quinta-feira, abril 09, 2015

8 duvidas frequentes e que todos deveriam saber sobre as magrelas

1- É perigoso andar de bicicleta na cidade?
Infelizmente, temos que responder que sim. Hoje ainda é mais perigoso do que deveria ser, mas também é menos perigoso do que muita gente acha. Seguindo as regras de trânsito e também algumas dicas de segurança, fica mais seguro andar de bicicleta na cidade. Não deixe o medo te atrapalhar.

2- Capacete é obrigatório?
Não. No Brasil e na maioria dos países capacete não é item obrigatório para se andar de bicicleta. No artigo 105 do Código Brasileiro de Trânsito, ele nem é mencionado. Apenas é obrigatório a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais e espelho retrovisor do lado esquerdo. Porém é um item recomendável para ciclistas iniciantes e uma opção pessoal para ciclistas experientes.



3- Bicicleta deve andar na calçada?
Não. Na verdade bicicleta não pode andar na calçada. É proibido! Segundo o Art. 59. do Código de Trânsito: Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios. Porém devido a falta de infraestrutura cicloviária, sabemos que muitas pessoas tem medo de andar nas ruas junto aos carros. Nesses casos acreditamos que, apesar de proibido, é possível sim compartilhar as calçadas desde que seja feito em uma baixa velocidade respeitando os pedestres.


4- O ciclista deve pedalar no cantinho da rua para não atrapalhar o trânsito? 
O ciclista deve ocupar a faixa de rolamento? Sim. O Código Brasileiro de Trânsito diz no Art. 58: Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores. Não há uma definição clara sobre o que é o Bordo da Pista. Por isso podemos considerar que é a delimitação da faixa destinada à circulação de veículos. Veja mais sobre o porquê é importante o ciclista ocupar a faixa.

5- Tem ruas que é proibido andar de bicicleta?
Na verdade todas ruas e avenidas são cicláveis. Segundo o Código Brasileiro de Trânsito, bicicletas apenas são proibidas de transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias. É considerada via de acesso rápido aquela caracterizada por acessos especiais com trânsito livre, sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível. Como, por exemplo, a Av. 23 de maio e as pistas expressas da Marginal Tietê.
Pode levar bicicleta no metrô?  Mais ou menos. Em São Paulo, é permitida a entrada de bicicleta no metrô e CPTM apenas após as 20h30 nos dias de semana, a partir das 14h no sábado e o dia todo no domingo. Veja mais sobre: Bicicleta no metrô.


6- Pode andar de bicicleta no corredor de ônibus?
Sim. O secretário municipal dos Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, afirmou ao Estadão em 17 de setembro que ciclistas devem circular pela faixa da direita, mesmo em locais onde ela tenha se tornado exclusiva para os ônibus. Veja mais sobre: 
Ciclista deve usar faixa direita mesmo sendo dos ônibus, afirma presidente da CET-SP

7- Os lugares de grande fluxo devem ter bicicletários?
Em São Paulo e outras cidades existe leis que dizem ser obrigatório bicicletário em lugares de grande fluxo de pessoas como metrô, terminais de ônibus, estabelecimentos comerciais, espaços públicos e até condomínios residenciais.


8- Estabelecimentos com bicicletário não se responsabilizam pela bicicleta?
Apesar de muitos colocarem avisos sobre não se responsabilizar. Estabelecimentos que disponibilizam lugar para parar bicicletas, mesmo que de graça, se responsabilizam sim por ela. “O estabelecimento comercial tem o dever de guarda e vigilância sobre os veículos ali estacionados, respondendo, por indenização em caso de furto ou roubo. A instituição que oferece estacionamento a seus usuários, ainda que de forma gratuita, assume o dever de guarda sobre o veículo, devendo, pois, responder por eventual furto ou roubo ocasionado.”




Fonte Blog do Ciclista

segunda-feira, abril 06, 2015

Garoto de 15 anos incentiva a produção organisca e local

Com apenas oito anos de idade, Birke Baehr já defendia o consumo consciente de alimentos e a produção orgânica local. O norte-americano foi o participante mais jovem do TEDxNextGeneretion, que destaca projetos inovadores de adolescentes para atingir o grande sonho de mudar o mundo.

Seu discurso enfatiza os problemas do modelo atual da produção de alimentos e encoraja as pessoas a ‘pensar localmente, optar por orgânicos e conhecer o fazendeiro fornecedor para saber a procedência da sua comida’.

Para espalhar suas palavras e convicções, o pequeno foi além das palestras: escreveu o livro infantil ‘Birke na Fazenda’, que conta a história de um menino em busca de comida de verdade.

No futuro pretende se tornar um agricultor orgânico, pois acredita que assim poderá causar mais impacto do que como um jogador de futebol, por exemplo. Aos poucos. É assim que Birke acredita poder mudar o mundo.

Assista , abaixo, ao vídeo do menino no TEDxNextGeneration e inspire-se!


