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terça-feira, outubro 27, 2015

7 perguntas sobre os riscos de se comer carne processada


A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse em um novo relatório que o consumo de carne processada - como bacon, salsichas e presunto - causa câncer e que a carne vermelha é "provavelmente cancerígena".
Segundo o documento, 50 gramas de carne processada por dia, o equivalente a duas fatias de bacon, aumentam a chance de desenvolver câncer colorretal em 18%. De forma mais branda, pela falta de provas mais contundentes, a organização também reforçou o alerta em relação à carne vermelha. Entenda a seguir o que significa a avaliação da OMS, os riscos associados ao consumo desses tipos de alimentos e como cultivar hábitos mais saudáveis.

1 - O que é carne processada?

A carne processada foi modificada para estender o tempo em que ela pode ficar na prateleira ou para alterar seu sabor.
Os principais métodos para isso são a defumação, o processo de cura ou a adição de conservantes.
Simplesmente passar a carne por um moedor não significa que o resultado disso seja uma carne processada, a não ser que ela seja modificada de outras formas.
Carnes processadas incluem bacon, salsichas, linguiças, salame, carnes curadas ou salgadas e presunto, além de carnes enlatadas e molhos à base de carne.
A carne vermelha, colocada sob alerta pela OMS, tem uma cor mais escura que a carne branca, como é o caso de carnes de vaca, carneiro e porco, por causa dos altos níveis de proteína, que se unem ao oxigênio, à hemoglobina e à mioglobina presentes no sangue e nos músculos.

2 - Por que essas carnes causam câncer?


Químicos cancerígenos podem se formar no processamento da carne, como compostos N-nitrosos e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.
Cozinhar a carne a altas temperaturas, especialmente no churrasco, também pode produzir químicos perigosos.
No entanto, especialistas da OMS admitem que o risco de câncer "ainda não é compreendido totalmente".
Leia também: Como é o asteroide que vai se aproximar da Terra nos próximos dias

3 - Consumi-las é muito arriscado?

A recomendação é comer o mínimo possível de carnes processadas, como o bacon
A cada 50g de carne processada por dia - menos do que duas fatias de bacon -, o risco de desenvolver câncer aumenta 18%.
Para cada 100g de carne vermelha, o risco é elevado em 17%, apesar de a OMS apontar que as evidências disso ainda são limitadas.

4 - O que significa a classificação da OMS?


A OMS classifica agentes cancerígenos em cinco grupos:
Grupo 1 - cancerígeno para humanos;
Grupo 2A - provavelmente cancerígenos para humanos;
Grupo 2B - possivelmente cancerígenos para humanos;
Grupo 3 - não classificável;
Grupo 4 - provavelmente não cancerígeno.
As carnes processadas foram incluídas no primeiro grupo, já que evidências científicas mostram que elas definitivamente causam câncer.
Isso não significa, no entanto, que todos os agentes do grupo 1, no qual estão também o tabaco, o plutônio e o álcool, são igualmente perigosos.
Carnes vermelhas estão no grupo 2A, porque a OMS diz que as evidências ainda são insuficientes para classificá-las de outra forma.

5 - Comer carne processada é tão ruim quanto fumar ou beber?

Não. Estimativas apontam que 34 mil mortes anuais por câncer se devem a dietas com alto consumo de carne processada. Em comparação, 1 milhão de mortes por ano são causadas pelo hábito de fumar e 600 mil, pelo consumo de álcool.

6 - Quanta carne vermelha devemos comer?

Salsichas também são consideradas carnes processadas
A OMS afirma que faltam evidências suficientes para determinar níveis seguros para seu consumo.
O Fundo Mundial para Pesquisa de Câncer defende que se coma o mínimo possível de carne processada e 500g de carne vermelha cozida (ou 700g de carne crua) por semana.

7 - Como reduzir o consumo de carne?

Phillips diz que isso pode ser feito de diferentes formas, como: Incrementar pratos, como massa à bolonhesa feita com carne moída, usando também grãos, como lentilhas vermelhas; Combinar tiras de cordeiro ou bife, feitas a partir de cortes mais magros, com muitos vegetais;  Reservar alguns dias da semana para não comer carne.

Com as informações BBCNews

quarta-feira, maio 13, 2015

Dica Culinária - Cerveja de gengibre Vegan

INGREDIENTES

Para o xarope de gengibre
  • Gengibre ralado
  • Água
  • Açúcar mascavo
  • Para a cerveja
  • Xarope de gengibre
  • Levedo de cerveja em pó
  • Suco de limão ou outro cítrico
  • Água filtrada
  • Ferramentas de trabalho
  • Panela, colher e coador para fazer o xarope
  • Garrafa de cor escura para guardar a cerveja (pode ser uma antiga garrafa de vinho)
MODO DE PREPARO:

Xarope
  • Adicione algumas colheres de sopa de gengibre a gosto na panela (quanto mais gengibre, mais forte o gosto). Adicione uma xícara de açúcar e meia xícara de água e mexa sem parar. Quando o açúcar desaparecer e a mistura ficar um pouco espessa, desligue o fogo e deixe descansar por duas horas. Coe e reserve o xarope.

Cerveja
  • Adicione 1/8 de colher de sopa de levedo de cerveja na garrafa com a ajuda do funil. Adicione o xarope de gengibre, ¼ de xícara de suco de limão ou outro cítrico e aproximadamente 8 xícaras de água. Lembre-se de deixar um espaço vazio na garrafa, para que o gás produzido durante a fermentação possa ficar armazenado. Tampe e agite até ter certeza de que o levedo de cerveja se dissolveu na água. Coloque em um local escuro e aguarde alguns dias. Gases irão se produzir e por isso é preciso abrir a garrafa a cada dia para liberar o gás que pressiona a garrafa, podendo levar à sua explosão caso se esqueça de liberar o gás. Aguarde um total de sete dias para beber.
A cerveja de gengibre é levemente alcoólica e gaseificada naturalmente.

Receita adaptada da publicação original em: toriavey.com

domingo, maio 03, 2015

Para driblar a crise na Grécia, jovens criam comunidade sustentável e vivem menos dependentes do dinheiro

O sistema econômico vigente não está mais funcionando em todos os lugares estamos vendo grandes potências econômicas declinarem, seu mercado causando mudanças significativas que afetam a vida de milhares de pessoas que precisam sobreviver usando dinheiro. Mas e se não precisássemos mais dele?


A partir dessa premissa foi fundada a comunidade sustentável Free and Real, sigla para Freedom of Resources for Everyone, Respect, Equality, Awareness and Learning (Liberdade de Recursos para Todos, Respeito, Igualdade e Aprendizado) na Grécia, por quatro jovens de Atenas.A comunidade existe há cerca de 3 anos, na ilha de Evia, e trata-se de uma sociedade alternativa, formada por 10 moradores em tempo integral e mais de 100 que residem no local durante alguma parte do ano. Por lá, todos se alimentam da comida produzida por eles próprios, além de morarem em cabanas comunitárias, sem energia elétrica, também construídas pelas próprias mãos.

Caso o que eles plantaram exceda o que precisam, eles trocam por outros produtos que necessitam em um vilarejo próximo – é o bom e velho escambo. A ideia de criação da comunidade surgiu em 2008 em um fórum da internet, pois, segundo os jovens fundadores, a Grécia já estava em crise na área da educação, no sistema de saúde e meio ambiente. Mas, com o agravamento do problema econômico, que ganhou destaque em 2010, oestilo de vida alternativo tem sido mais procurado. Muitos interessados buscam a comunidade para aprender técnicas de vida sustentáveis e saber mais sobre agricultura orgânica.






























