. Atletas são usados em suas campanhas publicitárias. David Wright, capitão da equipe de beisebol New York Mets, já está no elenco. Em troca, ele receberá uma pequena participação acionária.

    Ainda em desenvolvimento está o que talvez seja o produto mais ambicioso criado até hoje pela Beyond Meat - um equivalente de carne moída crua que a companhia pretende vender nas seções de carne dos supermercados, lado a lado com carne de verdade. Essa carne moída à base de vegetais deve ser lançada ainda este ano e poderá ser cozida e preparada em forma de bolo de carne ou de almôndegas. Não se descarta a possibilidade de que alguma cadeia de fast-food queira usá-la na preparação de seus hambúrgueres.

    A Hampton Creek, de San Francisco, usa proteínas vegetais no lugar de ovos nos produtos que já lançou. Sua maionese Just Mayo e sua massa pronta para cookies Just Cookie Dough são comercializadas em 30 mil estabelecimentos, incluindo as redes Kroger e Walmart. A empresa agora trabalha no desenvolvimento de um molho para salada tipo ranch e em versões vegetais de ovos mexidos e macarrão. O objetivo é criar produtos que estimulem as pessoas a substituir itens convencionais por alimentos sustentáveis, à base de vegetais. “A mudança acontece quando você faz uma coisa tão gostosa e a um preço tão acessível que ninguém resiste a experimentá-la”, diz o presidente da empresa Josh Tetrick.

    Para conseguir isso, a Hampton Creek montou uma equipe que inclui especialistas em bioquímica, bioinformática e ciência dos alimentos, além de alguns chefs. Os cientistas da empresa extraem e isolam proteínas de substâncias vegetais e realizam análises bioquímicas básicas para entender suas características e possíveis aplicações em diversos alimentos. As mais promissoras são testadas em receitas preparadas nas seções de padaria e culinária da empresa.

    Até agora foram analisadas mais de 7 mil amostras de vegetais e identificadas 16 proteínas que podem ter alguma utilidade em aplicações culinárias. Algumas já são usadas em produtos alimentícios comercializados pela empresa, como é o caso de um tipo de ervilha amarela canadense que entra na composição da maionese Just Mayo. Os cientistas da Hampton Creek buscam proteínas com propriedades funcionais, como as de ação espumante, gelatinosa e de retenção de umidade. A maionese, por exemplo, precisa de uma substância que combine a quantidade certa de óleo com água a fim de criar uma emulsão estável. Para chegar à versão atualmente vendida nos supermercados, a companhia testou mais de 1,5 mil fórmulas diferentes.























    Fonte: Jornal Estadão

    quinta-feira, fevereiro 26, 2015

    Ministério da Saude do Brasil reconhece a alimentação vegana como Saudável

    Mais um passo rumo à quebra de preconceitos! O Ministério da Saúde acaba de lançar a nova versão do Guia Alimentar Para a População Brasileira e, pela primeira vez, reconhece a alimentação vegana como uma opção saudável.

    Com base em pesquisas oficiais, a publicação mudou completamente o tom de sua última versão, impressa em 2006, e trata de forma natural a dieta que não inclui alimentos de origem animal. Segundo o guia, o consumo de carnes, laticínios e ovos não é necessário para se ter uma alimentação saudável.

    “No entanto A restrição de qualquer alimento na dieta obriga que se tenha maior atenção na escolha da combinação dos demais alimentos que farão parte da alimentação. Quanto mais restrições, maior a necessidade de atenção e, eventualmente, do acompanhamento por um nutricionista”, alerta o guia.

    A publicação ainda recomenda a diminuição do consumo de carne para evitar problemas de saúde – como obesidade e doenças do coração e o Câncer e, também, para diminuir a pressão sobre o meio ambiente. “A diminuição da demanda por alimentos de origem animal reduz notavelmente as emissões de gases de efeito estufa responsáveis 

    pelo aquecimento do planeta, além de diminuir o desmatamento decorrente da criação de novas áreas de pastagens e o uso intenso de água”, diz o manual.

    O Guia Alimentar Para a População Brasileira será distribuído, gratuitamente, em escolas e hospitais de todo o país. A publicação representa a posição oficial do governo quanto à alimentação dos brasileiros e é usada como referência pelos profissionais da área da saúde entre eles, médicos e nutricionistas.