Seis materiais de construção que reduzem o desperdício de energia

O desperdício de energia costuma fugir do controle. Apesar da conscientização ter gerado novos hábitos, como evitar ficar com a luz acessa, aproveitar a luz solar ou não deixar equipamentos eletrônicos ligados o tempo todo, uma hora ou outra, sempre acabamos esquecendo de algo. Pensando nisso, o ramo da construção sustentável busca diminuir a necessidade dos gastos energéticos tanto no período de obras como no dia a dia. Através da utilização de materiais de maior eficiência, as construções consomem menos energia e favorecem uma menor utilização de eletrodomésticos, como aquecedores ou aparelhos de ar condicionado. 

1. Iluminação LEDDiferentemente das lâmpadas incandescentes, as lâmpadas LED consomem menos energia para funcionar, tem maior duração (vida útil) e não esquentam tanto. Desse modo, essas lâmpadas não incorrem em risco de incêndio caso instaladas perto de armários de cozinha, por exemplo. Apesar de custar um pouco mais, hoje em dia a iluminação LED é amplamente utilizada para diminuir os gastos energéticos decorrentes da necessidade da luz.

2. Fibra de vidro
Como isolante térmico, a fibra de vidro é um dos materiais com a maior eficiência energética do mercado. A substituição de portas de madeira por portas de 
fibra de vidro, por exemplo, tem uma eficiência energética cinco vezes maior ao manter a temperatura necessária à casa, impedindo que o calor saia.

3. Insulated concrete forms - ICF
O ICF é a redução na utilização do concreto. Outros materiais como a 
fibra de vidro ou o isopor são misturados ao concreto e permitem não só a diminuição dos custos energéticos da construção - prédios com essa técnica diminuiu o custo energético das obras em 20% - como também finalizações em tempo recorde. Além disso, a característica de isolante térmico desses materiais mantém uma estrutura de confortável temperatura interna sem a necessidade de outros gastos energéticos com aparelhos de controle de temperatura ambiente.

4. Telhados frios
Telhados escuros absorvem mais calor e, consequentemente, esquentam as construções. Já aqueles com cores mais próximas do branco refletem a luz solar e impedem que a temperatura da casa ou prédio aumente. Assim, o uso de ar condicionado, por exemplo, pode não se tornar tão necessário. Ainda, na falta de possibilidade de mudança da cor do telhado, alguns produtos que funcionam como isolantes térmicos ainda podem ser utilizados.

5. Janelas de baixa emissividade
As chamadas janelas LOW-E, tratadas com óxido metálico, resistem à perda de calor durante o inverno e ganham calor durante o verão. Mesmo sendo de 10% a 15% mais caras que as janelas tradicionais, as janelas de baixa emissividade impedem que o calor saia e ajudam no controle interno de temperatura. Gastos energéticos com aquecedores podem ser, portanto, mitigados.

6. Pedras nas paredes externas
A utilização de pedras nas paredes externas das casas também contribuem para um resfriamento e controle de temperatura. As pedras têm uma alta capacidade de isolamento térmico e são de fácil instalação. Assim, os custos de trabalho são reduzidos ao passo que se garante isolamento térmico por anos. Além disso, não há como negar que tais instalações podem servir como bonitas decorações.

Taduzido do texto original em: Greener Ideal

Receitas de Defensivos Naturais

DEFENSIVO DE SAL E VINAGRE
INDICAÇÕES: combate pulgões, lagartas do repolho, lesma, caramujos e mosca branca.

INGREDIENTES:
  • sal – 100 g
  • Vinagre – 380 ml
  • Água – 19 litros
  • Sabão de coco – 100 g
  • Misturar todos os ingredientes e pulverizar as plantas atacadas.

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DEFENSIVO COM ÁGUA DE SABÃO

FUNÇÃO: O sabão serve para repelir os insetos como pulgão, cochonilhas e lagartas.

INGREDIENTES:
  • sabão de coco – 1 Kg (5 barras – 200 g)
  • Água – 5 litros
  • Lacere 1 Kg ou (5 barras – 200 g) do sabão para desmanchar em 5 litros de água quente mexendo bem. Aplicação: acrescentar 15 litros de água. Pulverizar esta mistura imediatamente sobre as plantas.
ISCAS PARA MOSCA-DAS-FRUTAS
FUNÇÃO: atrair as moscas e evitar que coloquem ovos, diminuindo, assim o nível de infestação de brocas nas frutas.
  • vinagre – 1 colher pequena
  • Açúcar mascavo, mel ou suco de frutas – 700 g.
  • Água – 10 litros
  • Misturar os ingredientes. Em uma garrafa plástica fazer 4 furos (um de cada lado) de 2 cm cada na parte mais alta da mesma. Enchê-la até o meio com a mistura. Aplicação: pendurar os frascos nas árvores a mais ou menos 1 metro e meio de altura, sempre do lado que o sol nasce. Distribuir os frascos pelo pomar mais ou menos 2 frascos por planta. Trocar duas vezes por semana.
DEFENSIVO DE ÁGUA COM CINZA

FUNÇÃO: A cinza originada da queima de madeira ou lenha contém potássio e outros minerais, que além de fertilizante serve como repelente de pragas.