 Com as informações: hypeness

segunda-feira, abril 06, 2015

Garoto de 15 anos incentiva a produção organisca e local

Com apenas oito anos de idade, Birke Baehr já defendia o consumo consciente de alimentos e a produção orgânica local. O norte-americano foi o participante mais jovem do TEDxNextGeneretion, que destaca projetos inovadores de adolescentes para atingir o grande sonho de mudar o mundo.

Seu discurso enfatiza os problemas do modelo atual da produção de alimentos e encoraja as pessoas a ‘pensar localmente, optar por orgânicos e conhecer o fazendeiro fornecedor para saber a procedência da sua comida’.

Para espalhar suas palavras e convicções, o pequeno foi além das palestras: escreveu o livro infantil ‘Birke na Fazenda’, que conta a história de um menino em busca de comida de verdade.

No futuro pretende se tornar um agricultor orgânico, pois acredita que assim poderá causar mais impacto do que como um jogador de futebol, por exemplo. Aos poucos. É assim que Birke acredita poder mudar o mundo.

Assista , abaixo, ao vídeo do menino no TEDxNextGeneration e inspire-se!


Receitas de Defensivos Naturais

DEFENSIVO DE SAL E VINAGRE
INDICAÇÕES: combate pulgões, lagartas do repolho, lesma, caramujos e mosca branca.

INGREDIENTES:
  • sal – 100 g
  • Vinagre – 380 ml
  • Água – 19 litros
  • Sabão de coco – 100 g
  • Misturar todos os ingredientes e pulverizar as plantas atacadas.

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DEFENSIVO COM ÁGUA DE SABÃO

FUNÇÃO: O sabão serve para repelir os insetos como pulgão, cochonilhas e lagartas.

INGREDIENTES:
  • sabão de coco – 1 Kg (5 barras – 200 g)
  • Água – 5 litros
  • Lacere 1 Kg ou (5 barras – 200 g) do sabão para desmanchar em 5 litros de água quente mexendo bem. Aplicação: acrescentar 15 litros de água. Pulverizar esta mistura imediatamente sobre as plantas.
ISCAS PARA MOSCA-DAS-FRUTAS
FUNÇÃO: atrair as moscas e evitar que coloquem ovos, diminuindo, assim o nível de infestação de brocas nas frutas.
  • vinagre – 1 colher pequena
  • Açúcar mascavo, mel ou suco de frutas – 700 g.
  • Água – 10 litros
  • Misturar os ingredientes. Em uma garrafa plástica fazer 4 furos (um de cada lado) de 2 cm cada na parte mais alta da mesma. Enchê-la até o meio com a mistura. Aplicação: pendurar os frascos nas árvores a mais ou menos 1 metro e meio de altura, sempre do lado que o sol nasce. Distribuir os frascos pelo pomar mais ou menos 2 frascos por planta. Trocar duas vezes por semana.
DEFENSIVO DE ÁGUA COM CINZA

FUNÇÃO: A cinza originada da queima de madeira ou lenha contém potássio e outros minerais, que além de fertilizante serve como repelente de pragas.

RECEITA 1:
  • controle de lagartas e vaquinhas.
  • Cinza de madeira – 9 copos
  • Cal virgem – 9 copos
  • Água – 18 litros
  • A cinza deve ser colocada em água, deixando repousar por, pelo menos, 24 horas. Em seguida, misturada com a cal virgem e coada. Pulverizar sobre as plantas.
RECEITA 2: controle de insetos sugadores e larva minadora.
  • Cinza de madeira – 9 coposÁgua – 18 litros
  • Querosene – 300 ml
  • Misturar a cinza a água e deixar descansar por 24 horas. Coar e acrescentar 300 ml de querosene. Misturar e pulverizar sobre as plantas.
RECEITA 3:
  • controle de lagartas e pulgões.
  • Cinza de madeira – 2 kg
  • Água – 10 litros
  • Deixar a mistura descansar por 1 dia. Depois de pronto coar e pulverizar sobre as plantas.
DEFENSIVO DE FUMO

RECEITA 1: 
controle de pulgões, cochonilhas e grilos.
  • Fumo – 2 pacotes
  • Água – 0,5 litro
  • Colocar o fumo de molho na água durante um dia. No momento de pulverizar as plantas utilizar a dosagem de 500 ml do preparo para 20 litros de água no pulverizador.
RECEITA 2: controle pulgões, lagartas, percevejos e mariposas.
  • Fumo – 5 cm de fumo de corda
  • Álcool – 1 litro
  • Água – 1 litro
  • Picar o fumo, juntar a água e o álcool deixar curtir por 24 horas (um dia). Diluir 1 litro da mistura para 20 litros de água.
RECEITA 3: para controle de pulgões, cochonilhas e grilos.
  • fumo de corda – 15 a 20 cm
  • Água – 1 litro
  • Coloque o fumo em corda deixando de molho durante 24 h. Aplicação: coar, e para cada 19 litros da água, use 500 ml do produto.
RECEITA 4: controle de lagartas e pulgões em plantas frutíferas e hortaliças.
  • fumo de corda – 100 g
  • Álcool – 1 litro
  • Sabão de coco – 100 g
  • Misture 100 g de fumo em corda cortado em pedacinhos com 1 litro de álcool. Junte 100 g de sabão e deixe curtir por 2 dias. Aplicação: para pulverizar plantas utilize 1 copo do produto em 15 litros de água.
RECEITA 5: controle de vaquinhas, pulgões, cochonilhas, lagartas.
  • fumo de corda – 10 e 15 cm
  • Álcool – 500 ml
  • Água – 500 ml
  • Sabão de coco – 100 g
  • Corte o fumo em pequenos pedaços e junte a água e o álcool. Misture em um recipiente deixando curtir durante 15 dias. Decorrido esse tempo, dissolva o sabão em 10 litros de água e junte com a mistura já curtida de fumo e álcool. Aplicação: pode ser aplicado com pulverizador ou regador.
RECEITA 6: controle de pulgões, vaquinhas, cochonilhas.
  • querosene – 100 ml
  • Sabão em pó – 3 colheres (sopa)
  • Fumo – 1 litro de calda
  • Água – 10 litros
  • Para o preparo da água de fumo coloque 20 g de fumo de corda e picado em 1 litro de água, fervendo essa mistura durante 30 minutos. Após, côa-la em pano fino, adicione 3-4 litros de água limpa e utilize o produto obtido no mesmo dia. Em seguida, aqueça 10 litros de água e junte os 100 ml de querosene e as 3 colheres (sopa) de sabão em pó. Deixe resfriar em temperatura ambiente e adicione então 1 litro de calda de fumo.
RECEITA 7: controle de pulgões, lagartas e trips.
  • Folhas de fumo – 1 kg
  • Água – 15 litros
  • Juntar as folhas de fumo e os 15 litros de água por 24 h. Preparo: a solução é coada e adicionada em um pouco de sabão. Aplicação: pulverizar conforme a receita acima ou no solo na forma de pó feito com folhas secas ou pedaços de folhas colocadas no chão em cobertura.
RECEITA 8: controlar brocas em arvores frutíferas.
  • fumo picado – 100 g
  • Água – 2 litros
  • Ferver o fumo na água por 20 minutos. Juntar este extrato com pasta sulfocálcica e pincelar sobre os furos das brocas.
  • Obs.: – Não usar no tomate e batata;
  • – Os preparos que somente utiliza água devem ser utilizados no mesmo dia, o produto perde o efeito se guardado por mais de 8 horas;
  • – Somente 3 dias após a aplicação do fumo deve-se fazer a colheita;
  • – Os preparos feitos à base de álcool podem ser armazenados desde que protegidos à luz solar com jornal etc. (duram até 6 meses).
DEFENSIVO DE SAMAMBAIA