    Veja todos os detalhes do 
    Guia Alimentar Para a População Brasileira

    Com as informações: The Green Post.

    sexta-feira, fevereiro 20, 2015

    Dica Culinária - Batata com Brócolis Vegan

    INGREDIENTES
    • 500 g de batata
    • 1/2 maço de brócolis
    • 2 colheres (sopa) de azeite ou a gosto
    • 1 cebola picada 
    • Salsinha picada
    • Sal a gosto
    MODO DE PREPARO
    • Higienize o brócolis, separe-os em buquês e cozinhe-os em água e sal. Reserve. Cozinhe as batatas com as cascas, em separado. Descasque-as depois de cozidas e corte-as em quatro. Reserve. Aqueça o azeite e refogue a cebola. Em seguida coloque a batata, deixe dourar um pouco e por último acrescente o brócolis. Tempere com sal e pimenta-calabresa a gosto, salpique a salsinha picada e sirva.

    sexta-feira, fevereiro 06, 2015

    9 razoes para deixar de comer alimentos super processados.




    A partir do momento em que você entender um pouco mais sobre como esses alimentos processados afetam seu corpo, torna-se mais fácil fazer escolhas alimentares saudáveis que enriquecem a sua vida, ao invés de consumi-la. Resistir ao impulso de beber refrigerante ou comer salgadinhos fedorentos pode ser difícil, especialmente se você é um viciado nessas coisas, já que eles são altamente viciantes.

    Pensando nisso, elaboramos 9 razões para que você entenda porque deve cortar os alimentos ultraprocessados de sua dieta.
    1. Alimentos processados são altamente viciantes. Seu corpo processa os alimentos integrais de maneira muito diferente da dos processados. Os alimentos processados tendem a estimular demais a produção de dopamina, conhecida como o neurotransmissor do prazer e isso faz com que você deseje consumir esses produtos constantemente. Seu corpo acaba não sendo capaz de resistir à tentação de continuar comendo junk-food em excesso, o que acaba levando à obesidade e outros problemas a sua saúde.
    2. Alimentos processados destroem seus órgãos e ossos. Muitos alimentos processados contêm aditivos de fosfato que aumentam o sabor, a textura e a vida útil dos alimentos. Mas, esses aditivos são conhecidos por causar problemas de saúde, como o envelhecimento precoce, a deterioração dos rins e osteoporose, de acordo com pesquisas do Rodale Institute. Isso torna os alimentos processados muito menos atraentes para as pessoas que conhecem os seus riscos reais.
    3. Alimentos frescos são mais baratos e saudáveis. Pessoas viciadas em junk-food afirmam que muitas vezes os alimentos frescos e saudáveis são mais caros do que os processados. Mas, de acordo com inúmeros estudos e avaliações, os alimentos integrais e orgânicos custam menos por porção do que os seus equivalentes processados. De acordo ainda com o Rodale Institute, uma porção de pimental integral fresco é cerca de 50 centavos mais barato do que um enlatado no supermercado, por exemplo.
    4. Alimentos processados causam inflamações crônicas. Uma das principais causas de doenças crônicas hoje em dia são as inflamações. E os estudos continuam a mostrar que os açúcares refinados, farinhas, óleos vegetais processados e muitos outros ingredientes comumente encontrados nos alimentos processados são em grande parte responsáveis por este tipo de inflação. Portanto, da próxima vez que seu corpo pedir por um pacote de biscoitos, considere o fato de que doenças cardíacas, demências, problemas neurológicos, insuficiência respiratória e câncer têm sido relacionados com a inflamação crônica causada por alimentos processados.
    5. Alimentos processados atrapalham a digestão. Isso acontece porque eles perderam suas fibras naturais, enzimas e outros nutrientes e, com isso, os alimentos processados tendem a causar estragos no aparelho digestivo. O consumo crônico desses alimentos pode tornar seu ecossistema interno totalmente desequilibrado, prejudicando as bactérias benéficas e expondo seu sistema à infecções. Então, basicamente você pode pensar naquelas deliciosas balinhas em formatos de bichinhos e esses biscoitos coloridos como venenos para o seu organismo. Isso pode ajudar você a evita-los.
    6. Alimentos processados destroem a sua mente. Se você sofre de enxaqueca crônica, ou tem dificuldade de concentração e para raciocinar normalmente, as chances de que sua dieta tenha influência nisso é bem grande. Um estudo recente da Universidade de Oxford endossa essa tese, mostrando que o consumo de junk-food pode levar as pessoas a ficarem com raiva e irritadiças. Alimentos integrais ricos em nutrientes, por outro lado, podem ajuda a nivelar o seu humor e manter os seus níveis de energia, deixando você mais calmo.
    7. Alimentos processados são carregados em organismos modificados. A grande parte dos alimentos processados que encontramos no mercado hoje são derivados de laboratório, e não da natureza, como havia de se esperar. Os organismos geneticamente modificados, que têm sido associados à infertilidade dos órgãos, distúrbios gastrointestinais e câncer, estão diretamente relacionados aos alimentos processados. O consumo em excesso desses venenos promove a obesidade, acidez sanguínea e pode alterar permanentemente a sua flora intestinal.
    8. Alimentos processados são ricos em pesticidas. A fim de possibilitar o crescimento dos organismos geneticamente modificados nos alimentos processados, os agricultores precisam aplicar altas doses de remédios e outros pesticidas durante o cultivo, muitos desses acabam contaminando o produto final. De acordo com dados compilados pelo Rodale Institute, foram encontrados mais de 70 tipos diferentes de pesticidas nos cereais matinais, além de diversos produtos químicos e outros resíduos. Os pesticidas são o maior princípio ativo de alimentos processados.
    9. Alimentos processados não são realmente alimentos. Uma das maneiras de você avaliar o valor nutricional dos alimentos é ver como os animais, insetos, bactérias e fungos respondem a eles. Alimentos reais vão realmente mofar, por exemplo, enquanto os falsos alimentos processados continuam com a mesma aparência e forma, muitas vezes mesmo após a validade (Veja na imagem abaixo hambúrguer com 14 anos de idade). Os alimentos processados são essencialmente sintéticos e a indústria que os produzem admitem que a sua adulteração é necessária para fazer com que eles sejam gostosos, mesmo não tendo nada de gostoso.
      Você comeria este hambúrguer de 14 anos de idade?