RECEITA 1:
  • controle de lagartas e vaquinhas.
  • Cinza de madeira – 9 copos
  • Cal virgem – 9 copos
  • Água – 18 litros
  • A cinza deve ser colocada em água, deixando repousar por, pelo menos, 24 horas. Em seguida, misturada com a cal virgem e coada. Pulverizar sobre as plantas.
RECEITA 2: controle de insetos sugadores e larva minadora.
  • Cinza de madeira – 9 coposÁgua – 18 litros
  • Querosene – 300 ml
  • Misturar a cinza a água e deixar descansar por 24 horas. Coar e acrescentar 300 ml de querosene. Misturar e pulverizar sobre as plantas.
RECEITA 3:
  • controle de lagartas e pulgões.
  • Cinza de madeira – 2 kg
  • Água – 10 litros
  • Deixar a mistura descansar por 1 dia. Depois de pronto coar e pulverizar sobre as plantas.
DEFENSIVO DE FUMO

RECEITA 1: 
controle de pulgões, cochonilhas e grilos.
  • Fumo – 2 pacotes
  • Água – 0,5 litro
  • Colocar o fumo de molho na água durante um dia. No momento de pulverizar as plantas utilizar a dosagem de 500 ml do preparo para 20 litros de água no pulverizador.
RECEITA 2: controle pulgões, lagartas, percevejos e mariposas.
  • Fumo – 5 cm de fumo de corda
  • Álcool – 1 litro
  • Água – 1 litro
  • Picar o fumo, juntar a água e o álcool deixar curtir por 24 horas (um dia). Diluir 1 litro da mistura para 20 litros de água.
RECEITA 3: para controle de pulgões, cochonilhas e grilos.
  • fumo de corda – 15 a 20 cm
  • Água – 1 litro
  • Coloque o fumo em corda deixando de molho durante 24 h. Aplicação: coar, e para cada 19 litros da água, use 500 ml do produto.
RECEITA 4: controle de lagartas e pulgões em plantas frutíferas e hortaliças.
  • fumo de corda – 100 g
  • Álcool – 1 litro
  • Sabão de coco – 100 g
  • Misture 100 g de fumo em corda cortado em pedacinhos com 1 litro de álcool. Junte 100 g de sabão e deixe curtir por 2 dias. Aplicação: para pulverizar plantas utilize 1 copo do produto em 15 litros de água.
RECEITA 5: controle de vaquinhas, pulgões, cochonilhas, lagartas.
  • fumo de corda – 10 e 15 cm
  • Álcool – 500 ml
  • Água – 500 ml
  • Sabão de coco – 100 g
  • Corte o fumo em pequenos pedaços e junte a água e o álcool. Misture em um recipiente deixando curtir durante 15 dias. Decorrido esse tempo, dissolva o sabão em 10 litros de água e junte com a mistura já curtida de fumo e álcool. Aplicação: pode ser aplicado com pulverizador ou regador.
RECEITA 6: controle de pulgões, vaquinhas, cochonilhas.
  • querosene – 100 ml
  • Sabão em pó – 3 colheres (sopa)
  • Fumo – 1 litro de calda
  • Água – 10 litros
  • Para o preparo da água de fumo coloque 20 g de fumo de corda e picado em 1 litro de água, fervendo essa mistura durante 30 minutos. Após, côa-la em pano fino, adicione 3-4 litros de água limpa e utilize o produto obtido no mesmo dia. Em seguida, aqueça 10 litros de água e junte os 100 ml de querosene e as 3 colheres (sopa) de sabão em pó. Deixe resfriar em temperatura ambiente e adicione então 1 litro de calda de fumo.
RECEITA 7: controle de pulgões, lagartas e trips.
  • Folhas de fumo – 1 kg
  • Água – 15 litros
  • Juntar as folhas de fumo e os 15 litros de água por 24 h. Preparo: a solução é coada e adicionada em um pouco de sabão. Aplicação: pulverizar conforme a receita acima ou no solo na forma de pó feito com folhas secas ou pedaços de folhas colocadas no chão em cobertura.
RECEITA 8: controlar brocas em arvores frutíferas.
  • fumo picado – 100 g
  • Água – 2 litros
  • Ferver o fumo na água por 20 minutos. Juntar este extrato com pasta sulfocálcica e pincelar sobre os furos das brocas.
  • Obs.: – Não usar no tomate e batata;
  • – Os preparos que somente utiliza água devem ser utilizados no mesmo dia, o produto perde o efeito se guardado por mais de 8 horas;
  • – Somente 3 dias após a aplicação do fumo deve-se fazer a colheita;
  • – Os preparos feitos à base de álcool podem ser armazenados desde que protegidos à luz solar com jornal etc. (duram até 6 meses).
DEFENSIVO DE SAMAMBAIA

FUNÇÃO: Controlar pulgões e lagartas em hortas e lavouras. Esta samambaia é planta típica de solos ácidas facilmente encontradas em potreiros e áreas de pousio.
  • 500 gramas de folhas frescas de samambaia
  • 2 litros de água
  • PREPARO: Colocar as folhas na água, levar ao fogo para ferver durante 30 minutos. Após isto, deixar descansar durante 24 horas. Aplicação: misturar 1 litro deste líquido para cada 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas, usando pulverizador ou regador.
DEFENSIVO DE SABÃO E ÓLEO MINERAL