FUNÇÃO: Controlar pulgões e lagartas em hortas e lavouras. Esta samambaia é planta típica de solos ácidas facilmente encontradas em potreiros e áreas de pousio.
  • 500 gramas de folhas frescas de samambaia
  • 2 litros de água
  • PREPARO: Colocar as folhas na água, levar ao fogo para ferver durante 30 minutos. Após isto, deixar descansar durante 24 horas. Aplicação: misturar 1 litro deste líquido para cada 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas, usando pulverizador ou regador.
DEFENSIVO DE SABÃO E ÓLEO MINERAL

FUNÇÃO: controle de cochonilha, pulgões, lagartas e outros insetos.
  • sabão de coco – 200 gramas
  • Óleo mineral – meio litro
  • Água – meio litro
  • Derreter o sabão na água quente e depois misturar ao óleo mineral. Aplicação: depois de pronto, usar 200 ml (copinho americano) da mistura em 20 litros de água, pulverizar as plantas. Repetir a pulverização a cada 15 dias.
DEFENSIVO DE ÓLEO DIESEL E SABÃO
FUNÇÃO: usado no controle de cochonilhas e pulgões.
  • óleo diesel – 200 ml
  • Sabão de coco – 3 barras de 200 g
  • Água – 3 litros
  • Derreter o sabão na água quente e depois misturar ao óleo diesel. Aplicação: misturar o produto em 16 litros de água e pulverizar.
DEFENSIVO DE URTIGA
FUNÇÃO: serve como repelente para pulgões e lagartas em qualquer planta. Também como fortificante (dar força à planta).
  • folhas da urtiga frescas – 500 g
  • Água – 1 litro
  • Colocar as 500 g de folhas frescas dentro de uma vasilha com 1 litro de água, esmagar bem e deixar descansar durante 2 dias. Aplicação: depois retirar a urtiga, colocar a solução em 10 litros de água e regar as plantas a cada 15 dias ou, em menores espaços de tempo, quando necessário.
Obs.: Trata-se da urtiga verdadeira que tem as folhas pequenas e tem uma substância que causa irritação. Ao colher a urtiga proteger às mãos com sacos plásticos, porque a planta provoca irritação na pele.

DEFENSIVO DE MANIPUEIRA
FUNÇÃO: combate formigas e nematóides.
FORMIGAS: coloca-se manipueira de mandioca diretamente no formigueiro.
NEMATÓDES: pulverizar as áreas atingidas com a manipueira pura.

DEFENSIVO DE URINA DE VACA
FUNÇÃO: controle de lagartas, formigas, cascudos, pulgões, cochonilhas e previne o ataque de algumas doenças.
  • urina de vaca – 500 ml
  • Água – 20 litros
  • Coletar a urina, colocar em recipiente plástico fechado durante 3 dias, tempo necessário para que a uréia se transforme em amônia. Aplicação: diluir a urina na proporção de 200 ml de urina para 20 litros de água e pulverizar as plantas atingidas.
Obs.: – este produto deve ser aplicado de 15 em 15 dias;
– Na alface o produto deve ser aplicado no solo e não sobre a planta.

DEFENSIVO DE ANGICO PRETO

  • angico – 1 kg folhas de angico preto
  • Água – 10 litros
  • Macerar as folhas do angico e misturar a água, deixar curtir por 10 dias, completado esse período, coar e engarrafar para guardar, em local escuro de preferência enrolar com um pano.
RECEITA 1: controle de lagartas, vaquinhas e besouros.
  • Diluir 1 litro do produto para cada 10 litros de água. E pulverizar as plantas.
RECEITA 2: controle de formigas e cupins.
  • Coloca-se puro, com regador ou pulverizador.
DEFENSIVO DE ALHO

RECEITA 1: controle de pulgões, cochonilhas e ácaros.
  • Alho – 200 g
  • Água – 20 litros
  • Esmagar o alho e adicionar a água, coar e usar.
RECEITA 2: controle de fungos, bactérias, míldio e ferrugem.
  • Alho – 1 kgÁgua – 5 litros
  • Sabão – 100 g
  • Óleo mineral – 20 colheres de sopa
Os dentes de alho devem ser moídos e deixados repousar por 24 h, em 20 colheres de sopa de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolve-se 100 g de sabão de coco (picado) em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho. Antes de usar, é aconselhável filtrar e diluir a mistura em 15 litros de água. As concentrações variam de acordo com o tipo de pragas que se quer combater.
Obs.: – Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 h não deixa cheiro nos produtos agrícolas.

DEFENSIVO DE NIM
INDICAÇÕES: mosca branca, pulgões, lagartas, cochonilhas, ácaros, besouros, gafanhotos, nematóides, fungos, trips.

RECEITA 1:
  • Sementes secas e moídas – 200 g
  • Água – 200 ml
  • Sabão de coco – 5 g (1 colher de sopa)
  • Colocar as sementes moídas em um saco de pano, amarrar e colocar na água. Depois de 12 h espremer e dissolver o sabão neste extrato. Misturar bem e acrescentar água para obter 20 litros do preparo. Aplicar sobre as plantas infestadas, imediatamente após o preparo.
RECEITA 2:
  • Folhas verdes ou frutos inteiros – 2 kg
  • Água – 15 litros
  • Bater no liquidificador as folhas ou frutos do Nim com um pouco de água. Deixar descansando por uma noite com um pouco mais de água. Antes de aplicar, filtrar e diluir com água para obter 15 litros do preparado. Pode ser armazenado em frasco em local escuro por 3 dias.
RECEITA 3:
  • Folhas verdes – 250 g
  • Água – 2 litros
  • Pilar bem as folhas verdes. Adicionar 2 litros de água. Deixar em repouso num local escuro por 12 h. Coar, diluir em 19 litros de água e usar. Pode ser armazenado em frasco em local escuro por 3 dias.
RECEITA 4:
  • Óleo de Nim – 0,5% (100 ml em 20 litros de água)
  • Pulverizar sobre a folhagem e frutos.
DEFENSIVO DE CRAVO DE DEFUNTO

RECEITA 1:
  • controlar os nematóides (vermes do solo), nas plantas de horta e como repelente de insetos.
  • INGREDIENTES: ramos e folhas – 100 g
  • Álcool – 1 litros
  • Plantar em forma de bordadura ao redor da horta. Esta prática usada durante 3 a 4 meses reduz 90% da infestação de nematóides.
  • Pegar 100 g de ramos e folhas, picar bem miudinho. Deixar repousar em 1 litro de álcool por 24 horas. Aplicação: Antes de aplicar, filtrar. Pulverizar sobre os insetos usando 1 litro desse defensivo em 10 litro da água.
RECEITA 2: combate a pulgões, ácaros e algumas lagartas.
  • talo e folhas – 1 kg
  • Água – 10 litros
  • Misturar 1 kg de folhas e/ ou talo de cravo de defunto. Levar ao fogo e deixar ferver durante meia hora ou então deixar de molho (picado) por dois dias. Aplicação: coar o caldo obtido e pulverizar as plantas atacadas.
RECEITA 3:
  • repelente de insetos e nematóides
  • folhas e talos de cravo de defunto – 200 g
  • Álcool – 1 litro
  • Macerar e misturar as folhas e talos com álcool por 12 h. Diluir este preparo em 19 litros de água. Coar e pulverizar o preparo sobre as plantas.
DEFENSIVO DE PIMENTA VERMELHA (MALAGUETA)
INDICAÇÕES: pode ser empregada como um defensivo natural em pequenas hortas e pomares. Tem boa eficiência quando concentrada e misturada com outros defensivos naturais, no combate a pulgões, vaquinhas, grilos e lagartas. Obedecer a um período de carência mínima de 12 dias da colheita, para evitar obter frutos com fortes odores.