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    Texto traduzido do original: “Nine reasons to never eat processed foods again” do NaturalNews.

    sexta-feira, janeiro 23, 2015

    Horta inteligente é ideal para quem tem pouco espaço e tempo



    As hortas urbanas são cada vez mais comuns em todo o mundo. Diante disso, um grupo de empresários desenvolveu um sistema de plantio inteligente que facilita o cultivo nas grandes cidades, onde as pessoas têm pouco espaço e pouco tempo. Apelidado de GrowBed, o sistema foi desenvolvido pela Noocity, empresa criada pelos portugueses José Ruivo e Samuel Rodrigues, em parceria com o brasileiro Pedro Monteiro. O equipamento é simples, mas a lógica por trás dele é altamente eficaz.
    A estrutura modular tem como principal diferencial o sistema de sub irrigação (SIP). De acordo com a empresa, este é o método mais eficaz para o cultivo de alimentos em solo e especialmente indicado para a agricultura urbana. A GrowBed foi desenvolvida para fornecer ventilação e água diretamente para as raízes das plantas, reduzindo o estresse hídrico e aumentando a produtividade. Para alcançar este objetivo, o sistema conta com um reservatório de água, de aproximadamente seis centímetros, localizado no fundo da cama de cultivo. Alternado com ele estão as zonas de capilaridade, compartimentos preenchidos com argila expandida para possibilitar a passagem da água para a zona de cultivo. O segundo nível é composto pelas caixas de ar. Elas possuem um centímetro de altura e se estendem por toda a área da cama de cultivo, garantindo oxigenação constante para as raízes.

    A maior facilidade desta estrutura é o controle sobre a quantidade de água usada no cultivo. Por contar com um reservatório, é possível garantir a qualidade do plantio mesmo que a rega leve três semanas para ser refeita. Ideal para pessoas que viajam e precisam manter a qualidade de suas plantinhas. Mesmo assim, o melhor é que elas sejam cuidadas em intervalos de três a cindo dias. O GrowBed possui diversos tamanhos, o que o torna ideal para espaços pequenos e até mesmo para ser instalado dentro de apartamentos. A empresa chegou recentemente ao Brasil e possui uma loja no bairro da Vila Madalena, em São Paulo.