FUNÇÃO: controle de cochonilha, pulgões, lagartas e outros insetos.
  • sabão de coco – 200 gramas
  • Óleo mineral – meio litro
  • Água – meio litro
  • Derreter o sabão na água quente e depois misturar ao óleo mineral. Aplicação: depois de pronto, usar 200 ml (copinho americano) da mistura em 20 litros de água, pulverizar as plantas. Repetir a pulverização a cada 15 dias.
DEFENSIVO DE ÓLEO DIESEL E SABÃO
FUNÇÃO: usado no controle de cochonilhas e pulgões.
  • óleo diesel – 200 ml
  • Sabão de coco – 3 barras de 200 g
  • Água – 3 litros
  • Derreter o sabão na água quente e depois misturar ao óleo diesel. Aplicação: misturar o produto em 16 litros de água e pulverizar.
DEFENSIVO DE URTIGA
FUNÇÃO: serve como repelente para pulgões e lagartas em qualquer planta. Também como fortificante (dar força à planta).
  • folhas da urtiga frescas – 500 g
  • Água – 1 litro
  • Colocar as 500 g de folhas frescas dentro de uma vasilha com 1 litro de água, esmagar bem e deixar descansar durante 2 dias. Aplicação: depois retirar a urtiga, colocar a solução em 10 litros de água e regar as plantas a cada 15 dias ou, em menores espaços de tempo, quando necessário.
Obs.: Trata-se da urtiga verdadeira que tem as folhas pequenas e tem uma substância que causa irritação. Ao colher a urtiga proteger às mãos com sacos plásticos, porque a planta provoca irritação na pele.

DEFENSIVO DE MANIPUEIRA
FUNÇÃO: combate formigas e nematóides.
FORMIGAS: coloca-se manipueira de mandioca diretamente no formigueiro.
NEMATÓDES: pulverizar as áreas atingidas com a manipueira pura.

DEFENSIVO DE URINA DE VACA
FUNÇÃO: controle de lagartas, formigas, cascudos, pulgões, cochonilhas e previne o ataque de algumas doenças.
  • urina de vaca – 500 ml
  • Água – 20 litros
  • Coletar a urina, colocar em recipiente plástico fechado durante 3 dias, tempo necessário para que a uréia se transforme em amônia. Aplicação: diluir a urina na proporção de 200 ml de urina para 20 litros de água e pulverizar as plantas atingidas.
Obs.: – este produto deve ser aplicado de 15 em 15 dias;
– Na alface o produto deve ser aplicado no solo e não sobre a planta.

DEFENSIVO DE ANGICO PRETO

  • angico – 1 kg folhas de angico preto
  • Água – 10 litros
  • Macerar as folhas do angico e misturar a água, deixar curtir por 10 dias, completado esse período, coar e engarrafar para guardar, em local escuro de preferência enrolar com um pano.
RECEITA 1: controle de lagartas, vaquinhas e besouros.
  • Diluir 1 litro do produto para cada 10 litros de água. E pulverizar as plantas.
RECEITA 2: controle de formigas e cupins.
  • Coloca-se puro, com regador ou pulverizador.
DEFENSIVO DE ALHO

RECEITA 1: controle de pulgões, cochonilhas e ácaros.
  • Alho – 200 g
  • Água – 20 litros
  • Esmagar o alho e adicionar a água, coar e usar.
RECEITA 2: controle de fungos, bactérias, míldio e ferrugem.
  • Alho – 1 kgÁgua – 5 litros
  • Sabão – 100 g
  • Óleo mineral – 20 colheres de sopa
Os dentes de alho devem ser moídos e deixados repousar por 24 h, em 20 colheres de sopa de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolve-se 100 g de sabão de coco (picado) em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho. Antes de usar, é aconselhável filtrar e diluir a mistura em 15 litros de água. As concentrações variam de acordo com o tipo de pragas que se quer combater.
Obs.: – Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 h não deixa cheiro nos produtos agrícolas.

DEFENSIVO DE NIM
INDICAÇÕES: mosca branca, pulgões, lagartas, cochonilhas, ácaros, besouros, gafanhotos, nematóides, fungos, trips.

RECEITA 1:
  • Sementes secas e moídas – 200 g
  • Água – 200 ml
  • Sabão de coco – 5 g (1 colher de sopa)
  • Colocar as sementes moídas em um saco de pano, amarrar e colocar na água. Depois de 12 h espremer e dissolver o sabão neste extrato. Misturar bem e acrescentar água para obter 20 litros do preparo. Aplicar sobre as plantas infestadas, imediatamente após o preparo.
RECEITA 2:
  • Folhas verdes ou frutos inteiros – 2 kg
  • Água – 15 litros
  • Bater no liquidificador as folhas ou frutos do Nim com um pouco de água. Deixar descansando por uma noite com um pouco mais de água. Antes de aplicar, filtrar e diluir com água para obter 15 litros do preparado. Pode ser armazenado em frasco em local escuro por 3 dias.
RECEITA 3:
  • Folhas verdes – 250 g
  • Água – 2 litros
  • Pilar bem as folhas verdes. Adicionar 2 litros de água. Deixar em repouso num local escuro por 12 h. Coar, diluir em 19 litros de água e usar. Pode ser armazenado em frasco em local escuro por 3 dias.
RECEITA 4:
  • Óleo de Nim – 0,5% (100 ml em 20 litros de água)
  • Pulverizar sobre a folhagem e frutos.
DEFENSIVO DE CRAVO DE DEFUNTO