RECEITA 1:
  • fumo de corda picado – 50 g
  • Pimenta vermelha (malagueta) – um punhado
  • Álcool – 1 litro
  • Sabão em pó – 250 g
  • Dentro de 1 litro de álcool, coloque o fumo e a pimenta, deixando essa mistura curtir durante 7 dias. Para usar essa solução, dilua o conteúdo em 10 litros de água contendo 250 g de sabão em pó dissolva ou então, detergente, de modo que o defensivo grude nas folhas e nos frutos.
RECEITA 2:
  • pimenta vermelha (malagueta) – 1,250 g
  • Água – 500 ml
  • Sabão de coco ou em pó – 12 colheres (sopa)
  • Bater as pimentas em um liquidificador com 500 ml de água até a maceração total. Coar o preparado e misturar com 12 colheres (sopa) de sabão de coco ou em pó, acrescentar então os 10 litros de água, pulverizar sobre as plantas.
Obs.: No caso de hortaliças e plantas medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita.

DEFENSIVO DE PIMENTA-DO-REINO
FUNÇÕES: combate de pulgões, ácaros e cochonilhas.

  • pimenta-do-reino (moída) – 100 g
  • Sabão de coco – 60 g
  • Álcool – 1 litro
  • Água – 1 litro
  • Deixar a pimenta-do-reino no álcool durante 7 dias. Dissolver o sabão na água fervente. Retirar do fogo e juntar as duas misturas. Utilizar um copo cheio para cada 10 litros de água, fazendo 3 pulverizações, com intervalo de 3 dias entre elas.
DEFENSIVO DE PRIMAVERA, MARAVILHA OU BULGAVILLE.
FUNÇÕES: vírus do tomateiro (vira-cabeça), viroses do feijoeiro.
  • Folhas de primavera (rosa ou roxa) – 1 litro
  • Água – 1 litro
  • Juntar as folhas com a água e bater no liquidificador. Coar em pano fino e diluir em 19 litros de água. Pulverizar imediatamente em horas frescas do dia. Não pode ser armazenado. Aplicar 2 vezes por semana a partir de 10 dias de germinação até o início da frutificação.
DEFENSIVO DE TIMBÓ
FUNÇÕES: combate pulgões, certas lagartas, trips (raspador) e alguns ácaros.

RECEITA 1:
  • raízes de timbó com diâmetro de 1 cm – 100 g
  • Água- 10 litros
  • Sabão de coco – 50 g
  • Misturar as raízes de timbó, lavadas em pedaços ou transformadas em pó, com a água e o sabão e deixar descansar por 24 h, filtrar e pulverizar sobre as plantas.
RECEITA 2:
  • raízes de timbó – 500 g
  • Acetona ou álcool – 2 copos e meio
  • Pegar as 500 g de raízes de timbó, picar em pedaços finos e deixar secar a sombra por 3 a 4 dias. Depois de secas pegar estes pedacinhos e triturar (pode ser usado forrageiro) de forma que fique semelhante à serragem, colocar num vidro com tampa e acrescentar os 2 copos e meio de acetona ou álcool (etanol). Tampar bem e deixar descansar por 24 h. Aplicação: antes de usar, filtrar o produto com um pano fino. Usar 100 ml de produto para 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas.
RECEITA 3: 
  • macerar as raízes em água, o que resulta em líquido leitoso, que é pulverizado sobre as plantas. Aplicação: 200 ml do líquido para 19 litros de água.
DEFENSIVO DE CEBOLA (Allium cepa) E ALHO (Allium salivumI)
FUNÇÃO: controlar pulgões em cebola, beterraba e feijão.

  • cebolas – 3 médias
  • Alho – 3 dentes
  • Água – 10 litros
  • Moer ou triturar a cebola e o alho, misturar bem em 5 litros de água, espremer bem para sair todo suco, coar e misturar ao restante da água. Aplicação: coar e pulverizar sobre as plantas 1 vez por semana.
DEFENSIVO DE EXTRATO DE PIMENTA DO REINO COM ALHO E SABÃO
FUNÇÃO: controlar pragas das solanáceas (batata inglesa, berinjela, pimentão, tomate), mas também pragas de flores, hortaliças, frutíferas, grãos e cereais.
  • pimenta do reino (moída) – 100 g
  • Álcool – 2 litros
  • Alho – 100 g
  • Sabão de coco – 50 g
  • Pegar as 100 g de pimenta, juntar a 1 litro de álcool em vidro ou garrafa, com tampa. Deixar em repouso por uma semana. Triturar as 100 g de alho e juntar a 1 litro de álcool em vidro ou garrafa, com tampa. Deixar em repouso por uma semana. Aplicação: na hora de usar, dissolver as 50 g de sabão em 1 litro de água quente, pegar um copo de extrato de alho, misturar bem e colocar no pulverizador com 10 litros de água. Agitar bem a mistura e completar com o restante de água, ou seja, até completar 20 litros.
Obs.: dar carência (intervalo) de 5 dias entre a pulverização e a colheita. Pulverizar nas horas mais frescas do dia e usando roupas de proteção.

DEFENSIVO DE EXTRATO DE PIMENTA DO REINO, PIMENTA MALAGUETA, PIMENTA CUMARI E ALHO.
FUNÇÃO: combate pulgão, vaquinha e bicho minador.
  • pinga – 2 litros
  • Alho – 200 g
  • Pimenta do reino – 50 g
  • Pimenta malagueta – 50 g
  • Pimenta cumari – 50 g
  • O alho é amassado e vai para o galão com casca e tudo. A pimenta malagueta é cortada, a cumari, amassada e a pimenta-do-reino, moída. A pinga vai logo depois, colocando em poucas proporções e sempre chacoalhando toda a mistura, terminado os 2 litros de pinga, a calda vai ficar 20 dias no mínimo. Quanto mais tempo ficar melhor. Aplicação: da solução, vão 20 g de açúcar mascavo, o que corresponde a uma colher de sopa bem cheia. 10 litros de água, 50 ml da calda, o que dá 3 colheres de sopa e meia do produto, e 35 ml, ou 2 colheres de sopa e meia, de vinagre.
Fonte: Portal CERAC

sábado, março 28, 2015

Tóquio tem hortas urbanas nas estações de metro.


A falta de espaço é um problema e tanto no Japão. EmTóquio, além de estacionamentos que enterram bicicletas, os moradores têm acesso a outra iniciativa para driblar a falta de espaço:hortas urbanas construídas no topo das estações de metrô.

Batizado de Soradofarm, o projeto é coodernado pela companhia local de metrô, a East Japan Railway Company, e tem como objetivo oferecer aos japoneses que querem cultivar uma horta, mas não tem espaço em casa, a oportunidade de plantar alimentos no topo das estações.