    Dica Culinária - Carne de Jaca

    DICAS E OPÇÕES.
    • A jaca verde não tem gosto nem cheiro de jaca, fica com gosto neutro e praticamente sem nenhum cheiro. Se a jaca não estiver bem verde, não vai ficar com textura boa.
    • Opções de recheios: Coxinhas, Empadinhas e Empadões, Pastel, Pizzas, Moqueca, Salpicão, Carne de Jaca Louca, Fricassê, Escondidinho etc.
    INGREDIENTES
    • 1 Jaca verde do tamanho de um mamão papaia
    • 1 Cebola grande
    • Temperos como pimenta, pimentão seco, alho em pó, zaatar, mostarda em pó, curry, açafrão a gosto. (Temperos opcionais)
    • 1/2 Xícara de azeitonas verdes
    • 1 Colher (sopa) de shoyu
    • 1 Colher (sopa) de vinagre balsâmico
    • 1 Tomate picadinho
    • Sal e salsinha a gosto
    MODO DE PREPARO
    • Pegar uma jaca ainda verde, de tamanho pequeno para facilitar o cozimento, ainda bem dura. Pode ser do tamanho de um papaia até o tamanho de um mamão grande. A jaca não pode estar em processo de amadurecimento porque o resultado não fica bom.
    • Se a jaca couber na panela, colocar ela inteira, se não couber cortar em 2 ou 3 pedaços menores. A jaca verde é dura e dá um pouco de trabalho pra cortar
    • Cobrir com bastante água e cozinhar por 15 minutos na pressão. É possível cozinhar em panela comum, deixando cozinhar até ficar bem macia. Depois de cozida, tirar da água e deixar esfriar.
    • Tirar a casca com uma faca (sai bem fácil) e desfiar com as mão tirando as sementes (são poucas sementes e elas são comestíveis), praticamente toda a jaca é aproveitada e vira "carne" de jaca.
    • Refogar com óleo, sal, alho, cebola, pimenta e temperos à gosto e usar nas receitas, Coxinhas, Empadinhas e Empadões, Pastel, Pizzas, Moqueca, Salpicão, Carne de Jaca Louca, Fricassê, Escondidinho etc.
    • Costuma render uma grande quantidade. pode ser congelada por até alguns meses.
    Dica: a jaca solta uma seiva branca bastante grudenta que é solúvel em óleo. passe um pouco de óleo comum de cozinha nas mãos e na faca quando for cortar a jaca. se ficar seiva grudada nas mãos ou na faca, não entre em pânico - é só esfregar óleo até dissolver a seiva e depois lavar com água e sabão.

    sábado, janeiro 17, 2015

    Sedentário, brasileiro come poucas hortaliças e frutas, aponta IBGE.

    O brasileiro come pouca quantidade de hortaliças e frutas, ingere mais alimentos gordurosos do que deveria, tem trocado refeições por lanches rápidos e é sedentário - 46% da população com mais de 18 anos pratica menos de 150 minutos semanais de exercícios, mesmo levando-se em conta atividades de lazer, de trabalho e o deslocamento. O consumo de álcool também preocupa: um em cada quatro consome bebidas alcoólicas uma vez ou mais por semana. A boa notícia é que o tabaco, um dos principais fatores de risco para a saúde, está cada vez menos presente no dia a dia - 15% dos brasileiros com mais de 18 anos relataram fumar ou usar outros derivados de tabaco. Em 2008, esse índice era de 18%. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde 2013, divulgada nesta quarta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Os pesquisadores levaram em conta como marcador de consumo saudável de alimentos a ingestão diária de 400 gramas de verduras, legumes, frutas e sucos, divididos em cinco porções diárias. O problema é que 62,7% dos brasileiros não seguem a recomendação. Na região Nordeste, a proporção é ainda maior, 71,8%, com destaque para a Paraíba, onde 82% da população ingerem menos de 400 gramas de frutas e hortaliças diariamente.

    As regiões Sudeste e Centro-Oeste registram os melhores índices de consumo; 42,8% e 43,9%, respectivamente. Em todas as regiões as mulheres se alimentam com mais frutas e hortaliças do que os homens (39,4% ante 34,8%). No consumo de feijão, outro marcador de alimentação saudável, a situação se inverte - eles comem o grão mais do que elas. A proporção é de 76,8% e 67,6%.

    Na outra ponta, estão os marcadores de padrão alimentar não saudável: refrigerantes, leite integral, carnes com gordura aparente ou frango com pele e doces. Os homens lideram o consumo de todos esses produtos, exceto o de doces. 
    Em todas as regiões do País, mais da metade dos brasileiros declararam beber leite integral - a média foi de 60,6%.

    Quase um quarto dos brasileiros (23,4%) toma refrigerantes ou sucos artificiais em pelo menos cinco dias da semana no ano passado. Entre os homens do Sudeste e da região Centro-Oeste, a proporção ultrapassou 30%. O consumo de carne gordurosa ficou em 37,2% - 47,2% para os homens; 28,3% para as mulheres.

    Um em cada cinco brasileiros consumiu bolos, tortas, chocolates, balas e biscoitos em cinco dias ou mais. Entre as mulheres, a ingestão desses produtos foi ligeiramente maior - 22,4% contra 20,9% dos homens.

    A substituição de refeições por lanches rápidos é outro hábito constante do brasileiro, principalmente entre os mais jovens das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Na faixa etária entre 18 a 24 anos, sanduíches, salgados e pizzas substituem pelo menos uma das refeições de 17,2% dos moradores de Santa Catarina; 12,9% do Distrito Federal; 11,7% do Rio Grande do Sul, 11,4% de Minas Gerais, e 10% do Rio de Janeiro.

    Com as Informações: O Estado de São Paulo.