RECEITA 1:
  • controlar os nematóides (vermes do solo), nas plantas de horta e como repelente de insetos.
  • INGREDIENTES: ramos e folhas – 100 g
  • Álcool – 1 litros
  • Plantar em forma de bordadura ao redor da horta. Esta prática usada durante 3 a 4 meses reduz 90% da infestação de nematóides.
  • Pegar 100 g de ramos e folhas, picar bem miudinho. Deixar repousar em 1 litro de álcool por 24 horas. Aplicação: Antes de aplicar, filtrar. Pulverizar sobre os insetos usando 1 litro desse defensivo em 10 litro da água.
RECEITA 2: combate a pulgões, ácaros e algumas lagartas.
  • talo e folhas – 1 kg
  • Água – 10 litros
  • Misturar 1 kg de folhas e/ ou talo de cravo de defunto. Levar ao fogo e deixar ferver durante meia hora ou então deixar de molho (picado) por dois dias. Aplicação: coar o caldo obtido e pulverizar as plantas atacadas.
RECEITA 3:
  • repelente de insetos e nematóides
  • folhas e talos de cravo de defunto – 200 g
  • Álcool – 1 litro
  • Macerar e misturar as folhas e talos com álcool por 12 h. Diluir este preparo em 19 litros de água. Coar e pulverizar o preparo sobre as plantas.
DEFENSIVO DE PIMENTA VERMELHA (MALAGUETA)
INDICAÇÕES: pode ser empregada como um defensivo natural em pequenas hortas e pomares. Tem boa eficiência quando concentrada e misturada com outros defensivos naturais, no combate a pulgões, vaquinhas, grilos e lagartas. Obedecer a um período de carência mínima de 12 dias da colheita, para evitar obter frutos com fortes odores.

RECEITA 1:
  • fumo de corda picado – 50 g
  • Pimenta vermelha (malagueta) – um punhado
  • Álcool – 1 litro
  • Sabão em pó – 250 g
  • Dentro de 1 litro de álcool, coloque o fumo e a pimenta, deixando essa mistura curtir durante 7 dias. Para usar essa solução, dilua o conteúdo em 10 litros de água contendo 250 g de sabão em pó dissolva ou então, detergente, de modo que o defensivo grude nas folhas e nos frutos.
RECEITA 2:
  • pimenta vermelha (malagueta) – 1,250 g
  • Água – 500 ml
  • Sabão de coco ou em pó – 12 colheres (sopa)
  • Bater as pimentas em um liquidificador com 500 ml de água até a maceração total. Coar o preparado e misturar com 12 colheres (sopa) de sabão de coco ou em pó, acrescentar então os 10 litros de água, pulverizar sobre as plantas.
Obs.: No caso de hortaliças e plantas medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita.

DEFENSIVO DE PIMENTA-DO-REINO
FUNÇÕES: combate de pulgões, ácaros e cochonilhas.

  • pimenta-do-reino (moída) – 100 g
  • Sabão de coco – 60 g
  • Álcool – 1 litro
  • Água – 1 litro
  • Deixar a pimenta-do-reino no álcool durante 7 dias. Dissolver o sabão na água fervente. Retirar do fogo e juntar as duas misturas. Utilizar um copo cheio para cada 10 litros de água, fazendo 3 pulverizações, com intervalo de 3 dias entre elas.
DEFENSIVO DE PRIMAVERA, MARAVILHA OU BULGAVILLE.
FUNÇÕES: vírus do tomateiro (vira-cabeça), viroses do feijoeiro.
  • Folhas de primavera (rosa ou roxa) – 1 litro
  • Água – 1 litro
  • Juntar as folhas com a água e bater no liquidificador. Coar em pano fino e diluir em 19 litros de água. Pulverizar imediatamente em horas frescas do dia. Não pode ser armazenado. Aplicar 2 vezes por semana a partir de 10 dias de germinação até o início da frutificação.
DEFENSIVO DE TIMBÓ
FUNÇÕES: combate pulgões, certas lagartas, trips (raspador) e alguns ácaros.

RECEITA 1:
  • raízes de timbó com diâmetro de 1 cm – 100 g
  • Água- 10 litros
  • Sabão de coco – 50 g
  • Misturar as raízes de timbó, lavadas em pedaços ou transformadas em pó, com a água e o sabão e deixar descansar por 24 h, filtrar e pulverizar sobre as plantas.
RECEITA 2:
  • raízes de timbó – 500 g
  • Acetona ou álcool – 2 copos e meio
  • Pegar as 500 g de raízes de timbó, picar em pedaços finos e deixar secar a sombra por 3 a 4 dias. Depois de secas pegar estes pedacinhos e triturar (pode ser usado forrageiro) de forma que fique semelhante à serragem, colocar num vidro com tampa e acrescentar os 2 copos e meio de acetona ou álcool (etanol). Tampar bem e deixar descansar por 24 h. Aplicação: antes de usar, filtrar o produto com um pano fino. Usar 100 ml de produto para 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas.
RECEITA 3: 
  • macerar as raízes em água, o que resulta em líquido leitoso, que é pulverizado sobre as plantas. Aplicação: 200 ml do líquido para 19 litros de água.
DEFENSIVO DE CEBOLA (Allium cepa) E ALHO (Allium salivumI)
FUNÇÃO: controlar pulgões em cebola, beterraba e feijão.