A iniciativa começou em 2010 e fez sucesso entre a população: atualmente, cinco estações de metrô já contam com hortas urbanas e outras oito estão em fase de construção.

Para ter um pedacinho de terra para chamar de seu, no entanto, é preciso pagar. Os ‘agricultores urbanos’ desembolsam 100.440 ienes (cerca de R$ 2.500) por ano para cultivar legumes, frutas e verduras no topo dos metrôs.

Todas as ferramentas necessárias para o cuidado com a terra são oferecidas pelas estações. Os inquilinos também não precisam ser grandes conhecedores de jardinagem ou agricultura, uma vez que os espaços contam com a presença de especialistas. Veja, abaixo, mais fotos da iniciativa.

segunda-feira, março 23, 2015

O Vale do Silício tomou gosto por comida Vegana

 
Hambúrgueres vegetarianos que soltam um caldinho vermelho. Nuggets sem carne com a mesma textura carnuda e fibrosa do frango. Uma maionese sem ovos que é cremosa e uniforme. E uma bebida vegana que contém todos os ingredientes necessários a uma alimentação saudável, possibilitando que a pessoa nunca mais tenha de ingerir alimentos tradicionais. Com fome ainda?

Esses são os quitutes oferecidos por uma nova safra de apostas do Vale do Silício, startups que querem mudar os hábitos alimentares das pessoas. A ideia de produzir esse tipo de alimento vem atraindo empreendedores e investidores de capital de risco, que enxergam na indústria de alimentos tradicional um setor ineficiente, desumano e caduco. As empresas têm abordagens diversas, mas compartilham a ambição de criar alimentos à base de vegetais que, segundo elas, serão mais saudáveis, mais baratos e tão saborosos quanto uma comida que leve carne, ovos, leite ou outros produtos de origem animal - e terão um impacto ambiental muito menor.

“A pecuária é uma atividade tremendamente destrutiva e totalmente insustentável. Mesmo assim, a demanda por carne e leite está em alta”, diz Patrick Brown, fundador de uma dessas startups, a Impossible Foods, com sede em Redwood City, no coração do Vale. A empresa captou US$ 75 milhões para desenvolver imitações de carne e queijo à base de vegetais.

Segundo as Nações Unidas, a pecuária ocupa 30% da superfície degelada do planeta e é responsável por 14,5% de todas as emissões de gás estufa. Produzir carne também implica abastecer os animais com enormes quantidades de comida e água. Nos EUA, para cada 1 kg de animal vivo normalmente são necessários 10 kg de ração na bovinocultura, 5 kg na suinocultura e 2,5 kg na avicultura. Por outro lado, a população mundial deve passar dos 7,2 bilhões de pessoas atuais para mais de 9 bilhões em 2050 - e o consumo de carne tende a aumentar na mesma proporção. Para atender a demanda, a produção de alimentos terá de crescer significativamente.

É um desafio enorme, mas também uma boa oportunidade econômica. “Sempre que você encontra um jeito de usar proteína vegetal no lugar de proteína animal, a eficiência gerada, em termos de energia, de água e de todos os outros insumos envolvidos, é enorme - e no limite isso se traduz em economia de recursos financeiros”, diz Ali Partovi, um investidor de São Francisco que detém participações em startups como Dropbox e Airbnb, assim como em meia dúzia de empresas envolvidas na produção sustentável de alimentos.

O problema é que muitas pessoas fogem dos vegetais e dão preferência à carne, aos seus derivados e aos laticínios. Brown, entre outros empresários do ramo, acha que a solução é reproduzir com vegetais o sabor da carne, excluindo o elemento animal da equação. Dessa forma, pelo menos em tese serão usados menos recursos para produzir mais que a quantidade necessária de comida para alimentar todo mundo. “Estamos reinventando a maneira de transformar vegetais em carne e leite”, diz ele. Outras startups tem aspirações semelhantes. A Beyond Meat, que produz “nuggets” e “carne moída” à base de vegetais já comercializa seus produtos em supermercados. O mesmo faz a Hampton Creek, cuja maionese sem ovos é sucesso absoluto na rede americana Whole Foods Market.

Além do vegetarianismo. Como é sabido, as gigantes da indústria de alimentos já oferecem diversas alternativas para os derivados de carne e leite, e muitos vegetarianos e veganos os consomem. A diferença na nova abordagem é que essas startups não têm como público-alvo o pequeno porcentual da população que já vive com uma dieta majoritariamente à base de vegetais. Os consumidores que eles querem atingir são as pessoas que não se fartam de consumir carne e laticínios, e, para tanto, é fundamental imitar os sabores suculentos e as texturas cremosas que tantas pessoas adoram. “Queremos ter um produto que alguém louco por hambúrgueres diga que é melhor que todos os hambúrgueres que ele já comeu”, diz Brown.

Isso também é diferente de “cultivar” carne num laboratório usando a engenharia de tecidos, que envolve o emprego de culturas de células retiradas de animais vivos. A empresa nova-iorquina Modern Meadow investe nessa tecnologia, embora seu objetivo mais imediato seja produzir couro cultivado.

Criar uma nova categoria de alimentos é arriscado, pois consome altas doses de tempo e dinheiro. As gigantes do setor preferem adquirir produtos inovadores, em vez de desenvolvê-los internamente, explica Barb Stuckey, gerente de inovações da Mattson, uma consultoria do ramo de alimentos e bebidas com sede na Califórnia que vem desenvolvendo muitos produtos novos. “Só mesmo alguém de fora para dar uma sacudida na indústria de alimentos”, conjectura ela.

O negócio já atraiu um número considerável de renomados grupos e investidores de capital de risco, incluindo Kleiner Perkins, Google Ventures, Andreessen Horowitz, Khosla Ventures, Bill Gates e outros. “Se você for capaz de oferecer um alimento (à base de vegetais) mais saudável, com sabor igual ou melhor, a um custo igual ou menor, o sucesso é garantido”, diz Samir Kaul, do grupo Khosla. Se as companhias que têm recebido esses investimentos derem certo, os retornos podem ser fantásticos. A indústria americana de carne vale, sozinha, US$ 88 bilhões. E mesmo no caso de condimentos, como a maionese, o mercado chega a US$ 2 bilhões. Apesar disso o entusiasmo não é generalizado. Esses empreendimentos comportam risco elevado e alguns podem fracassar, adverte Michael Burgmair, da Silverwood Partners, um banco de investimentos com dezenas de negócios no setor de alimentos e bebidas. Segundo Burgmair, a questão é: “Será que os consumidores estão prontos para alguns desses produtos?”

A resposta de Brown, da Impossible Foods, é afirmativa. Inventor de um DNA-chip (também conhecido como DNA microarray, ou biochip) hoje largamente utilizado na análise de expressão genética, sua empresa vem desenvolvendo imitações de carne e queijo à base de vegetais há três anos. No caso da carne, o objetivo é recriar seus componentes essenciais - tecido muscular, conjuntivo e adiposo - usando substâncias vegetais. O primeiro produto da empresa é um hambúrguer que já tem aparência de carne, tanto cru, como cozido, e que, quando chegar ao mercado, vai ser tão ou mais gostoso que um hambúrguer de carne tradicional, promete Brown.

Para tanto, ele montou uma equipe comparável às que trabalham em companhias farmacêuticas e de biotecnologia. A maior parte é constituída de biólogos moleculares e bioquímicos. Há também físicos. Mas só um grupo reduzido é composto de indivíduos com formação em ciência dos alimentos ou treinamento culinário. No laboratório da empresa, os cientistas quebram substâncias vegetais e extraem delas proteínas individuais com propriedades funcionais capazes, por exemplo, de fazer com que um alimento ganhe ou perca consistência ao ser levado ao fogo.