  • cebolas – 3 médias
  • Alho – 3 dentes
  • Água – 10 litros
  • Moer ou triturar a cebola e o alho, misturar bem em 5 litros de água, espremer bem para sair todo suco, coar e misturar ao restante da água. Aplicação: coar e pulverizar sobre as plantas 1 vez por semana.
DEFENSIVO DE EXTRATO DE PIMENTA DO REINO COM ALHO E SABÃO
FUNÇÃO: controlar pragas das solanáceas (batata inglesa, berinjela, pimentão, tomate), mas também pragas de flores, hortaliças, frutíferas, grãos e cereais.
  • pimenta do reino (moída) – 100 g
  • Álcool – 2 litros
  • Alho – 100 g
  • Sabão de coco – 50 g
  • Pegar as 100 g de pimenta, juntar a 1 litro de álcool em vidro ou garrafa, com tampa. Deixar em repouso por uma semana. Triturar as 100 g de alho e juntar a 1 litro de álcool em vidro ou garrafa, com tampa. Deixar em repouso por uma semana. Aplicação: na hora de usar, dissolver as 50 g de sabão em 1 litro de água quente, pegar um copo de extrato de alho, misturar bem e colocar no pulverizador com 10 litros de água. Agitar bem a mistura e completar com o restante de água, ou seja, até completar 20 litros.
Obs.: dar carência (intervalo) de 5 dias entre a pulverização e a colheita. Pulverizar nas horas mais frescas do dia e usando roupas de proteção.

DEFENSIVO DE EXTRATO DE PIMENTA DO REINO, PIMENTA MALAGUETA, PIMENTA CUMARI E ALHO.
FUNÇÃO: combate pulgão, vaquinha e bicho minador.
  • pinga – 2 litros
  • Alho – 200 g
  • Pimenta do reino – 50 g
  • Pimenta malagueta – 50 g
  • Pimenta cumari – 50 g
  • O alho é amassado e vai para o galão com casca e tudo. A pimenta malagueta é cortada, a cumari, amassada e a pimenta-do-reino, moída. A pinga vai logo depois, colocando em poucas proporções e sempre chacoalhando toda a mistura, terminado os 2 litros de pinga, a calda vai ficar 20 dias no mínimo. Quanto mais tempo ficar melhor. Aplicação: da solução, vão 20 g de açúcar mascavo, o que corresponde a uma colher de sopa bem cheia. 10 litros de água, 50 ml da calda, o que dá 3 colheres de sopa e meia do produto, e 35 ml, ou 2 colheres de sopa e meia, de vinagre.
Fonte: Portal CERAC

domingo, abril 05, 2015

Dica Culinária - Hambúrguer de Arroz e Cenoura (Glúten free)


INGREDIENTES
  • 2 xícaras de arroz cozido ou sobras de risoto
  • 1 xícara de cenoura ralada bem fina (pode ser processada)
  • 1 cebola pequena (eu usei roxa porque era o que tinha)
  • 1/4 xícara de salsinha picada
  • 2 colheres de sopa de Nutritional Yeast (opcional)
  • 1 colher de sopa de molho shoyo (opcional)
  • 1 colher de sopa de salsinha desidratada ou orégano
  • 1/4 de xícara de farinha de grão de bico ou outra sem glúten
  • óleo vegetal para untar a assadeira
  • sal e pimenta a seu gosto
PREPARO
  • Em uma vasilha misture os ingredientes e coloque por ultimo a farinha. Pode usar qualquer tipo de farinha sem glúten. Eu usei de grão de bico porque era o que tinha em casa. Caso você preferir pode usar farinha de trigo integral ou branca na mesma quantidade indicada na receita.
  • O ponto ideal para modelar os hambúrgueres é quando não grudar mais na mão. Caso seja necessário coloque um pouco mais de farinha para conseguir modelar mais facilmente.
  • Faça bolas do tamanho que desejar e modele os hambúrgueres com a mão. Coloque em uma assadeira untada com óleo. 
  • Leve ao forno pré-aquecido para assar em uma temperatura de 180C por mais ou menos 30 minutos ou até que esteja dourado.
  • Na metade do processo, vire os hambúrgueres com o auxilio de uma espátula para que fique assado por igual dos dois lados.
  • Pronto, e só servir esta delicia como preferir. Eu servi com um pratão de salada. Se quiser montar o seu hambúrguer com pão, alface, tomate e cebola roxa em rodelas, pepino, abacate, maionese, ketchup.... Fica simplesmente maravilhoso. 
Referencia: Blog Veganana

quinta-feira, abril 02, 2015

Crise hídrica: obras de anel rodoviário de R$ 6,8 bi afetam rios e nascentes em SP

Promotores do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) suspeitam de falhas em licenças ambientais relacionadas a um túnel que desabou em dezembro no Trecho Norte do Rodoanel  rodovia de 44 quilômetros, orçada em R$ 6,8 bilhões, que cruza áreas de preservação ambiental na Serra da Cantareira. Por meio de blogs, redes sociais e vídeos no YouTube, a população local alega que mais de 100 nascentes teriam sido soterradas durante a construção da rodovia. Entre pilares de concreto, aterros e túneis, a reportagem flagrou um vazamento em uma nascente desviada pela construção, além de acúmulo de sedimentos no fundo de córregos. À BBC Brasil, a Secretaria de Transportes do governo paulista negou soterramentos e reconheceu "efeitos temporários" sobre as águas, que não fazem parte do Sistema Cantareira e desembocam atualmente no rio Tietê.

Montagem mostra rio desviado por aterro construído para pistas do Rodoanel em área de preservação (Foto: Ricardo Senra/BBC Brasil)
"Vira esgoto e poderia ajudar no abastecimento da cidade", reclamam moradores do Horto Florestal, bairro vizinho à construção. A administração de Geraldo Alckmin diz que trabalha para "reduzir ao máximo o impacto residual da obra" ─ que seria inaugurada neste ano mas foi adiada para o primeiro semestre de 2017.  Em entrevista à BBC Brasil, Laurence Casagrande, presidente da Dersa (empresa de desenvolvimento rodoviário do governo estadual), defendeu o empreendimento e afirmou que todas as investigações anteriores do MP foram julgadas improcedentes pela Justiça paulista. Responsabilidade do governo de São Paulo, a obra tem apoio financeiro do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal. Licenciado pela companhia de saneamento estadual Cetesb e aprovado pelo Ibama, o trecho final do anel rodoviário não tem efeitos diretos sobre os reservatórios do sistema Cantareira mas recebe críticas por seu impacto na bacia hidrográfica da região.

Imagem das obras no lote 5 do Rodoanel Norte - cronograma para término das obras, agora marcado para o primeiro semestre de 2017, foi alterado pela quarta vez (Foto: Ricardo Senra/BBC Brasil)
"A cada 50 metros existe uma pequena nascente ali. A obra corta, e corta muito, os mananciais da serra", diz o ambientalista Carlos Bocuhy, membro do Conselho Nacional de Meio Ambiente, em Brasília. O presidente da Dersa, responsável pela obra, recebeu a reportagem da BBC Brasil em seu gabinete, no 10º andar de um edifício na zona sul da cidade. Laurence Casagrande diz que a "Justiça comprovou a regularidade do Rodoanel" e que discorda dos efeitos apontados pelo MP e por entidades de defesa ambiental.

Obra do Rodoanel Norte está orçada em R$ 6,8 bilhões - construção do Rodoanel completo é tocada pelo governo de São Paulo há 17 anos (Foto: Ricardo Senra/BBC Brasil)
"Esta obra é exemplo internacional em preservação", diz, em frente a um cartaz do empreendimento. "Não estou dizendo que existe, mas se houver um soterramento de nascente, essa água vai sair por algum lugar. Deixar isso acontecer poderia prejudicar a própria obra." O executivo ressalta o legado da rodovia. "Vai haver alguma modificação? Sim, vai haver modificação. Ficará tudo igual ao que era antes? Não, não vai ser tudo exatamente igual. Mas entende-se que os benefícios que a obra traz compensam esses pequenos impactos, mesmo aqueles que permaneçam", afirma Casagrande. O trecho norte completa o projeto "Rodoanel Mário Covas", autoestrada de 177 quilômetros, cuja construção começou em 1998 para aliviar o trânsito nas avenidas marginais que cruzam a cidade. Segundo a Dersa, depois de pronta, a via em construção poderá retirar até 17 mil caminhões que circulam todos os dias pela marginal Tietê.
O geólogo Antônio Manuel dos Santos Oliveira, coordenador do Laboratório de Análise Geoambiental da Universidade de Guarulhos - cidade atravessada por 53% do Trecho Norte do Rodoanel -, no entanto, afirma que, diante da crise hídrica, todas as fontes de água disponíveis deveriam ser aproveitadas. "Hoje em dia cada gota d'água conta, não? Se é recomendado que fechemos a torneira para escovar os dentes, seria bom que estes pequenos recursos fossem privilegiados ao invés de sofrer com os impactos de uma obra como esta", diz. Entre as possibilidades de uso dos rios afetados pela obra estaria a redistribuição do sistema de abastecimento em pequenos reservatórios regionais. A iniciativa, segundo ambientalistas, poderia aliviar o sistema Cantareira (hoje com 19% de sua capacidade máxima) e permitir diversidade de fontes hídricas em tempos de seca.
Governo do estado de São Paulo afirma que o traçado escolhido para o trecho "não prejudica mananciais de abastecimento" (Foto: Ricardo Senra/BBC Brasil)
Junto a moradores da região e à Dersa, a reportagem da BBC Brasil visitou diferentes canteiros de obras ao redor da Serra da Cantareira durante a última semana para verificar o estado dos rios que cruzam a construção. Engenheiros do governo e técnicos ambientais da OAS, construtora responsável por dois trechos da obra, conduziram a visita ao primeiro canteiro, no lote 2 do Rodoanel Norte. Ali, apresentaram ferramentas como réguas para controle e medição de assoreamento em rios, caminhos e tubulações de concreto para desvio de cursos d'água e plantações de mata ciliar para proteção de córregos. A reportagem pediu para visitar a área que abriga os destroços de um túnel que desabou em dezembro do ano passado dentro de uma área de preservação permanente em Guarulhos.