Os cientistas da Impossible Foods também passaram muito tempo tentando descobrir o que confere à carne seu sabor inconfundível. Segundo Brown, o segredo do sabor de um hambúrguer está na heme, um composto presente em todas as células vivas, incluindo as vegetais. É também a heme que dá aos hambúrgueres sua coloração avermelhada. No processo de cozimento, ela atua como um catalisador que ajuda a transformar os aminoácidos, vitaminas e açúcares do tecido muscular em inúmeras moléculas voláteis e dotadas de sabor, explica ele. Para que seus hambúrgueres tenham o sabor suculento da carne, a Impossible Foods usa uma proteína heme equivalente a um composto desse tipo encontrado nas raízes dos legumes.

O desenvolvimento do hambúrguer já avançou muito. Brown diz que o primeiro protótipo criado pela empresa foi comparado a uma “polenta rançosa”. Versões mais recentes receberam críticas bem mais favoráveis e houve quem dissesse que eram “melhor que hambúrguer de peito de peru”. Em termos nutritivos, o conteúdo proteico do hambúrguer da Impossible Foods talvez seja ligeiramente mais elevado que o do hambúrguer convencional, ao passo que a quantidade de micronutrientes no produto à base de vegetais é no mínimo igual à presente no de origem animal. Além disso, por ser feito de vegetais, ele não contém vestígios de antibióticos, hormônios ou colesterol. A empresa trabalha com a expectativa de começar a comercializar o hambúrguer no fim deste ano.

Pegando gosto. A Beyond Meat, sediada no sul da Califórnia, também realiza estudos sobre os componentes da carne a fim de reproduzir sua textura e sabor. “Já sabemos o bastante para compreender a arquitetura e a composição de um pedaço de músculo”, diz o CEO da empresa Ethan Brown (nenhum parentesco com o Brown da Impossible Foods). O carro-chefe da Beyond Meat são os Beyond Chicken Strips, comercializados desde 2012, que apresentam uma textura surpreendentemente autêntica ao serem consumidos. Quando, por engano, diversos pontos de venda da Whole Foods Markets puseram à venda algumas saladas de frango preparadas com os nuggets à base de vegetais da empresa, não houve queixas. Só dois dias depois um funcionário descobriu o erro, e então as saladas foram oficialmente submetidas a um recall. A textura do produto é o resultado de anos de pesquisas conduzidas na Universidade do Missouri. Agora ela pode ser reproduzida por meio de um processo que dura menos do que dois minutos: um extrusor rapidamente aquece, resfria e pressuriza uma mistura de proteínas e outros ingredientes numa estrutura que imita o tecido fibroso de um músculo.

O mais novo produto da empresa, Beast Burger, foi lançado em fevereiro. Contém mais proteína, mais ferro e é, no conjunto, mais nutritivo que os hambúrgueres feitos com carne de verdade. “A obsessão por carne no fundo corresponde, na história da evolução humana, à busca de uma fonte alimentar rica em nutrientes”, explica o CEO. “Eu quis usar essa ideia como ponto de partida e elaborar em cima dela.”

Mas convencer os carnívoros a comprar hambúrgueres à base de vegetais não é tarefa fácil. “A impressão que eu tenho é que carne é um negócio meio masculino. Não dá pra vender do mesmo jeito que você vende alface”, diz Brown. Por isso, a empresa quer construir sua marca com imagens de vitalidade, boa forma física e saúde. Atletas são usados em suas campanhas publicitárias. David Wright, capitão da equipe de beisebol New York Mets, já está no elenco. Em troca, ele receberá uma pequena participação acionária.

Ainda em desenvolvimento está o que talvez seja o produto mais ambicioso criado até hoje pela Beyond Meat - um equivalente de carne moída crua que a companhia pretende vender nas seções de carne dos supermercados, lado a lado com carne de verdade. Essa carne moída à base de vegetais deve ser lançada ainda este ano e poderá ser cozida e preparada em forma de bolo de carne ou de almôndegas. Não se descarta a possibilidade de que alguma cadeia de fast-food queira usá-la na preparação de seus hambúrgueres.

A Hampton Creek, de San Francisco, usa proteínas vegetais no lugar de ovos nos produtos que já lançou. Sua maionese Just Mayo e sua massa pronta para cookies Just Cookie Dough são comercializadas em 30 mil estabelecimentos, incluindo as redes Kroger e Walmart. A empresa agora trabalha no desenvolvimento de um molho para salada tipo ranch e em versões vegetais de ovos mexidos e macarrão. O objetivo é criar produtos que estimulem as pessoas a substituir itens convencionais por alimentos sustentáveis, à base de vegetais. “A mudança acontece quando você faz uma coisa tão gostosa e a um preço tão acessível que ninguém resiste a experimentá-la”, diz o presidente da empresa Josh Tetrick.

Para conseguir isso, a Hampton Creek montou uma equipe que inclui especialistas em bioquímica, bioinformática e ciência dos alimentos, além de alguns chefs. Os cientistas da empresa extraem e isolam proteínas de substâncias vegetais e realizam análises bioquímicas básicas para entender suas características e possíveis aplicações em diversos alimentos. As mais promissoras são testadas em receitas preparadas nas seções de padaria e culinária da empresa.

Até agora foram analisadas mais de 7 mil amostras de vegetais e identificadas 16 proteínas que podem ter alguma utilidade em aplicações culinárias. Algumas já são usadas em produtos alimentícios comercializados pela empresa, como é o caso de um tipo de ervilha amarela canadense que entra na composição da maionese Just Mayo. Os cientistas da Hampton Creek buscam proteínas com propriedades funcionais, como as de ação espumante, gelatinosa e de retenção de umidade. A maionese, por exemplo, precisa de uma substância que combine a quantidade certa de óleo com água a fim de criar uma emulsão estável. Para chegar à versão atualmente vendida nos supermercados, a companhia testou mais de 1,5 mil fórmulas diferentes.























Fonte: Jornal Estadão

domingo, março 22, 2015

Que tal se hospedar de graça por todo o mundo trabalhando com a natureza?





Que tal se hospedar de graça por todo o mundo, ter três refeições por dia, aprender mais sobre cultivos orgânicos, em troca de trabalhar meio período em contato com a natureza? A proposta é do site World Wide Opportunities on Organic Farms (WWOOF), em português, Rede Mundial de Oportunidades em Fazendas Orgânicas.

É uma forma incrível de conhecer o mundo, partilhar experiências, participar realmente na rotina do lugar e, claro, viajar a baixo custo. Com o seu meio período de trabalho, você está ajudando o dono da fazenda e está aprendendo, conhecendo a forma de produção de alimentos orgânicos e praticando uma variante de turismo sustentável. Num tempo em que muitas pessoas estão frustradas em suas carreiras, vivendo na loucura de grandes cidades, essa pode ser uma alternativa para quem busca um tempo para refletir e se desconectar um pouco da correria dos nossos dias.

O projeto nasceu bem antes da Internet, na década de 70, mas tem conhecido uma grande expansão, sendo hoje uma rede internacional com mais de 50 países envolvidos e milhares de propriedades inscritas para receber voluntários. O processo é bem simples – você se inscreve no site, pagando uma anuidade, e escolhe a fazenda que mais se adequa às suas capacidades. Depois é só entrar em contato com os proprietários e seguir viagem.



quarta-feira, março 11, 2015

Comer amendoim com frequência faz bem para o coração, diz estudo.

Consumir amendoim, ainda que seja em pequenas quantidades, ajuda a reduzir a mortalidade causada por problemas cardiovasculares, aponta uma extensa pesquisa publicada nesta segunda-feira (2), que confirma trabalhos anteriores com resultados similares.

Os amendoins estão vinculados a uma diminuição da mortalidade geral entre 17% e 21% e uma diminuição de 23% a 38% das disfunções por doenças cardiovasculares, segundo os autores do estudo divulgado na revista JAMA, da associação médica nos Estados Unidos.

A pesquisa se baseou nos resultados de 70 mil indivíduos brancos e negros dos Estados Unidos e de 130 mil chineses em Xangai. A maioria dos participantes pertencia a categorias sócio-econômicas modestas.

"Em nosso estudo, constatamos que o consumo de amendoim coincidiu com uma diminuição da mortalidade geral, especialmente aquela causada por doenças cardiovasculares em populações negras e brancas norte-americanas, assim como entre chineses de ambos os sexos", afirmou Hung Luu, epidemiólogo da Faculdade de Medicina da Universidade Vanderbilt e principal autor do trabalho.

Como este fruto seco é bem menos oneroso e mais acessível que as nozes, reforçar seu consumo pode ser uma maneira econômica de melhorar a saúde cardiovascular das populações, explicou o especialista.

"Esses dados vêm de estudos epidemiológicos e não de provas clínicas controladas. Por isso, não estamos seguros em afirmar enfaticamente que o consumo de amendoins reduz a mortalidade", ponderou William Blot, do Centro de Pesquisas sobre o Câncer de Vanderbilt e co-autor do estudo.

Mesmo assim, "os resultados apoiam pesquisas anteriores que sugerem que os benefícios de comer amendoim são bastante alentadores".

O amendoim (sem adição de sal) é rico em nutrientes e contém ácidos graxos não-saturados, fibra, vitaminas e antioxidantes.

Com as informações: Portal UOL

Dica Culinária - Suco Desintoxicante.

INGREDIENTES:
  • 300 ml de água
  • ½ maça
  • ½ pepino
  • 1 colher de sopa de chia
  • 3 folhas de couve com talos
  • Hortelã a gosto
MODO DE PREPARO
  • Coloque todos os ingredientes em um liquidificar e bata. Se achar que seja necessário coar, sinta-se a vontade, embora seja melhor você toma-lo sem coar.
  • Não adoce com açúcar de maneira alguma. Se for necessário, nas primeiras vezes que tomar o suco desintoxicante, use adoçante e aos poucos vá diminuindo o uso até que consiga tomar sem usar.

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Ministério da Saude do Brasil reconhece a alimentação vegana como Saudável

Mais um passo rumo à quebra de preconceitos! O Ministério da Saúde acaba de lançar a nova versão do Guia Alimentar Para a População Brasileira e, pela primeira vez, reconhece a alimentação vegana como uma opção saudável.

Com base em pesquisas oficiais, a publicação mudou completamente o tom de sua última versão, impressa em 2006, e trata de forma natural a dieta que não inclui alimentos de origem animal. Segundo o guia, o consumo de carnes, laticínios e ovos não é necessário para se ter uma alimentação saudável.

“No entanto A restrição de qualquer alimento na dieta obriga que se tenha maior atenção na escolha da combinação dos demais alimentos que farão parte da alimentação. Quanto mais restrições, maior a necessidade de atenção e, eventualmente, do acompanhamento por um nutricionista”, alerta o guia.

A publicação ainda recomenda a diminuição do consumo de carne para evitar problemas de saúde – como obesidade e doenças do coração e o Câncer e, também, para diminuir a pressão sobre o meio ambiente. “A diminuição da demanda por alimentos de origem animal reduz notavelmente as emissões de gases de efeito estufa responsáveis 

pelo aquecimento do planeta, além de diminuir o desmatamento decorrente da criação de novas áreas de pastagens e o uso intenso de água”, diz o manual.

O Guia Alimentar Para a População Brasileira será distribuído, gratuitamente, em escolas e hospitais de todo o país. A publicação representa a posição oficial do governo quanto à alimentação dos brasileiros e é usada como referência pelos profissionais da área da saúde entre eles, médicos e nutricionistas.

Veja todos os detalhes do 
Guia Alimentar Para a População Brasileira

Com as informações: The Green Post.

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Dica Culinária - Batata com Brócolis Vegan

INGREDIENTES
  • 500 g de batata
  • 1/2 maço de brócolis
  • 2 colheres (sopa) de azeite ou a gosto
  • 1 cebola picada 
  • Salsinha picada
  • Sal a gosto
MODO DE PREPARO
  • Higienize o brócolis, separe-os em buquês e cozinhe-os em água e sal. Reserve. Cozinhe as batatas com as cascas, em separado. Descasque-as depois de cozidas e corte-as em quatro. Reserve. Aqueça o azeite e refogue a cebola. Em seguida coloque a batata, deixe dourar um pouco e por último acrescente o brócolis. Tempere com sal e pimenta-calabresa a gosto, salpique a salsinha picada e sirva.