Quatro meses depois do desabamento do túnel, as obras estão paralisadas e não existe laudo apontando as causas do acidente. Procurado, o IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológicas), responsável pela elaboração do laudo, disse que "os trabalhos das equipes naquele local estão em andamento, não havendo até o momento previsão de prazo para conclusão e entrega do relatório final". Na área do túnel destruído, a BBC Brasil encontrou cursos d’água cercados por morros aterrados por tratores, sem controle de assoreamento. Um vazamento em frente aos destroços espalhava a água drenada de dentro de um morro para o meio do canteiro de obras surpresa também para os técnicos que acompanhavam a visita. Segundo Casagrande, os problemas encontrados pela reportagem são temporários. "Esta é uma situação transitória, que precisa ser consertada, e imagino que seja corrigida rapidamente", diz. "Antes esse rio passava ali em cima. Era tudo mato, a gente tomava banho nele. Agora é só terra e não dá para molhar nem a canela", diz vizinha à obra.

(Foto: Ricardo Senra/BBC Brasil)
O presidente da Dersa lembra que todos os canteiros de obras contam com fiscalização ambiental. "Se houvesse um crime ambiental ali, a construção seria embargada", diz.

O promotor de Justiça Ricardo Manuel Castro, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público de SP, investiga os impactos ambientais da construção desde o período anterior ao início da obra.

À BBC Brasil, por telefone, Castro disse que o "desmoronamento pode ter ocorrido por insuficiência dos levantamentos que ensejaram o registro ambiental". Daqui duas semanas, o promotor se reunirá com o governo para "discutir os impactos decorrentes da paralisação (das obras na região do túnel), impactos ambientais recorrentes dos desmatamentos já feitos e a continuidade destas obras de impacto." Água e barroAmbientalista Elisa Puterman e o índio guarani Lenildo Wassu: "Esta cratera foi um rio que era usado pelos índios".

Foto: Lucio Tamino
Em frente a um córrego de água barrenta que corria pela lateral do aterro construído para a passagem das pistas, a reportagem encontrou duas irmãs. "Antes esse rio passava ali em cima. Era tudo mato, dava para tomar banho nele. Agora é só terra e não dá para molhar nem a canela", diz uma delas.

A Dersa afirma que todos os desvios em rios são autorizados pela Justiça. "Temos outorga para todas as interferências em cursos d'água. Fazemos a intervenção e devolvemos na condição mais próxima possível da original", diz o presidente da companhia. Morador diz que nesta área existiam um córrego e uma nascente, que teriam sido aterrados.

Foto: Portal ZNnaLinha
"É preciso avaliar também que talvez parte dessa diminuição venha da falta de chuva no ano passado e o morador não saiba diferenciar", justifica Casagrande.

Inimiga feroz da obra, a editora e ambientalista Elisa Puterman, que mora a poucos metros da construção, chora ao mostrar as enormes pilastras que cortam a mata dos fundos de sua casa. "Estão implodindo a Cantareira", diz. "Isto é uma área de preservação, ajuda na umidade, no resfriamento da cidade. Veja aquele rio: era caudaloso, intenso. Agora é só barro." Junto ao índio guarani Lenildo Wassu, que mora em uma reserva próxima, ela diz ter identificado uma das nascentes soterradas no bairro Ponte Alta, em Guarulhos. Segundo a Dersa, a nascente registrada nas fotos está localizada a "aproximadamente 25 metros ao sul do limite de interferência da obra".

Com as informações BBC News

sábado, março 28, 2015

Tóquio tem hortas urbanas nas estações de metro.


A falta de espaço é um problema e tanto no Japão. EmTóquio, além de estacionamentos que enterram bicicletas, os moradores têm acesso a outra iniciativa para driblar a falta de espaço:hortas urbanas construídas no topo das estações de metrô.

Batizado de Soradofarm, o projeto é coodernado pela companhia local de metrô, a East Japan Railway Company, e tem como objetivo oferecer aos japoneses que querem cultivar uma horta, mas não tem espaço em casa, a oportunidade de plantar alimentos no topo das estações.


A iniciativa começou em 2010 e fez sucesso entre a população: atualmente, cinco estações de metrô já contam com hortas urbanas e outras oito estão em fase de construção.

Para ter um pedacinho de terra para chamar de seu, no entanto, é preciso pagar. Os ‘agricultores urbanos’ desembolsam 100.440 ienes (cerca de R$ 2.500) por ano para cultivar legumes, frutas e verduras no topo dos metrôs.

Todas as ferramentas necessárias para o cuidado com a terra são oferecidas pelas estações. Os inquilinos também não precisam ser grandes conhecedores de jardinagem ou agricultura, uma vez que os espaços contam com a presença de especialistas. Veja, abaixo, mais fotos da iniciativa.