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

10 Alimentos que tem fama de saudaveis mas não são


Barrinha de cereais, leite de soja e peito de peru são apenas algumas opções que você compra pensando na saúde do seu filho. Apesar da fama de nutritivos e saudáveis, cuidado: é preciso consumi-los com bastante moderação, pois você pode acabar levando gato por lebre.
  • Barrinha de cereais. Elas prometem ser uma ótima opção para o lanche das crianças porque são práticas de armazenar e contêm fibras – nutrientes que aumentam a sensação de saciedade, dão energia e ajudam no funcionamento do intestino e na absorção de gorduras. Pelo menos na teoria. Especialistas alertam que muitas das barrinhas de cereais que existem no mercado são na verdade, ricas em açúcar e sódio. Para saber se a que você compra é assim, compare os ingredientes que estão no rótulo. O que vem primeiro é o que está em maior quantidade, então procure marcas em que a fibra esteja no começo da lista. Prefira as de fruta, que são menos gordurosas, e as que contêm flocos de milho, mel, aveia e castanhas. “Também fique de olho porque a lecitina de soja, substância usada para dar liga no alimento, pode causar alergia nas crianças”, alerta a nutricionista Elaine Pádua, autora do livro O Que Tem no Prato do Seu Filho? – Um Guia Prático de Nutrição Para os Pais (Ed. Alles Trade). Você pode fazer uma barrinha mais natural em casa ou substituí-la pela bananada (doce de banana em massa) sem açúcar, que também tem fibra e mais vitaminas. Nesse caso, a banana não é desidratada, como na barrinha, mantendo seus nutrientes.
  • Suco de caixinha. Algumas dessas bebidas, também chamadas de néctar de fruta, têm tanto quanto ou até mais açúcar do que os refrigerantes. São até duas colheres de sopa a cada 200 ml, além de uma quantidade grande de sódio, substância que, em excesso, pode sobrecarregar os rins e aumentar as chances de a criança ter pressão alta no futuro. Os corantes e aromas também aparecem no suco de caixinha (inclusive nos de soja), ou seja, mais química ainda. A saída é alterná-lo com o suco natural (ou água mesmo!). Você pode dar o industrializado no lanche, por exemplo, e o caseiro, no jantar. Na lancheira térmica, o suco natural dura até três horas sem estragar. Para aumentar a duração da bebida, misture-a com água de coco, que retarda o processo de oxidação, é um hidratante natural e não tem muito sódio nem na versão das prateleiras. Outra alternativa são os sucos prontos integrais, que não têm açúcar e só precisam ser dissolvidos em água. Mas não abuse. Qualquer tipo de suco deve ser consumido no máximo duas vezes ao dia, pois são calóricos – pense que, para fazer apenas um copo do de laranja, é preciso três frutas!
  • Peito de peru. Apesar de ser visto como uma alternativa melhor do que o presunto, os dois têm a mesma quantidade de sódio e gordura porque são uma mistura de carne e pele (eca!) do animal. Para conservar o produto, as indústrias usam nitritos e nitratos, substâncias químicas que, segundo algumas pesquisas, podem causar câncer se consumidas por muito tempo. Por isso, libere esses alimentos embutidos ou processados (e, nessa categoria, entra também a salsicha e a mortadela) apenas uma vez por semana, de preferência a versão sem capa de gordura. Além disso, no Brasil o peito de peru vem quase sempre acompanhado de Glutamato Monossódico, um realçador de sabores que pode causar diversos problemas a saúde.
  • Sobremesa láctea. As sobremesas lácteas (como o queijo petit suisse ou aquelas sabor chocolate, baunilha…), fazem sucesso com as crianças porque são bem docinhas e saborosas. Mas não se engane pela aparência de iogurte, pois elas têm bem menos quantidade de cálcio um mineral essencial para o crescimento e fortalecimento dos ossos, dentes e cabelos. Além disso, esses produtos são gordurosos e têm pouca proteína. “No lugar da fruta, mais nutritiva, muitos contêm aromas e corantes artificiais, que devem ser evitados nos primeiros anos de vida pois estão relacionados a uma série de problemas – de alergia à hiperatividade”, afirma Elaine Pádua. Ela explica que os corantes amarelos e vermelhos são os mais perigosos. É claro que seu filho vai querer comer essas guloseimas de vez em quando. Porém, sempre que possível, substitua por uma mistura de iogurte natural com a fruta que ele mais gosta. Basta bater essa combinação no liquidificador ou amassá-la com um garfo. Se o seu filho quiser algo mais doce, coloque açúcar mascavo. Essa preparação deve ser consumida entre 30 minutos e 1 hora.
  • Leite de soja. A soja é classificada como um alimento saudável, mas nem sempre é uma boa ideia oferecê-la para as crianças. Isso porque pode ser tão alergênica quanto a lactose, presente no leite de vaca. “A soja é uma proteína de difícil digestão, por isso, pode causar alergias alimentares em crianças menores de dois anos, que têm um sistema digestivo imaturo”, afirma a nutricionista Santhi Karavias, do projeto Lancheira Saudável, em São Paulo. Alguns especialistas até questionam o nome “leite”, já que ele não oferece os mesmos nutrientes, como os aminoácidos e o cálcio. Se o seu filho tem intolerância à lactose, você já encontra bebidas com adição de cálcio. Também vale substituir por leite de arroz, amêndoa e de cabra. Além disso, a soja no Brasil é quase toda proveniente de soja transgênica, que conforme estudos pode causar diversos problemas a saúde, como alergias, esterilidade, alteração na formação de órgãos, doenças hematológicas e cânceres, por exemplo.
  • Bisnaguinha. Ela é molinha e fofinha graças a muuuita gordura hidrogenada! Esse tipo de pão é feito de farinha branca e açúcar, ou seja, tem poucos nutrientes e nada de fibras. Não faz mal oferecê-lo uma vez por semana, mas, nos outros dias, opte pela versão integral ou de fôrma, recheando com requeijão ou até geleia, contanto que seja sem açúcar. Os pães de padaria ou feitos em casa, naquelas panificadoras portáteis, também são ótimos substitutos, pois têm menos conservantes. Outra opção rápida e saudável: minipizza de pão sírio! Chame seu filho para ajudar você a montar essa delícia com muçarela de búfala, queijo prato ou queijo branco, tomate – pode ser o cereja, que as crianças adoram – e algumas folhinhas de manjericão fresco. Aí, é só colocar no forno em fogo baixo por 15 minutos e se deliciar.
  • Frozen yogurt. Eles parecem saudáveis por conta do iogurte, que tem pouca gordura e é fonte de cálcio. Realmente são uma boa opção, mas só se a marca de frozen usar iogurte de verdade em sua formulação. “Esse ingrediente é bom porque é natural e não tem aromatizante”, explica Santhi Karavias, do projeto Lancheira Saudável (SP). Em 2011, o Proteste analisou oito lojas e constatou que apenas uma usava mesmo a bebida láctea, enquanto as outras misturavam sorvete comum ou à base de iogurte. “Esses últimos têm gordura saturada e trans, que aumentam o colesterol ruim e ainda diminuem o bom”, completa Santhi. Para se proteger dos “falsos”, analise o rótulo (quando tiver) e pergunte a porcentagem de gordura (quanto mais próxima de zero, melhor). Ah, e controle as coberturas escolhidas pelo seu filho, que costumam ser uma bomba calórica.
  • Cereal matinal. Já reparou no que sobra no saquinho quando acaba o cereal do seu filho? Açúcar puro. Pode ser uma boa fonte de energia, já que cada grão do cereal é um grão de milho, mas só. “É possível conseguir a mesma quantidade de carboidratos em outros alimentos, como pão integral e mingau”, explica a nutricionista Priscila Maximino, da Nutrociência, que presta assessoria nutricional, em São Paulo. Há, no entanto, opções sem açúcar (em geral, destinadas aos adultos). Você pode adicionar uma fruta, como banana ou morango, para deixar a mistura mais docinha. Depois que seu filho tiver um ano, também dá para usar mel. Se quiser usar açúcar mesmo, prefira o cristal (uma colher de chá basta), que é menos processado do que o refinado. A mesma questão dos diversos problemas a saúde da soja transgênica vale para o milho, que é quase todo transgênico no Brasil.
  • Empanados de frango. Parece carne de frango, mas o empanado é o que os nutricionistas chamam de compensado, uma mistura de ingredientes nada nutritivos, como partes de frango, pele, farinha e leite em pó. Então, mesmo que você faça assado em vez de frito, ele não é saudável. Para piorar, o que dá gosto à mistura é o glutamato monossódico. “A substância realça o sabor e interfere no paladar da criança, deixando a papila gustativa acostumada a esse tipo de alimento”, conta a nutricionista funcional Gabriela Maia, do Rio de Janeiro. Muitas vezes o empanado industrializado é usado como substituto da carne de boi ou de frango, que são proteínas completas. Só que eles não são equivalentes. Uma opção é fazê-lo em casa. Não tem tempo? Então, para suprir a quantidade de proteínas da carne, que tal cozinhar cerca de quatro ovos de codorna? O preparo vai levar os mesmos cinco a dez minutos.
  • Produtos light e diet. Se você tinha a impressão de que poderia consumi-los sem restrições, esqueça! Para crianças, os diet e os light são indicados apenas em casos de doenças como obesidade e diabetes. Achar que eles podem ser servidos à vontade, já que têm menos açúcar e gordura, é um erro. “Isso porque o fabricante adiciona sódio para manter o sabor. Então, melhor ingerir uma quantidade menor da versão tradicional do que o dobro da light”, orienta Virginia Weffort, nutróloga do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). E a criança precisa de energia para crescer, então não é indicado tirar totalmente o açúcar da dieta – lembrando que ele é encontrado em vários alimentos, como frutas e massas.